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Dispositivo Charm carrega ambições de Zuckerberg em IA 25/09/2026
Tecnologia

Dispositivo Charm carrega ambições de Zuckerberg em IA – 25/09/2026 – IA


Menlo Park (Califórnia)

| Reuters
Mark Zuckerberg fez várias alusões irônicas à Apple durante o evento anual da Meta, nesta quarta-feira (24), para depois seguir o exemplo de Steve Jobs em uma revelação surpresa: um dispositivo do tamanho de um relógio de bolso que leva o agente de lucidez sintético da companhia para o mundo real.

O dispositivo, chamado Muse Charm, destaca uma mudança mais ampla na empresa, que há muito tempo procura se livrar dos sistemas operacionais da Apple e do Google por meio de uma plataforma própria.

Os usuários podem tocar no aparelho para acessar o Muse diretamente, sem precisar passar pelos aplicativos de IA nos smartphones.


Mark Zuckerberg, CEO da Meta, apresenta o dispositivo Muse Charm em evento anual da big tech

–
Carlos Barria/Reuters

Outrora patrono do metaverso, o mundo do dedo imersivo que inspirou a mudança de nome da empresa em 2021, uma vez que a próxima plataforma de computação, Zuckerberg agora vê a “superinteligência pessoal” uma vez que o progressão maior e mais inesperado, depois o fracasso de sua aposta anterior.

“Na verdade, está bastante evidente que a superinteligência pessoal não só virá primeiro, uma vez que será muito maior e mais importante”, disse Zuckerberg na conferência anual da empresa, a Meta Connect.

“Por isso, mudamos nosso foco para a geração dos melhores dispositivos para a superinteligência pessoal”, disse ele, acrescentando que o Muse também estará disponível em breve em toda a traço de óculos inteligentes da Meta.

As declarações vêm depois alguns dias de grande sucesso para o Muse, que atraiu milhões de downloads no que, segundo alguns analistas, pode ter sido o maior lançamento de aplicativo nos Estados Unidos desde que o ChatGPT chegou, em novembro de 2022, e deu início ao boom da IA.

As ações da Meta subiram mais de 3% nesta quinta, depois acumularem subida de quase 24% desde o lançamento do Muse, em 8 de setembro. A empresa está a caminho de aditar murado de US$ 56 bilhões em valor de mercado, depois murado de US$ 324 bilhões até o fechamento de quarta-feira (23).

O Muse Charm pode encontrar espeque entre os mais jovens, em um momento em que câmeras digitais, celulares dobráveis e tocadores de MP3 estão voltando à tendência com um toque nostálgico, afirmam analistas.

Os consumidores da geração Z, com idades entre 14 e 29 anos, tratam os assistentes de IA uma vez que companheiros ou parceiros de discussão, em vez de simplesmente ferramentas de procura. Muitos interagem com a tecnologia por meio de notas de voz e vídeos curtos, ao contrário dos usuários mais velhos, que geralmente se sentem mais à vontade com computadores e aplicativos de smartphone.

“O Muse Charm pode lucrar força entre a geração Z e os consumidores mais jovens. A combinação de IA, tendência e personalização pode atrair os mais jovens, principalmente se for atingível e fácil de usar”, disse Linda Sui, fundadora da Smart Analytics Global, empresa de pesquisa de mercado.

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O dispositivo possui uma tela de aproximadamente 2 polegadas (5 cm) que pode ser controlada com o polegar, com um personagem Muse personalizável no núcleo. Um modem 5G integrado permite o aproximação ao Muse mesmo sem Wi-Fi, embora ele não possa fazer chamadas.

“Eles são atraentes para pessoas que talvez não queiram usar óculos ou que não confiem neles”, disse o diretor da empresa de pesquisa de mercado IDC, Jitesh Ubrani.

“Algumas pessoas podem se lembrar do Tamagotchi, e isso pode lembrar essa memorial”, disse Ubrani, referindo-se aos bichinhos virtuais coloridos que se tornaram um fenômeno cultural no final da dezena de 1990. “Eles podem ser capazes de executar um pequeno protótipo de linguagem localmente. Assim, é verosímil rodar IA em um dispositivo tão pequeno.”

Se o Muse conseguirá manter seu ímpeto e se o dispositivo poderá ampliar esse apelo é uma questão para os próximos meses.

Dispositivos semelhantes tiveram sucesso restringido. O Rabbit R1, dispositivo portátil de IA generativa da startup Rabbit com uma tela e um botão, teve um lançamento badalado no início de 2024, mas acabou fracassando porque prometeu mais do que podia em termos de recursos de IA e ofereceu uma experiência pouco confiável.

“Eu seria cauto quanto ao seu potencial no mercado de tamanho”, disse Sui. “A menos que o Muse Charm possa oferecer funções exclusivas que smartphones, relógios, fones de ouvido ou óculos inteligentes não consigam substituir facilmente, é mais provável que ele continue sendo um dispositivo ‘legítimo de se ter’ para os primeiros usuários do que se torne um resultado de tamanho.”

Folha

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