Em 1978, dois torcedores escoceses sem muito numerário pegaram carona em um navio pelo Atlântico até a Argentina, pintando-o durante a viagem para remunerar a passagem, na viagem de Despensa do Mundo mais econômica já vista, retratada em um documentário da BBC.
Por décadas, torcedores de baixa renda pegaram ônibus, trens ou caronas para ver seus ídolos.
Milhares de pessoas de toda a América do Sul encontraram uma forma de tornar o Mundial do Brasil em 2014 conseguível viajando e dormindo em trailers.
Levante ano, os preços crescentes de ingressos e hospedagem colocaram o torneio mais do que nunca nas mãos daqueles com rendas mais altas.
“Quem quer se divertir tem que remunerar”, disse Mike Gill, um incorporador imobiliário britânico radicado no Canadá que estava torcendo pela Inglaterra contra Gana perto de Boston na terça-feira (23). “É um contraditório, mas as pessoas estão pagando os preços, logo o que você vai fazer?”
Greg Connor, possessor de uma oficina mecânica em Oklahoma, disse que gastou US$ 9.600 (o equivalente a R$ 49,5 milénio) em quatro ingressos para sua família ver à partida entre França e Noruega nesta sexta-feira (26).
“É uma loucura”, disse Connor. “Estávamos pensando em ir a 5 ou 6 jogos, mas vamos ver só a um.”
PREÇOS DINÂMICOS, TORCEDORES DE ALTA RENDA
Os preços oficiais para jogos da tempo de grupos levante ano foram inicialmente fixados em até US$ 575 (R$ 2.970) por ingresso. Na Despensa do Mundo de 2022, o ingresso mais custoso para jogos da tempo de grupos era US$ 220 (muro de R$ 1.174 na quadra).
Mas o sistema de preços dinâmicos adotado levante pela Fifa, organizadora do torneio, que permite que os preços variem conforme a demanda, elevou os ingressos de revenda da primeira tempo para supra de US$ 1.000 (muro de R$ 5.200), com as fases seguintes ainda mais caras.
Na sexta-feira, o preço médio mais grave de ingressos para as próximas partidas era de US$ 1.600 (R$ 8.267) em sites de revenda secundária, segundo o Ticketdata, um site de monitoramento de preços.
Renato Perez, que mora nas Ilhas Galápagos, no Equador, disse que gastou muro de US$ 22 milénio (R$ 113,7 milénio) em ingressos, viagem, hospedagem e outras despesas para sua família de cinco pessoas ver ao Equador vencer a Alemanha em Novidade Jersey na quinta-feira (25).
“Mas vale cada centavo”, disse Perez. “Eu faria tudo de novo.”
O salto nos preços está remodelando o perfil dos portadores de ingressos da Despensa do Mundo.
De mais de 50 pessoas que conversaram com a Reuters em vários estádios durante a tempo de grupos, muro de 30 tinham empregos mais muito remunerados, com vendas, finanças e mercado imobiliário aparecendo com frequência. Outros quatro eram empresários, três eram engenheiros e dois eram médicos, enquanto, entre profissões tipicamente menos muito pagas, dois eram eletricistas e dois eram enfermeiros.
Para os americanos, acostumados ao impacto dos preços dinâmicos em shows e eventos esportivos, os altos custos não são surpresa.
Colleen Cheesman, sócia de uma empresa de consultoria que assistiu ao jogo da Inglaterra contra Gana, disse que estava preparada para remunerar até US$ 3.000 (R$ 15,5 milénio) por um ingresso, mas recebeu a oferta de US$ 420 (R$ 2.170) por assento, de amigos que os compraram em uma venda antecipada por sorteio da Fifa.
“Conseguimos seis e trouxemos nossos amigos”, disse ela. “São tão baratos. Você nem consegue ver um show por esse preço hoje em dia.”
Para outros torcedores presentes no torneio, o dispêndio foi um sacrifício.
Caroline Dowie, uma australiana dona de uma empresa de limpeza de imóveis em Adelaide, disse que ela e o marido pagaram US$ 4.000 (muro de R$ 20,7 milénio) por quatro ingressos, sem descrever os custos de viagem e hospedagem.
Alguns se preocupam com a mudança no público, tanto na Despensa do Mundo quanto nos jogos domésticos, em detrimento daqueles que tradicionalmente representavam a base da torcida.
“As Copas do Mundo estão desproporcionais —os custos, tudo mais”, disse o técnico do Paraguai, Gustavo Alfaro. “A origem do futebol se perde. E o futebol não pode ser um negócio, tem que ser futebol.”
Um porta-voz da Fifa disse que a organização ofereceu 130 milénio ingressos para partidas em todo o torneio a US$ 60 (R$ 310) cada um. A estratégia de preços mais ampla refletiu as práticas de mercado para grandes eventos esportivos e de entretenimento nos países-sede, e a receita gerada será reinvestida no desenvolvimento do futebol, disse o porta-voz.
No entanto, a oferta de grave dispêndio —anunciada em dezembro em seguida protestos contra os planos de preços— é uma fração do totalidade de aproximadamente 7 milhões de ingressos da Despensa do Mundo e é menor do que os 400 milénio ingressos com desconto oferecidos durante a Despensa do Mundo do Brasil em 2014, onde estudantes entravam por exclusivamente US$ 15 (muro de R$ 33,45 na cotação da quadra).
Apesar do aumento nos preços, a demanda é subida. Na quinta-feira, as vendas totais de ingressos para o torneio atingiram o recorde de 3,6 milhões.
INGRESSOS DE R$ 7,75 MILHÕES
Para os mais ricos, o numerário realmente parece não ser problema.
A Knightsbridge Circle, uma empresa de concierge de luxo, ofereceu um pacote de hospitalidade de US$ 4 milhões (R$ 20,7 milhões) incluindo seis assentos na primeira fileira na risco do meio-campo na final da Despensa do Mundo e aproximação ao campo durante a cerimônia de entrega do troféu. Foi vendido em menos de 24 horas. Dois outros assentos, com aproximação à extremidade do campo para a cerimônia, estão à venda por US$ 1,5 milhão (R$ 7,75 milhões) cada um.
Stefan Szymanski, professor de gestão esportiva na Universidade de Michigan, disse que o aumento dos preços dos ingressos do torneio reflete o apelo incomparável do esporte em grande secção do mundo e seu prolongamento em mercados mais novos, porquê os Estados Unidos.
“Embora levante já fosse o esporte mais popular do mundo há 30-40 anos, essa popularidade, na verdade, cresceu ainda mais, e particularmente entre pessoas afluentes”, disse Szymanski.
“Vamos ver a isso, vamos permanecer grudados nisso e as pessoas vão remunerar preços enormes para ir aos jogos”, disse ele. “E logo, quando rematar, os americanos vão olvidar imediatamente e se voltar para a NFL e todas as outras coisas, com a World Series chegando.”





