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Dia D: Como Steven Spielberg se provou cineasta com aliens
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Dia D: Como Steven Spielberg se provou cineasta com aliens – 10/06/2026 – Ilustrada

Se alguém na Terreno deveria ter recebido a visitante de um extraterrestre, esta pessoa é Steven Spielberg. É o que o próprio diretor vem dizendo em entrevistas, nas quais se apresenta porquê um emissário desses seres, para publicar o filme “Dia D”, que o leva de volta ao seu universo predilecto.

Foram os alienígenas que elevaram Spielberg a um dos maiores cineastas do mundo. Primeiro com “Contatos Imediatos de Terceiro Intensidade”, de 1977 —até hoje um dos seus filmes mais elogiados—, depois com “E.T. – O Extraterrestre”, de 1982, referência ao unir ficção científica e tintas infantis, e logo “Guerra dos Mundos”, de 2005, atualizando o livro clássico de H.G. Wells.

Em seguida duas décadas, ele retorna aos discos voadores para falar, mais uma vez, do encontro entre o generalidade e o insólito. “Dia D”, hoje nos cinemas, não questiona unicamente se estamos sozinhos na galáxia, mas o que deveríamos fazer frente a possíveis visitantes.

A trama põe dois civis, Margareth e Daniel —interpretados por Emily Blunt e Josh O’Connor—, no meio de uma celeuma com alienígenas que foi escondida da sociedade por décadas.

Margareth é uma meteorologista que entra em colapso quando, tomada por uma força sobrenatural, faz suas previsões numa língua zero humana. Daniel, por sua vez, tenta derrubar uma corporação que mantém secreta a presença de alienígenas na Terreno.

É, de certa forma, uma versão mais grave do que Spielberg fez aos 30 anos em “Contatos Imediatos de Terceiro Intensidade”, no qual um varão generalidade descobre evidências de vida extraterrestre escondidas pelas autoridades. À idade, o filme ajudou a impulsionar um tema até logo restrito às teorias da conspiração.

Mas o Spielberg que retorna aos discos voadores neste ano não é o mesmo de “Contatos Imediatos”. Se antes o cineasta tinha unicamente uma esperança na existência dos aliens, agora, aos 79, ele parece ter certeza.

Isso ficou mais poderoso nos últimos anos. Em 2017, o Pentágono admitiu ter gastado milhões de dólares com programas para investigar fenômenos aéreos não identificados. Depois, o Congresso americano fez audiências públicas sobre o tópico e o presidente Donald Trump passou a publicar documentos sobre óvnis até logo mantidos em sigilo.

Foi nesse contexto de interesse renovado que Spielberg decidiu voltar ao tema. Uma espécie de tratado sobre o poder da informação, “Dia D” usa suas mais de duas horas para criticar extensivamente o fenômeno das “fake news”, o ataque da lucidez sintético, as guerras e a crueldade do ser humano diante de seres indefesos.

O filme mostra ainda um governo americano displicente, uma sociedade manipulável e a ciência usada para o mal. Ao site americano Fandango, o diretor disse que quem for ao cinema certamente vai pensar que a história é um retrato do que vivemos agora.

Há razão para ele pensar isso. A dois meses da estreia do filme, Donald Trump lançou o site aliens.gov, no qual labareda imigrantes em situação irregular nos Estados Unidos de alienígenas —ironicamente, “Dia D” aponta justamente porquê a sociedade transforma o estrangeiro em um tanto a ser temido.

Spielberg nunca escondeu sua suspicácia do governo. Sinais disso aparecem em “Contatos Imediatos de Terceiro Intensidade”, lançado em seguida o término da Guerra do Vietnã e em meio às cicatrizes do escândalo Watergate, quando americanos debatiam a credibilidade das suas autoridades.

Na trama, Rory, um varão generalidade, desafia militares para encontrar os extraterrestres que o fascinam. O filme terminou de alavancar sua curso depois do sucesso de “Tubarão”, dois anos antes, que o tornou um artista respeitado em Hollywood.

A preocupação de Spielberg pelos mistérios do firmamento surgiu na puerícia, quando ele foi levado pelo pai para ver uma chuva de meteoros. Encucado com a possibilidade de existirem civilizações em outros planetas, o garoto acabou influenciado pelo patriarca, um fã de ficção científica, que dizia ao fruto que a humanidade não poderia, de forma alguma, estar sozinha.

Antes de “Contatos Imediatos”, aos 17 anos, Spielberg rodou “Firelight”, uma obra amadora que indicava o que ele faria com mais maestria —e moeda— depois. No longa, um grupo de cientistas investiga luzes estranhas no firmamento.

Talvez porque tenha desvelado sua paixão por cinema tão cedo —ainda párvulo ele já fazia filmes, porquê mostra o autobiográfico “Os Fabelmans”, de 2022—, o diretor goste de levar crianças ao núcleo de suas histórias.

Sua puerícia, embora feliz, foi marcada por bullying e pelo divórcio dos pais, que o levou depois a imaginar “E.T.: O Extraterrestre”. Elliott, o protagonista do filme, também precisa mourejar com a solidão de uma separação, e acaba encontrando um companheiro no estrangeiro que é menosprezado pelos seus pares.

Ao lado de “Contatos Imediatos”, “E.T.” ajudou a redefinir a ficção científica sobre alienígenas com uma abordagem emocional, dissemelhante do tom que dominou o gênero décadas antes, em títulos porquê “A Guerra dos Mundos”, de 1953.

É irônico, logo, que Spielberg tenha sentenciado refazer justamente essa história em 2005. Sua versão é a única, entre seus quatro filmes sobre ETs —com “Dia D” agora na conta—, que os retrata porquê destrutivos. Hoje, o diretor diz que fez o longa no ansiedade de refletir sobre os traumas deixados pelos ataques de 11 de Setembro.

De lá para cá, Spielberg fez tanto filmes mais realistas —porquê “Lincoln”, “Ponte dos Espiões” e o jornalístico “The Post: A Guerra Secreta”— porquê aventuras para a família — “As Aventuras de Tintim”, “O Bom Gigante Colega” e “Jogador Nº 1”. Mas nunca deixou de orbitar seu tema predilecto —produziu a minissérie “Taken”, sobre uma família envolvida com supostas abduções, e voltou à franquia “Indiana Jones”, dirigindo o “Reino da Caveira de Cristal”, que tem uma subtrama alien.

Nessas duas décadas, o cinema voltou a tratar os alienígenas com ares mais reflexivos, seja nas mãos de Denis Villeneuve, que fez em “A Chegada” uma resguardo sobre linguagem, e nas de Jordan Peele, que convocou os extraterrestres para criticar preconceitos da humanidade em “Não! Não Olhe!”.

“Dia D” também debate linguagem e pincela temas porquê saúde mental e religião em oposição à ciência. Mas Spielberg ainda é Spielberg —o que aterrissa nos cinemas agora é mais um filme para o coração do que para a cabeça.

Folha

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