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Copa do Mundo de 2026 já é a melhor da
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Copa do Mundo de 2026 já é a melhor da história? – 09/07/2026 – Esporte

Golaços, viradas históricas, drama nos minutos finais e resultados surpreendentes. Que Despensa do Mundo estamos vivendo!

Com 48 seleções pela primeira vez na história e sediada por três países —Canadá, México e Estados Unidos— não há dúvidas de que levante é o maior Mundial dos 23 realizados até hoje.

Mas será que também podemos considerar esta a melhor Despensa do Mundo?

A resposta é subjetiva, já que cada Mundial significa um pouco dissemelhante para cada pessoa. Para alguns, a melhor Despensa será sempre a primeira que acompanharam. Para outros, tudo depende da campanha feita pela sua seleção.

As estatísticas, no entanto, indicam que, ao menos dentro de campo, esta edição da Despensa do Mundo está entre as melhores da história.

Toda Despensa precisa de emoção —e isso não faltou até cá.

Nos 96 dos 104 jogos disputados até a última terça-feira (7), quando se encerrou a rodada das oitavas de final, 280 gols foram marcados. A média é de 2,92 gols por partida, a maior desde a Despensa do Mundo de 1970, no México, quando foram marcados 95 gols em 32 jogos, uma média de 2,97 por confronto.

Para efeito de confrontação, a média de gols foi de 2,69 por partida no Sondar 2022, de 2,64 na Rússia 2018, de 2,67 no Brasil 2014 e de 2,27 na África do Sul 2010.

O jogo com mais gols até agora foi a goleada da Alemanha por 7 a 1 sobre Curaçao. Outrossim, outras sete partidas terminaram com seis gols, enquanto 13 tiveram cinco gols marcados.

Outro indicativo do caráter ofensivo desta Despensa é que 74,6% dos gols saíram com a esfera rolando, uma das maiores proporções da história dos Mundiais. Em contrapartida, unicamente 5% dos gols foram marcados em cobranças de pênalti, o menor percentual já registrado.

Jogos emocionantes

A quantidade de gols marcados nos minutos finais também ajuda a explicar por que esta Despensa tem sido tão emocionante.

Das 24 partidas de mata-mata disputadas até cá, oito tiveram o gol da vitória marcado depois dos 40 minutos do segundo tempo.

A Argentina precisou da prorrogação para superar Cabo Virente, considerado um inimigo tecnicamente subordinado, enquanto outros quatro confrontos foram decididos nos pênaltis.

O gol de Enzo Fernández contra o Egito, por exemplo, foi o décimo gol marcado aos 90 minutos ou depois que deu a vitória a uma equipe nesta Despensa do Mundo, um novo recorde na história do torneio.

Só neste mês, ao menos três partidas já entraram para a memória dos torcedores: as vitórias por 3 a 2 de Bélgica, Argentina e Inglaterra sobre Senegal, Egito e México, respectivamente.

Bélgica e Argentina protagonizaram viradas históricas ao virar uma desvantagem de dois gols nos minutos finais das partidas. É a primeira vez desde 1970 que esse tipo de reação acontece mais de uma vez em uma mesma edição da Despensa do Mundo.

Já a Inglaterra venceu mesmo jogando por murado de 40 minutos com um jogador a menos, posteriormente a expulsão de Jarell Quansah, e resistiu à pressão da torcida do México no histórico Estádio Azteca.

Esta Despensa também registra oito empates sem gols, um recorde na história dos Mundiais. Mas isso é necessariamente um pouco negativo? Ou seria um sinal de maior estabilidade entre as seleções?

Sarau da torcida

Havia uma preocupação compreensível sobre uma vez que seria o envolvente nos jogos.

Os preços elevados dos ingressos, somados às longas distâncias que muitos torcedores precisaram percorrer para observar à próxima partida, alimentaram o temor de que as partidas fossem disputadas diante de arquibancadas vazias.

Mas não foi o que aconteceu.

Meta de críticas pelos altos preços dos ingressos, a Fifa informou que 99,7% dos lugares disponíveis foram ocupados. Ao todo, mais de 4,4 milhões de torcedores acompanharam os jogos da temporada de grupos. Considerando as duas primeiras fases do mata-mata, esse número chega a 6,2 milhões de espectadores.

Isso representa uma média de pouco mais de 65 milénio pessoas por partida, a segunda maior da história das Copas do Mundo, detrás unicamente da edição de 1994, nos Estados Unidos, que registrou uma média de quase 69 milénio torcedores por jogo.

Mas não são unicamente os torcedores que têm oferecido um show no estádio. As estrelas dentro de campo também têm brilhado.

A disputa pela Chuteira de Ouro promete entrar para a história. O prateado Lionel Messi lidera a artilharia com oito gols, seguido pelo gálico Kylian Mbappé e pelo norueguês Erling Haaland, ambos com sete. Logo detrás aparece o inglês Harry Kane, com seis gols.

É a primeira vez na história das Copas do Mundo que três jogadores marcam sete ou mais gols em uma mesma edição do torneio.

Antes da competição, havia o receio de que o grande número de seleções resultasse em muitos confrontos desequilibrados. Mas times considerados azarões protagonizaram algumas das partidas mais marcantes desta Despensa.

Curaçao, o menor país a se qualificar para um Mundial, se recuperou da goleada por 7 a 1 sofrida para a Alemanha e arrancou um empate contra o Equador. Já o Sondar, que perdeu por 6 a 0 para o Canadá, também conseguiu empatar por 1 a 1 com a Suíça, que avançou às quartas de final.

Cabo Virente, por sua vez, escreveu um dos capítulos mais surpreendentes do torneio. Com o goleiro Vozinha, de 40 anos, uma vez que principal destaque, a seleção empatou com Espanha, Uruguai e Arábia Saudita para prosseguir ao mata-mata. Nas oitavas de final, ainda deu um enorme susto na atual campeã Argentina, antes de ser derrotada por 3 a 2 na prorrogação.

Pausas para hidratação e acusações de interferência

Apesar de inúmeros pontos positivos, a Despensa do Mundo 2026 também foi marcada por controvérsias e críticas.

As pausas para hidratação foram muito recebidas quando as condições climáticas eram extremas. No entanto, passaram a ser objectivo de vaias quando ocorreram sob chuva ou em estádios com ar-condicionado e teto fechado, onde muitos torcedores questionaram sua real premência.

Para secção do público, o formato ampliado da Despensa tornou o torneio longo demais. A competição começou em 11 de junho e a final será disputada em 19 de julho. Nesse período, houve jogos em todos os dias, com exceção de unicamente quatro.

Também houve críticas ao nível da arbitragem e ao impacto do calendário sobre os jogadores.

Além do aumento no número de partidas, as longas viagens entre as sedes levantaram preocupações sobre o desgaste físico dos atletas. A temporada da Premier League, por exemplo, começa em 21 de agosto, pouco mais de um mês posteriormente a final da Despensa do Mundo.

A maior controvérsia da Despensa, porém, envolveu o fair play.

O atacante americano Folarin Balogun foi expulso na partida contra a Bósnia. No entanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter telefonado para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para discutir a punição aplicada ao jogador.

Balogun acabou liberado para atuar contra a Bélgica, nas oitavas de final —os EUA perderam por 4 a 1. Para justificar a decisão, a Fifa citou o item 27 do Código Disciplinar, que permite que a suspensão de uma partida seja convertida em um período de um ano.

Ao longo da história das Copas do Mundo, 189 cartões vermelhos já foram distribuídos. Somente dois jogadores, porém, deixaram de satisfazer suspensão posteriormente serem expulsos.

Balogun foi o primeiro desde 1962, quando o brasiliano Garrincha escapou da punição porque as suspensões automáticas ainda não existiam, em um incidente cingido por acusações de interferência política.

A decisão provocou críticas de diferentes setores do futebol. A Uefa, a Bélgica e o técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, estiveram entre os que contestaram a medida. Posteriormente, jogadores da seleção belga disseram que o caso serviu uma vez que motivação extra para a equipe.

Uma final gloriosa

De modo universal, a Fifa pode considerar esta Despensa do Mundo um grande sucesso, com jogos emocionantes disputados em estádios lotados e torcedores de todo o mundo que fizeram o provável para produzir uma atmosfera memorável.

Ainda faltam 10 dias para o termo do torneio, e a expectativa é de que esse cenário se mantenha, apesar dos altos preços dos ingressos e do trajo de que os três países-sede já saíram da competição.

No entanto, a percepção que uma Despensa do Mundo deixa a longo prazo depende, em grande secção, do que ocorrer nas últimas partidas.

Finais desastrosas ofuscaram o cintilação das Copas do Mundo de 1990 e 1994, enquanto uma final sensacional no Sondar, há quatro anos, ajudou a melhorar a imagem daquele torneio.

Com as quatro primeiras seleções do ranking mundial —Argentina, Espanha, França e Inglaterra— em grande temporada e disputando suas respectivas quartas de final, algumas partidas incríveis podem terminar de transformar esta Despensa na melhor da história.

Independentemente do que aconteça, assim uma vez que ocorreu no último mês, será impossível não escoltar.

As estatísticas deste item foram fornecidas por Mohamed Moallim, da BBC Sport

Folha

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