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Do YouTube ao Rock in Rio: Lucas Inutilismo diz que tocará 'metal pesado' para público variado

LVCAS durante apresentação. Cantor e multi-instrumentista mistura metal, metalcore, trap, hip-hop e elementos de eletrônica em seus shows.
@moodgate
Lucas Vinícius resolveu ser um rockstar por influência do pai fã de Led Zeppelin e de uma prima descolada que admirava e queria invocar a atenção.
Divulgado na internet uma vez que Lucas Inutilismo, o instituidor de teor com mais de 7 milhões de seguidores nas redes vai viver um momento inédito na curso: se apresentará pela primeira vez no Rock in Rio.
Sob o nome artístico de Lvcas (o “V” é de Vinícius), o cantor e multi-instrumentista de 30 anos sobe ao palco Supernova no dia 5 de setembro, por volta das 18h, levando ao festival um show de metal com influências de trap e hip-hop.
“Vai ser um show pesado e veemente, mas um show para todo mundo. Quero que me vejam no palco e percebam que eu estou fazendo isso com tesão. Que eu estou 100% entregue”, revelou em entrevista ao g1.
A estreia acontece em uma tempo de experimentação. Depois de erigir uma grande comunidade de fãs ao longo de mais de uma dez no YouTube, ele agora quer destinar mais tempo e robustez à música.
A curso autoral começou a tomar forma há pouco tempo, em 2023, quando lançou “Odisseia”, seu primeiro single. A música ultrapassa 3 milhões de streams no Spotify. No ano seguinte, fez mais: lançou o primeiro álbum, “Amanamente”, e, em 2025, apresentou um novo EP.
Fotos do EP “fraco mas não derrotado”, lançado por LVCAS em dezembro de 2025.
Divulgação.
Lvcas também é compositor. Derramadas, suas letras falam sobre as dores da vida adulta: as inseguranças, frustrações, autossabotagens. E a tentativa manente de se manter de pé diante de tudo isso, uma vez que em “ponta de corvo” (2025), em que canta sobre coragem e autocrítica.
Ei, mas eu não paro cá
Mesmo depois de tantas formas diferentes de me ver desabar
Experimentando a decadência, testando minha paciência
Vendo um poderio ruir, sem nem saber uma vez que agir
Em entrevista ao g1, o paulistano da Lapa contou sobre a relação com o público que o acompanha desde o início no YouTube, o encontro com o cantor americano Oliver Tree no Brasil antes de sua morte, os preparativos para o maior show de sua curso até cá e muito mais. Confira:
g1 — Porquê é que a música entra na sua vida?
Lvcas — Começa quando eu era muito moleque. As primeiras coisas que eu aprendi depois de marchar e falar foram pegar um instrumento e uma câmera. Cheguei a ter bandas na escola e meu pai sempre foi um grande consumidor de música. Foi ele quem me apresentou a bandas uma vez que Led Zeppelin e Black Sabbath. Também teve uma prima minha que, durante muito tempo na minha puerícia e juventude, era uma grande referência para mim. Eu achava ela muito lítico, descolada, antenada. Era aquela prima que tudo o que fazia, eu pensava: “É isso que eu devo fazer”. Tudo o que ela ouvia, eu pensava: “É isso que eu devo ouvir portanto”. Ela teve uma influência muito grande na minha formação.
g1 — E quando esse sonho saiu do papel?
Lvcas — Foi bastante gradual. Eu sempre vim inserindo conteúdos que tinham a ver com música no meu ducto. O que eu ouvia, o que eu tocava, sempre tinha alguma coisa por ali.
g1 — E você toca vários instrumentos, né?
Lvcas — Eu sou guitarrista de ofício, mas passei a tocar bateria depois. E agora esquina. Esses conteúdos de música foram aparecendo de maneira muito proveniente. Foram eles que me levaram a fazer os shows. Cheguei a fazer uma turnê com 65 apresentações. Foi uma experiência muito importante para que eu pudesse ter crédito para dar sequência nisso, agora de maneira 100% autoral.
g1 — Porquê você entendeu seu som? Você se define uma vez que um cantor de rock?
Lvcas — Eu sempre tive uma mentalidade muito ocasião. Acredito que a mistura proporciona coisas com muita identidade. Eu sabor do repto de pegar coisas diferentes e trebelhar com contrastes. Eu sempre ouvi bastante rap, além da minha base de rock e metal. Logo, no meu som, isso também se aplica. Não tenho problema nenhum com isso.
LVCAS durante apresentação. Cantor e multi-instrumentista mistura metal, metalcore, trap, hip-hop e elementos de eletrônica em seus shows.
@joluho
g1 — Por que mudar para Lvcas e não manter o Lucas Inutilismo?
Lvcas — Sempre me perguntam qual é a diferença, se é um alter ego… e eu falo: é a mesma pessoa. São duas faces de uma mesma pessoa. O Inutilismo faz referência a um tanto mais descompromissado, relaxado, engraçado, enquanto eu levo a música para um lugar um pouco mais de seriedade, quase sagrado.
Eu não quero que as pessoas pensem que meu trabalho de música é um trabalho de comédia, porque não é. Só que eu também queria que fosse um nome que fizesse referência à minha pessoa. Meu nome é Lucas Vinícius da Silva. É um nome muito geral. Logo eu quis pegar isso para mim e tentar subverter. Justamente por ser esse nome tão geral, é ele mesmo que eu vou usar.
g1 — E a música é hoje a prioridade da sua vida?
Lvcas — Eu acho que as duas coisas estão muito próximas. O entretenimento, a forma uma vez que eu sabor de produzir histórias e vídeos e tudo mais, é uma coisa que eu senhor fazer desde muchacho. Só que hoje a música, querendo ou não, pede mais de mim. Porque é uma página que eu estou virando praticamente em branco. É um prelúdios, portanto ela pede muito da minha atenção. É também um lugar de vulnerabilidade, de muita exposição.
LVCAS durante apresentação. Cantor e multi-instrumentista mistura metal, metalcore, trap, hip-hop e elementos de eletrônica em seus shows.
@marceloevn
g1 — Quem é o público que vai aos seus shows?
Lvcas — O meu show é para ser um espaço mais democrático provável. Seja de onde quer que você esteja vindo, você vai ser bem-vindo lá. Nem se você não gosta de rock: vem cá. Vem ver. Não é sobre ser o melhor, não é sobre ter as melhores músicas, não é sobre ser o melhor músico ou ser o mais ouvido. Mas é lítico ser um rostro enamorado pelo que faz, assim uma vez que sabor de ver pessoas que são apaixonadas pelo que fazem. Logo eu quero sempre estar cultivando a minha audiência dessa maneira, trazendo mais pessoas para perto e essa sensação de unidade.
g1 — Você foi uma das últimas pessoas que esteve com Oliver Tree na última passagem dele pelo Brasil antes do acidente. Porquê foi?
Lvcas — Foi bastante impactante para mim, porque não era uma coisa que eu estava esperando. Eu conhecia o Oliver há uns cinco ou seis anos. E sempre achei muito lítico tudo o que ele fez. Acho que é um rostro que tem alguns paralelos comigo na nossa maneira de trabalhar. A gente conversou muito sobre isso, sobre ter esse lado, essa veia mais cômica, de trabalhar esses exageros, esse lado meio idiota, de não se levar tão a sério.
Acabou rolando da gente se encontrar quando ele veio fazer essa segmento da turnê dele cá no Brasil. Foi por intermédio de um camarada meu que estava em contato com o manager dele, e aí ele apareceu lá em moradia. A gente passou um dia inteiro juntos. Ele pegava todo esse oração de viver a vida com intensidade, de se conectar com os seres humanos de maneira genuína. Ele até falava que esse era o motivo de carregar aquele visual meio heteróclito. Aquele cabelo estranho. Ele falava: “Eu quero ser o mais mal-parecido provável cá, porque eu quero que a pessoa não olhe para isso”.
Foi uma grande lição. A gente chegou a gravar um vídeo que foi para o meu Instagram, uma versão de uma música dele. E a gente gravou outra coisa. Eu tenho um material gravado com ele que ainda não sei o que vou fazer. É um vídeo, uma coisa meio podcast, a gente trocando teoria. Eu estou pensando em fazer isso, mas não quero que soe desrespeitoso. Não quero parecer que estou querendo lucrar um tanto em cima dessa fatalidade absurda que aconteceu. Tudo é muito sensível.
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g1 – E o que você está preparando para o show do Rock in Rio?
Lvcas – É muito louco, porque, desde que recebi a notícia, isso tem sido meio que o setentrião da minha vida. Todos os dias eu penso nesse momento. Passo boas horas do dia pensando em coisas que posso trazer e também no que preciso tomar desvelo.
A gente precisa tomar desvelo porque o tempo do show será mais pequeno do que normalmente fazemos. É um lugar com várias outras coisas acontecendo, portanto temos que ser cirúrgicos, principalmente na escolha do que vamos apresentar. Precisa ser sucinto, direto ao ponto, mas sem faltar zero. Temos algumas coisas para ajustar nos próximos ensaios com a margem, mas é o momento de grande expectativa da minha vida.
g1 – Tá com terror?
Lvcas – Acho que é normal ter um pouco de terror. É bom, inclusive, que tenha. Não ter nenhuma impaciência ou terror de tocar no Rock in Rio seria até estranho, porque aí teria perdido o sentido. Estou com um time muito bom por trás, tanto de margem quanto de equipe, para entregar o melhor trabalho provável e saber mourejar com qualquer provável desgraça. É uma coisa que eu sonho desde muito moleque, desde antes dos meus 12, 13 anos.
Logo estou me preparando da melhor forma provável. Estou fazendo vários tipos de preparação, inclusive física. Tenho treinado todos os dias, feito esteira subindo todos os dias. Estou me preparando para chegar lá da melhor forma provável.
g1 – E, além do seu próprio show, tem qualquer artista que você está mormente ansioso para ver?
Lvcas – O Bring Me The Horizon é uma margem que me influenciou muito no início da minha vida. Quando eu tinha uns 15, 16 anos, eu pensava: “Os caras mudaram o mundo cá”. Com certeza, é um dos motivos de eu estar na música. Eles me ajudaram a lapidar meu som para esse lugar mais moderno, que é uma referência contemporânea.
Logo vai ser um dia de muitos reencontros. Com certeza vou mostrar o dedo e falar: “Tem culpa de todos vocês no que eu fiz ali agora”. Se isso é bom ou ruim, são vocês que vão resolver.
g1 – Você falou da sua prima descolada, que foi uma referência para você na puerícia. Agora parece que o primo descolado virou você.
Lvcas – Ela foi uma boa mestra Jedi para mim, para ensinar o pupilo. Agora acho que chegou a minha vez.
LVCAS durante apresentação. Cantor e multi-instrumentista mistura metal, metalcore, trap, hip-hop e elementos de eletrônica em seus shows.
@marceloevn

Fonte G1

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