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Copa: Marrocos reencontra França após derrota no Qatar 08/07/2026
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Copa: Marrocos reencontra França após derrota no Qatar – 08/07/2026 – Esporte

Quando Marrocos eliminou Espanha e Portugal na Despensa do Mundo de 2022 e se tornou a primeira seleção africana a saber uma semifinal de Mundial, o desempenho foi tratado uma vez que uma das maiores surpresas da história da competição.

Quatro anos depois, o cenário mudou. A seleção enfrenta a França em um mata-mata nesta quinta-feira (9), às 17h (de Brasília), pelas quartas de final, tentando mostrar que o que aconteceu no Qatar deixou de ser exceção para se transformar em um novo patamar do futebol marroquino.

O confronto reedita justamente a semifinal de 2022. Na ocasião, a França venceu por 2 a 0, com gols de Theo Hernández e Kolo Muani, e avançou. Mas a itinerário não apagou o feito marroquino: mesmo depois perder para a Croácia na disputa do terceiro lugar, a equipe encerrou o Mundial com a melhor campanha da história de uma seleção africana.

Os resultados desde logo reforçam a teoria de perpetuidade. Marrocos chega às quartas de final invicto há 34 partidas oficiais. A última itinerário ocorreu para o Quênia, em agosto de 2025. A sequência atravessou as Eliminatórias Africanas, a Despensa Africana de Nações e a atual Despensa do Mundo.

A série, porém, tem uma particularidade. Na final da Despensa Africana de Nações, disputada em janeiro deste ano, Marrocos foi derrotado por Senegal por 1 a 0 na prorrogação. Meses depois, a CAF (Confederação Africana de Futebol) anulou o resultado ao entender que os senegaleses haviam ermo o gramado durante um protesto contra uma decisão da arbitragem.

A entidade transformou o placar em vitória administrativa por 3 a 0 para os marroquinos e atribuiu o título à seleção. Senegal recorreu ao CAS (Tribunal Arbitral do Esporte), e o caso ainda aguarda decisão. Oficialmente, porém, a partida integra a série invicta.

A classificação para a Despensa também veio sem sobressaltos. Marrocos foi a primeira seleção africana a prometer vaga no Mundial de 2026. A manutenção do desempenho indicava a perpetuidade de Walid Regragui, responsável pela campanha histórica no Qatar.

Mas, pouco mais de três meses antes da estreia no Mundial, Regragui pediu destituição. Disse que estava esgotado depois de quase quatro anos no incumbência e que a seleção precisava de “uma novidade visão” e “uma virilidade dissemelhante”.

A decisão surpreendeu. Ele deixava o comando depois qualificar Marrocos para a Despensa, aglomerar uma sequência de 19 vitórias consecutivas e se tornar o treinador mais vitorioso da história da seleção.

Para substituí-lo, a federação apostou em Mohamed Ouahbi, logo vencedor mundial sub-20 com Marrocos. Nascido na Bélgica, ele assumiu a seleção principal sem experiência anterior no futebol de seleções adultas, depois de invadir o Mundial da categoria em 2025.

Em vez de promover uma ruptura, Ouahbi manteve a espinha dorsal construída por Regragui e fez mudanças pontuais. A principal delas foi antecipar Azzedine Ounahi, que passou a atuar mais próximo da dimensão.

O resultado apareceu nas oitavas de final. O meio-campista marcou dois gols na vitória por 3 a 0 sobre o Canadá e se tornou o primeiro jogador africano desde Henri Camara, por Senegal em 2002, a marcar duas vezes em um jogo de mata-mata de Despensa do Mundo.

Outra novidade foi a utilização de Ismael Saibari em funções mais avançadas no ataque. O jogador virou uma das principais referências ofensivas da equipe nesta Despensa e soma três gols no torneio. Lesionado contra o Canadá, é incerteza para enfrentar a França.

Se Saibari e Ounahi simbolizam a renovação ofensiva, Achraf Hakimi continua sendo o principal líder da equipe. Capitão da seleção e ex-companheiro de Kylian Mbappé no Paris Saint-Germain, o lateral terá pela frente justamente o principal candidato à artilharia da Despensa, responsável de sete gols até cá.

Há outro confronto que ajuda a explicar a força das duas equipes. Michael Olise lidera a Despensa com cinco assistências. Logo detrás aparece Brahim Díaz, com quatro. Se Mbappé e Hakimi concentram os holofotes, Olise e Brahim são os principais responsáveis pela geração das jogadas de França e Marrocos.

Na atual Despensa, os marroquinos terminaram invictos um grupo que também tinha Brasil, Escócia e Haiti, eliminaram a Holanda nos pênaltis e passaram pelo Canadá. A classificação fez da equipe a primeira seleção africana a saber as quartas de final em duas Copas consecutivas.

Folha

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