Data center de IA da Microsoft em SP consome mais

Data center de IA da Microsoft em SP consome mais água – 29/03/2026 – Economia

Tecnologia

No mesmo mês de janeiro em que anunciou um compromisso para diminuir o uso de chuva em seus data centers, a Microsoft iniciou a operação de seus primeiros complexos voltados à perceptibilidade sintético no Brasil usando uma tecnologia antiga, que gasta várias vezes mais chuva do que os sistemas recentes de circulação fechada.

Segundo informações divulgadas para a comunidade de Hortolândia e de Sumaré, no interno de São Paulo, onde estão as primeiras unidades no país, os data centers estão equipados com torres de evaporação. O funcionamento desses aparelhos de refrigeração envolve a perda de chuva para dissipar calor. Modelos mais recentes priorizam a economia hídrica, porque a chuva circula no multíplice, sem se perder na evaporação. Mas custam mais e exigem maior consumo de pujança elétrica para o resfriamento.

O gasto de chuva do campus na região metropolitana de Campinas, estimado em até 3,24 milhões de litros por dia, pode permanecer próximo ao consumo de 15 milénio pessoas, de negócio com documentos de uma prefeitura no estado americano da Virgínia sobre um multíplice de data centers com características similares.

Os complexos têm, por exemplo, a mesma capacidade instalada, de negócio com a documentação, e o mesmo sistema de refrigeração com evaporação, além de número similar de torres de evaporação.

Procurada pela Folha, a empresa disse que não tem zero a compartilhar. A reportagem também tentou contato com o representante da empresa responsável pela interlocução com a comunidade em Hortolândia, que não quis comentar.

Os data centers estão no cerne de um debate global sobre a sustentabilidade da IA. Esses armazéns de computadores, onde rodam os programas por trás de ChatGPT e Claude, consomem chuva e pujança para refrigerar os chips que funcionam sob trabalho intenso. De um lado, ativistas criticam o impacto ambiental, e, de outro, as empresas falam que os argumentos dos críticos são exagerados.

A Sabesp, responsável pela rede de chuva em Hortolândia e Sumaré, disse que avaliou os projetos da Microsoft e não viu risco para o provimento do município. As obras também obtiveram licenças ambientais de ambas as prefeituras. A região recebe chuva da bacia do rio Jaguari.

No material entregue à comunidade lugar, a Microsoft afirma que espera usar as torres de evaporação em unicamente 10% do período de operação —quando as temperaturas ultrapassarem o limiar de 29,4 graus Celsius.

“Por exemplo, nossos data centers na Suécia não precisam de chuva durante todo o ano, enquanto nossos data centers no Arizona precisam de torres de evaporação de 40% do ano”, afirma a empresa em um site com informações para a comunidade do entorno de Campinas.

No mesmo site, a empresa diz que seus projetos mais recentes usam uma tecnologia com zero consumo de chuva. A política do governo Lula de mercê fiscal para data centers, que ainda depende de aprovação, exclui os complexos que usam torre de evaporação, uma vez que esses da Microsoft no interno de São Paulo, sob justificativa de preservação ambiental.

Um levantamento feito pelo Núcleo de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Lavoura (Cepagri) da Unicamp, a pedido da reportagem, mostra que a temperatura máxima diária ultrapassou os 29,4 graus celsius em 44,48% dos dias monitorados nos últimos 30 anos.

“Com as mudanças climáticas, temos perspectiva de que esse número vá aumentar, com um maior número de dias quentes por ano. Os anos mais recentes têm apresentado dias mais quentes mesmo em anos de La Niña, quando a tendência é temperaturas mais brandas”, diz o coordenador do Cepragri, Bruno Kabke Bainy.

O pesquisador aponta que as temperaturas médias na região de Campinas são mais altas do que na Virginia. Por isso, as torres de evaporação que consomem chuva devem permanecer ativas por mais tempo.

Documentos internos da Microsoft do ano pretérito, obtidos pelo jornal The New York Times, mostram que a empresa esperava que sua demanda anual de chuva para murado de centena data centers ao volta do mundo mais do que triplicasse nesta dez, chegando a 28 bilhões de litros em 2030. Em 2020, eram 7,9 bilhões de litros e, em 2024, 10,4 bilhões de litros. O aumento é justificado por expansões ligadas à maior demanda decorrente dos sistemas de IA.

“Ao contrário da eletricidade, os sistemas de resfriamento de data centers são uma escolha de projeto. O resfriamento evaporativo é barato e eficiente, mas pode sobrecarregar o provimento lugar durante ondas de calor no verão, quando a chuva é mais necessária e menos disponível”, escreveu Amy Luers, a responsável pela extensão de sustentabilidade e inovação na Microsoft, em uma revista especializada em engenharia.

No Brasil, a maioria dos data centers tem refrigeração a ar e plebeu consumo de chuva. Uma vez que os chips adaptados para IA dissipam mais calor para processar a enorme quantidade de dados necessária na tecnologia, a tendência é de que as novas unidades passem a usar líquido na refrigeração, seja em sistemas fechados ou com evaporação.

Segundo estudo do setor, a pegada hídrica dos complexos de processamento de dados responde por 0,003% do consumo brasiliano —nos EUA, onde há a maior concentração de data centers no mundo, essa fração é de 0,3%. A pegada hídrica é a parcela da chuva gula usada na produção de um muito em conferência com o totalidade usado na cárcere produtiva.

No Brasil, a big tech é beneficiada por programas locais para redução da cobrança de IPTU e do ISS municipal visando a atração de empresas.

Uma vez que contrapartida da instalação dos data centers, a Microsoft se comprometeu a duplicar e recapear ruas, além de erigir uma via marginal, de negócio com a Prefeitura de Hortolândia, que recebeu duas das três unidades planejadas.

A Prefeitura de Sumaré não respondeu às tentativas de contato da reportagem. O quotidiano solene do município mostra que a big tech doou um terreno de 11 milénio metros quadrados ao município e investiu em obras na estrada municipal onde está situado o data center da companhia.

A companhia fundada por Bill Gates também fechou uma parceria com o Instituto Federalista de São Paulo para oferecer cursos ligados à operação de complexos de processamento de dados.

A expectativa é de que cada unidade tenha entre 40 e 50 funcionários contratados diretamente. As obras dos complexos, no pico de demanda, mobilizaram 3.300 trabalhadores.

O pedido de relação da Microsoft à risca de transmissão, feito pela ISA Virilidade ao Ministério de Minas e Virilidade, mostra que, em termos de eletricidade, a big tech tem permissão para expandir os complexos no interno de São Paulo além dos 180 MW atuais —é um consumo de eletricidade equivalente ao de 1,8 milhão de brasileiros. Essa expansão, uma vez que ocorre nos EUA agora, estaria ligada a um gasto maior de recursos.

O ONS (Operador Pátrio do Sistema) disse que a informação sobre a demanda máxima das locações está sob sigilo mercantil.

COMO A FOLHA ENCONTROU OS DATA CENTERS

Embora a Microsoft não divulgue onde mantém seus data centers ou detalhes dos projetos, a reportagem conseguiu localizá-los, com auxílio de imagens de satélite, em Hortolândia e Sumaré, no interno de São Paulo. Cada multíplice tem capacidade instalada de 60 MW (consumo equivalente ao de 600 milénio brasileiros), de negócio com informações divulgadas no site do escritório responsável pelo projeto, Pgmak.

Cada um deles está entre os maiores data centers da América Latina. Somados, os complexos têm uma capacidade similar ao data center situado em Leesburg, no interno da Virgínia, que foi autorizado a expandir suas capacidades mediante um investimento no encanamento do município.

Folha

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