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Defesa diz que julgamento da morte de Gritzbach foi manipulado
Brasil

Defesa diz que investigação da morte de Gritzbach foi manipulada

Sob potente esquema de segurança, tem início hoje (22), no Fórum Criminal de Guarulhos, o julgamento de três policiais militares acusados de participar do homicídio do empresário e delator Vinicius Gritzbach.

O julgamento terá início com a seleção dos sete jurados que vão conceber o júri popular. A previsão inicial é de que o júri dure em torno de cinco dias.

Enquanto o julgamento estiver ocorrendo, as demais audiências do Fórum de Guarulhos ficarão suspensas. Também foi estabelecida uma superfície de segurança ao volta do fórum, com bloqueios de ruas.

 O julgamento dos policiais será transportado pelo juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, o mesmo que atuou no julgamento do Massacre do Carandiru 

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Serão julgados o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues, que estão presos. 

Além do envolvimento na realização de Gritzbach, eles também são acusados pela morte do motorista de aplicativo Celso Novais, que passava pelo sítio no momento dos tiros, e pelo ferimento de duas pessoas, atingidas por estilhaços dos disparos.

A realização do empresário ocorreu em 8 de novembro de 2024 no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos.


Guarulhos (SP), 22/06/2026 - Julgamento dos acusados da morte de Vinícius Gritzbach começa hoje, em Guarulhos, o julgamento dos três policiais militares acusados de matar Vinícius Gritbach, delator do PCC. Ele foi morto a tiros no aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024. O júri começa hoje e deve seguir até sexta-feira, no Fórum da Comarca de Guarulhos. Movimento na frente do Fórum.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Guarulhos (SP), 22/06/2026 - Julgamento dos acusados da morte de Vinícius Gritzbach começa hoje, em Guarulhos, o julgamento dos três policiais militares acusados de matar Vinícius Gritbach, delator do PCC. Ele foi morto a tiros no aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024. O júri começa hoje e deve seguir até sexta-feira, no Fórum da Comarca de Guarulhos. Movimento na frente do Fórum.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Julgamento dos acusados da morte de Vinícius Gritzbach começa hoje em Guarulhos – Foto Paulo Pinto/Escritório Brasil

Gritzbach era réu por homicídio e réu de envolvimento em esquemas de lavagem de moeda para a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Antes de ser assassinado, ele havia assinado uma delação premiada com o Ministério Público, entregando nomes de pessoas ligadas ao PCC e também acusando policiais de prevaricação.

Mãe de vítima

Antes de entrar no fórum, a mãe do motorista de aplicativo, a babá Aparecida Camilo, 65 anos, disse esperar por justiça.

“Espero justiça. Justiça. O meu fruto estava trabalhando, né? Era um fruto maravilhoso, um bom pai, um bom marido e infelizmente eles tiraram a vida dele inocentemente”, disse. 

Resguardo 

Antes do início do júri popular, os advogados que defendem os réus conversaram com a prensa, na chegada ao fórum. Segundo eles, os réus são inocentes, não estavam no sítio do delito naquele dia e são vítimas de uma “manipulação” feita pela Polícia Social. 

“Hoje nós vamos desmascarar essa opinião publicada que perdurou”, disse Cláudio Dalledone, jurista de Juan.

“E hoje, para o destinatário da prova, que é o jurado, nós vamos mostrar que existem duas hipóteses absolutamente plausíveis ali dentro. Nós temos a orquestra podre da Polícia Social, que foi investigada pelo Gaeco [Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado], extorquindo Vinicius Grietzbach e que tinha todo o interesse e a motivação para dar cabo da vida dele. Nós temos prova documental, material e testemunhal disso”, reforçou o jurista. 

O jurista Mauro Ribeiro, que defende Genauro, disse que a resguardo vai provar que os réus sequer estavam em Guarulhos no dia em que Gritzbach foi assassinado. “Nos vamos provar que todos, não só Genauro, todos os réus não estavam em Guarulhos, não cometeram esse delito, não têm relação alguma com quem foi assinalado uma vez que mandante ou com policiais civis delatados nessa situação”, disse ele a jornalistas. 

“Essa delação, na verdade,  foi construída para acobertar os verdadeiros mandantes e executores que serão demonstrados em plenário pela resguardo”, reforçou Ribeiro. 

Para o jurista Renan Esquina, que defende os três policiais, “eles foram arrastados por uma delação dirigida, dissimulada e manipulada, que os trouxe para o banco dos réus”. 

“O que temos cá é igual ao que aconteceu com o caso Marielle no Rio de Janeiro, onde a orquestra podre da Polícia Social estava envolvida e manipulando acusações, trazendo inocentes para o banco dos réus”, disse Esquina. 

Segundo ele, os três policiais não têm antecedentes criminais e nunca haviam respondido a processo antes. 


Guarulhos (SP), 22/06/2026 - Julgamento dos acusados da morte de Vinícius Gritzbach começa hoje, em Guarulhos, o julgamento dos três policiais militares acusados de matar Vinícius Gritbach, delator do PCC. Ele foi morto a tiros no aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024. O júri começa hoje e deve seguir até sexta-feira, no Fórum da Comarca de Guarulhos. Movimento na frente do Fórum.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Guarulhos (SP), 22/06/2026 - Julgamento dos acusados da morte de Vinícius Gritzbach começa hoje, em Guarulhos, o julgamento dos três policiais militares acusados de matar Vinícius Gritbach, delator do PCC. Ele foi morto a tiros no aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024. O júri começa hoje e deve seguir até sexta-feira, no Fórum da Comarca de Guarulhos. Movimento na frente do Fórum.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Policiais militares acusados de matar Vinícius Gritbach, delator do PCC, são julgados a partir de hoje em São Paulo – Foto Paulo Pinto/Escritório Brasil

Júri popular

O júri popular é um órgão próprio da Justiça, previsto na Constituição, com cultura exclusiva para julgar crimes dolosos contra a vida. Nesse tipo de julgamento há a participação de sete jurados, que são selecionados entre a população em universal, e que vão sentenciar se os réus são inocentes ou culpados do delito.

O julgamento tem início com a seleção dos jurados. Depois, começam a ser ouvidas as testemunhas que foram arroladas tanto pela resguardo quanto pela delação, formada pelo Ministério Público, que será representado pelos promotores Vania Caceres Stefanoni e Rodrigo Merli Antunes. 

Para o julgamento deverão ser ouvidas 21 testemunhas.

Na lanço seguinte, os três réus serão interrogados. Em seguida ocorre a temporada de debates, com a argumentação da delação e da resguardo e só logo os sete jurados vão se reunir para sentenciar o tramontana dos três policiais: se eles serão condenados ou absolvidos pelos crimes.

Sindicância

Em março do ano pretérito, a Polícia Social concluiu a investigação sobre o homicídio de Gritzbach e indiciou seis pessoas pelo delito. Segundo a polícia, o delito foi motivado por vingança e também pelo roupa de o delator ter mandado matar dois aliados de lideranças do grupo criminoso na região metropolitana de São Paulo. Na ocasião foram indiciados:

    Emílio Carlos Gongorra Castilho (o Cigarreira): líder do PCC e mandante do delito

    Diego dos Santos Amaral (o Didi): líder do PCC e mandante do delito

    Kauê do Amaral Coelho: informante, monitorou o delator e avisou os executores

    Fernando Genauro: policial militar e executor do delito

    Denis Antonio Martins: policial militar e executor do delito

    Ruan Silva Rodrigues: policial militar e executor do delito

Os dois primeiros estão foragidos e enfrentam processo separado. Por sua vez, o processo de Kauê do Amaral Coelho foi desmembrado e não será julgado nessa lanço.


Guarulhos (SP), 22/06/2026 - Julgamento dos acusados da morte de Vinícius Gritzbach começa hoje, em Guarulhos, o julgamento dos três policiais militares acusados de matar Vinícius Gritbach, delator do PCC. Ele foi morto a tiros no aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024. O júri começa hoje e deve seguir até sexta-feira, no Fórum da Comarca de Guarulhos. Movimento na frente do Fórum.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Guarulhos (SP), 22/06/2026 - Julgamento dos acusados da morte de Vinícius Gritzbach começa hoje, em Guarulhos, o julgamento dos três policiais militares acusados de matar Vinícius Gritbach, delator do PCC. Ele foi morto a tiros no aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024. O júri começa hoje e deve seguir até sexta-feira, no Fórum da Comarca de Guarulhos. Movimento na frente do Fórum.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Julgamento dos acusados da morte de Vinícius Gritzbach mvimenta fórum de Guarulhos, em SP – Foto Paulo Pinto/Escritório Brasil

Os três policiais (Genauro, Martins e Rodrigues) estão no Presídio Militar Romão Gomes e são os que vão enfrentar o júri popular. O cabo Denis Martins e o soldado Ruan Rodrigues foram acusados pelo Ministério Público de usar fuzis para matar Gritzbach. Já o tenente Fernando Genauro teria levado a dupla de coche até o sítio da realização e depois ajudado os criminosos a fugirem do sítio.

*Reportagem alterada às 11h54, com ajustes no título e texto.

Fonte EBC

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