Criminosos estão usando falsas vagas de serviço atribuídas a grandes empresas, porquê Coca-Cola, L’Oréal, Red Bull e Ogilvy, para roubar credenciais de chegada a contas de email de candidatos, segundo alerta da empresa de cibersegurança Eset, que identificou campanha de phishing (quando golpistas se passam por instituições confiáveis para roubar dados).
Procuradas pela Folha, Coca-Cola Brasil, L’Oréal e Ogilvy afirmam que as fraudes não têm relação com as empresas e reforçam que oportunidades de trabalho são divulgadas unicamente por canais oficiais.
A Red Bull foi procurada por email desde segunda-feira (8), mas não respondeu.
Segundo os pesquisadores, os golpistas enviam mensagens que simulam contatos de recrutadores e direcionam as vítimas para páginas que imitam formulários de seleção. Os criminosos buscam chegada às contas de email das vítimas, o que pode furar caminho para novos golpes e roubo de dados.
De concórdia com a Eset, a fraude começa com um email que aparenta ter sido enviado por profissionais de recursos humanos. A mensagem apresenta uma suposta oportunidade de serviço e convida o candidato a prosseguir no processo seletivo por meio de um link.
Embora o nome exibido no remetente faça referência a uma empresa conhecida, o endereço eletrônico utilizado pelos golpistas costuma ter domínio dissemelhante dos canais oficiais. Posteriormente clicar no link, a vítima é encaminhada para uma página que reproduz a semblante de plataformas de recrutamento.
Inicialmente, são solicitadas informações comuns em processos seletivos, porquê nome, telefone, experiência profissional e endereço de email. Em seguida, o formulário pede a senha da conta informada anteriormente, sob a justificativa de validar a candidatura ou permitir a perenidade da seleção, afirma a Eset Brasil.
Segundo Thales Santos, perito em segurança da informação da Eset Brasil, a solicitação do endereço eletrônico na primeira lanço faz segmento da estratégia dos criminosos.
“O objetivo é personalizar a fraude. Quando a vítima vê seu próprio email já preenchido ou referenciado na lanço seguinte, tende a interpretar o pedido de senha porquê um pouco legítimo”, afirma.
Caso as credenciais sejam fornecidas, os criminosos podem assumir o controle da conta comprometida. A partir daí, conseguem redefinir senhas de outros serviços vinculados ao endereço eletrônico, acessar informações pessoais e profissionais armazenadas na caixa de ingressão e utilizar a conta para utilizar novos golpes.
Dependendo dos serviços associados ao email, os impactos podem incluir chegada indevido a redes sociais, aplicativos financeiros, plataformas corporativas e outras contas digitais.
COMO IDENTIFICAR O GOLPE
Especialistas recomendam suspeitar de qualquer processo seletivo que solicite senhas de email ou credenciais de chegada.
Também é importante verificar cuidadosamente o domínio do remetente e os endereços dos links recebidos, além de confirmar a existência da vaga diretamente nos canais oficiais da empresa.
Outra medida recomendada é ativar a autenticação em dois fatores nas contas de email e em outros serviços digitais. Segundo a Eset, empresas legítimas podem solicitar currículo e informações profissionais durante um recrutamento, mas nunca a senha de chegada da conta do candidato.
“Esse é um dos sinais mais claros de tentativa de fraude e deve servir porquê alerta repentino”, afirma Santos.
O QUE DIZEM AS EMPRESAS
A Coca-Cola Brasil afirmou que vagas divulgadas por aplicativos de mensagens, redes sociais ou sites não oficiais não têm qualquer relação com a companhia. Segundo a empresa, as oportunidades de trabalho são divulgadas exclusivamente por seus canais oficiais de recrutamento e pelos perfis institucionais no LinkedIn. A companhia também recomenda que candidatos não compartilhem dados pessoais ou bancários nem realizem pagamentos relacionados a processos seletivos.
A L’Oréal informou que tem conhecimento da circulação de comunicações fraudulentas e falsas ofertas de serviço que utilizam indevidamente o nome do grupo. A empresa afirmou que nenhuma dessas iniciativas é autorizada e orientou usuários a não clicar em links suspeitos nem compartilhar informações pessoais ou financeiras. Segundo a companhia, todas as vagas legítimas são publicadas exclusivamente em seu portal global de carreiras.
A Ogilvy publicou um expedido em seu site em seguida receber denúncias de pessoas que estariam se passando por integrantes do setor de recursos humanos da sucursal. A empresa informou que suas vagas são divulgadas unicamente pelas plataformas Gupy e LinkedIn. A sucursal afirma que não solicita a realização de tarefas antes da primeira entrevista, não envia links de YouTube ou semelhantes e não oferece recompensas financeiras para participação em processos seletivos.





