Posteriormente placares magros na período de 32 seleções da Despensa do Mundo –com três empates por 1 a 1 decididos nos pênaltis–, a média de gols voltou a subir nas oitavas de final para 2,9 por partida, mesmo valor observado na período de grupos. No totalidade, foram 23 gols nos oito jogos.
A goleada de 4 a 1 da Bélgica sobre os Estados Unidos e a viradela da Argentina por 3 a 2 contra o Egito contribuíram para solevar a média de bolas na rede desta rodada.
Segundo dados da Opta, os cabeceios decisivos também se destacaram: foram seis gols de cabeça no totalidade, maior média por jogo (0,8) entre as fases do torneio até cá.
A Argentina perdia por 2 a 0 para o Egito –com um pênalti esbanjado por Lionel Messi–, quando o craque criou a jogada para o gol de cabeça de Cristian Romero aos 33 minutos do segundo tempo, início da viradela. Messi marcou o segundo, retomando a artilharia desta Despensa. A vitória da Argentina veio com outro cabeceio, de Enzo Fernández.
Um gol de cabeça também marcou a guião do Brasil por 2 a 1 para a Noruega, time com pior posição no ranking Fifa a varar a seleção brasileira em Copas. O atacante Erling Haaland, planeta da seleção nórdica que também desavença pela artilharia do Mundial, abriu o placar de cabeça em uma disputa aérea com Gabriel Magalhães dentro da dimensão.
O primeiro gol sofrido pelo México na competição também foi de cabeça, feito por Jude Bellingham na partida em que a Inglaterra eliminou os anfitriões por 3 a 2. Agora, a Espanha é a única seleção que não levou gols até cá, tendo reservado a classificação na vitória por 1 a 0 nos acréscimos contra Portugal de Cristiano Ronaldo.
As oitavas de final também tiveram maior média de faltas cometidas por jogo: 25,6. Na período de 32 seleções e de grupos o valor havia sido de 23,8 e 22,3, respectivamente. Por consequência, o número de cartões amarelos também foi maior: 32 em oito partidas, o que representa média de quatro por jogo, quase o duplo das fases anteriores.
Só na disputa entre Marrocos e Canadá –que terminou com vitória de 3 a 0 para os africanos– foram oito cartões amarelos, sendo quatro para cada seleção. Cada time tem que remunerar uma multa à Fifa de 10 milénio francos suíços (murado de R$ 65 milénio) por cartão amarelo recebido, punição prevista no código disciplinar da entidade.
A França também garantiu sua vaga em seguida superar a retranca do Paraguai, seleção com maior número de desarmes bem-sucedidos da rodada (21). A vitória veio com o gol da estrela Kylian Mbappé, de pênalti, no segundo tempo.
O único jogo sem gols das oitavas foi o empate em 0 a 0 entre Suíça e Colômbia, que foi sentenciado nos pênaltis com a vitória para a seleção europeia. Assim, seis das oito seleções que avançam para as quartas de final são da Europa.
Duelos nas quartas
Compare as principais estatísticas das seleções que se enfrentam nas quartas de final:
França x Marrocos – Quinta-feira (9), 17h
Artilheira na Despensa até agora, França tem 14 gols, sendo a metade de Mbappé, e tem 3 partidas sem tolerar gols. A equipe francesa tem mais chutes a gol (88 contra 64 daos marroquinhos), mas o percentual de finalizações convertidas em gol é maior do lado de Marrocos (21%, 1 ponto percentual supra da França).
No universal, a França se sai melhor nas estatísticas, mas não alcança Marrocos em número de passes bem-sucedidos –a seleção africana tem 166 passes certos a mais do que a europeia– e em desarmes, 12 a mais.
Espanha x Bélgica – Sexta-feira (10), 16h
De cinco jogos, cinco sem levar gol. A invencibilidade gera pontos aos espanhóis, que também têm menos faltas cometidas, mais desarmes (1 a mais), mais passes certos, menos faltas e cartões amarelos.
Os belgas, entretanto, contam com 4 gols a mais do que a Espanha e tiveram mais eficiência: 17% das finalizações resultaram em gol, contra 12%.
Noruega x Inglaterra – Sábado (11), 18h
A Noruega foi, até cá, mais eficiente do que a Inglaterra para marcar gols: chutou muito menos e acertou mais. Tem 30% de finalizações convertidas em gol contra 17% dos ingleses. Por outro lado, sofreu 8 gols de dentro da dimensão, perante a metade da Inglaterra.
Os ingleses cometeram mais faltas e receberam 6 cartões a mais, sendo um vermelho.
Argentina x Suíça – Sábado (11), 22h
No comparativo entre Argentina e Suíça até cá, a atual campeã do mundo se sai melhor: tem mais passes certos, mais gols, mais desarmes, menos cartões e mais chutes a gol.





