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Copa: o que a história mostra sobre os campeões
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Copa: o que a história mostra sobre os campeões – 09/06/2026 – Esporte

As tentativas de prever o resultado da Despensa do Mundo evoluíram muito ao longo do tempo. Hoje, supercomputadores disputam espaço com casas de apostas, torcedores muito informados e até supostos videntes na tarefa de mostrar a futura campeã.

Mas até mesmo o exegeta financeiro teutónico Joachim Klement, que ficou sabido por atingir as vencedoras das últimas três edições do Mundial, acredita que, entre as principais seleções, muito depende do eventualidade.

Segundo ele, fatores uma vez que o desempenho de uma equipe em um determinado dia, uma decisão da arbitragem ou a sorte de uma globo entrar em vez de escadeirar na trave “são completamente imprevisíveis”, afirmou à BBC Sport.

Ainda assim, se a história servir de referência, há alguns fatores que as seleções que sonham com o título talvez devam levar em consideração –e alguns deles são bastante surpreendentes.

Um seleto grupo de campeãs

Das 84 seleções que já disputaram a maior competição do futebol mundial, unicamente oito conseguiram erguer a taça: Alemanha, Argentina, Brasil, Espanha, França, Inglaterra, Itália e Uruguai.

Somente 13 países chegaram a uma final de Despensa do Mundo –e alguns deles com grande frequência. A Alemanha disputou oito finais, seguida pelo Brasil, com sete, e por Argentina e Itália, com seis cada.

Entrar para esse seleto grupo não é tarefa fácil. A integrante mais recente da lista é a Espanha, que conquistou seu primeiro título em 2010.

E vale uma menção próprio à Holanda, que chegou a três finais, mas nunca venceu a competição –embora, segundo o exegeta financeiro Joachim Klement, seja uma das favoritas para finalmente levantar a taça em 2026.

Outro oferecido curioso é que, em toda a história da Despensa do Mundo, unicamente duas seleções da África ou da Ásia alcançaram as semifinais: a Coreia do Sul, em 2002, e Marrocos, em 2022.

A geografia faz diferença

Desde a primeira Despensa do Mundo da Fifa, disputada no Uruguai em 1930, até a edição mais recente, realizada no Sondar em 2022, foi relativamente vasqueiro uma seleção invadir o título fora do seu próprio continente.

Isso aconteceu unicamente seis vezes em 22 edições do torneio –com o Brasil (1958, 1994 e 2002), a Espanha (2010), a Alemanha (2014) e a Argentina (2022).

Considerando unicamente as Copas realizadas na Europa ou na América do Sul, essa “regra geográfica” foi quebrada somente duas vezes em 19 torneios.

Há várias explicações possíveis para esse fenômeno. As seleções podem ter melhor desempenho em seu próprio continente por estarem mais adaptadas ao clima, sofrerem menos com o desgaste das viagens e contarem com uma presença maior de torcedores. Não por eventualidade, seis Copas do Mundo foram vencidas pelo país anfitrião.

Essa tendência também costuma chegar nas fases anteriores da competição.

Na Despensa de 2014, no Brasil, por exemplo, sete seleções latino-americanas chegaram às oitavas de final, contra seis europeias –isso apesar de a Europa, uma vez que de prática, ter classificado mais equipes para o torneio do que qualquer outro continente.

Quatro anos depois, na Rússia, as seleções europeias conquistaram 10 das 16 vagas nas oitavas de final, enquanto a América Latina teve unicamente cinco representantes. Ou por outra, os quatro semifinalistas daquela edição eram europeus.

A Despensa do Mundo de 2026, no entanto, promete inaugurar um novo cenário. Será a primeira organizada por três países –Estados Unidos, Canadá e México– e contará com 48 seleções, em vez das tradicionais 32.

Quatro equipes também farão sua estreia no torneio: Curaçao, Cabo Virente, Jordânia e Uzbequistão. Talvez a competição seja capaz de desafiar as tendências históricas.

O ranking da Fifa dá contratempo?

Seria razoável esperar que a seleção com melhor desempenho recente fosse também uma das favoritas ao título da Despensa do Mundo, mas esse está longe de ser um indicador infalível de sucesso.

Criado em 1992, o ranking da Fifa é usado para definir os cabeças de chave e evitar confrontos precoces entre as principais favoritas do campeonato.

A classificação leva em conta os resultados de partidas reconhecidas pela entidade, incluindo amistosos, e funciona uma vez que um indicador do desempenho das seleções, de forma semelhante ao que ocorre em esportes uma vez que o tênis.

Os campeões mundiais quase sempre estão entre as 10 ou 15 melhores equipes do ranking. No entanto, há uma curiosidade histórica: nenhuma seleção que ocupava o primeiro lugar no ranking da Fifa no início de uma Despensa do Mundo não conquistou o título.

Às vésperas do Mundial de 2026, essa estatística pode simbolizar um mau presságio para a Argentina, atual líder do ranking.

A classificação solene será atualizada em 11 de junho, dia da rombo da Despensa do Mundo de 2026, posteriormente a disputa de uma série de amistosos preparatórios pelas seleções.

Proteger o título é uma missão difícil

Há seleções com múltiplos títulos mundiais –Brasil, Alemanha, Itália e Argentina somam, juntas, 16 conquistas. Mas tutorar a taça é uma tarefa difícil.

Em toda a história da Despensa do Mundo, unicamente dois países conseguiram ser campeões em edições consecutivas: a Itália, em 1934 e 1938, e o Brasil, em 1958 e 1962.

Depois da glória, o tropeço

Na verdade, nas últimas décadas, a Despensa do Mundo tem sido mormente cruel com as seleções que chegam ao campeonato uma vez que atuais campeãs.

Desde 2002, quatro dos seis detentores do título sequer conseguiram passar da tempo de grupos. As exceções foram o Brasil, vencedor em 2002 e eliminado nas quartas de final em 2006, e a França, vencedora em 2018 e vice-campeã em 2022.

Técnicos estrangeiros até hoje não deram visível

Contratar técnicos estrangeiros não é uma novidade na Despensa do Mundo, embora o número de seleções que recorrem a profissionais de outros países tenha aumentado nas últimas três décadas.

Em 2026, isso será um recorde: 27 das 48 equipes participantes serão comandadas por treinadores estrangeiros.

Entre elas estão duas campeãs mundiais. O Brasil será dirigido pelo italiano Carlo Ancelotti, enquanto a Inglaterra terá no comando o teutónico Thomas Tuchel.

O problema é que, até hoje, nenhuma seleção treinada por um técnico estrangeiro conseguiu invadir a Despensa do Mundo.

O curioso fator Bayern de Munique-Inter de Milão

Esta talvez seja uma das estatísticas mais curiosas da história da Despensa do Mundo: nas últimas 11 edições do torneio, pelo menos uma das seleções finalistas contou com qualquer jogador do Bayern de Munique, da Inter de Milão ou jogadores de ambos os clubes.

Desde 1982, unicamente em duas ocasiões (1986 e 2010) uma seleção sem nenhum representante de um desses dois times conseguiu invadir o título mundial.

De consonância com as listas oficiais de jogadores divulgadas pela Fifa, 15 das 48 seleções que disputarão a Despensa do Mundo de 2026 terão pelo menos um desportista do Bayern de Munique ou da Inter de Milão – ou dos dois.

Entre elas estão potências uma vez que Alemanha, França, Inglaterra e a atual campeã, Argentina.

Folha

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