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É preciso investigar tráfico sexual no caso Master 24/09/2026
Celebridades Cultura

É preciso investigar tráfico sexual no caso Master – 24/09/2026 – Djamila Ribeiro

Conforme denunciado em primeira mão nesta pilar —e levado ao conhecimento de autoridades e organizações internacionais—, a realização de orgias que reuniram mulheres brasileiras e estrangeiras contratadas porquê garotas de programa, autoridades públicas brasileiras e convidados do banqueiro Daniel Vorcaro deve ser investigada pela Polícia Federalista (PF) sob a perspectiva dos possíveis crimes de exploração sexual, tráfico de pessoas para fins de exploração sexual, registros de imagens sexuais sem consentimento, entre outros.

Em outros textos, questionei porquê a delação premiada do banqueiro —matéria que rondou as capas dos jornais durante meses— pode ser silente sobre a organização dessas orgias, a identidade das mulheres, suas idades à idade dos fatos, a forma do recrutamento, entre outras questões.

Desde o início, houve uma profíquo suposição de que orgias com garotas de programa estrangeiras pertenceriam à “vida privada” dos homens envolvidos. A despeito de divergências capitais entre a PF, o Ministério Público Federalista (MPF) e o ministro relator do Supremo Tribunal Federalista (STF) em relação ao caso, nessa segmento do tráfico sexual as instituições, por meio de seus homens representantes, parecem seguir em sintonia.

A deputada federalista Tabata Amaral formalizou um pedido de investigação no MPF sobre as orgias e crimes sexuais. Todavia, até agora a instituição se manteve silente. As evidências, todavia, se multiplicam a cada semana e coube a segmento da prelo substituir o serviço da mando policial.

Nesse sentido, esta Folha tem feito um supimpa trabalho de apuração para investigar essa questão a fundo. Entre os achados, está a invenção de uma passagem de ônibus de Kiev, capital da Ucrânia, a Varsóvia, capital da Polônia, para uma das garotas de programa comparecer a uma das orgias.

Se os aspectos conhecidos desse caso são absurdos e ilegais, o tráfico de mulheres de países em situação de guerra infringe tratados internacionais dos quais o Brasil é subscritor. Ou seja, uma preterição das instituições de polícia, querela e justiça no caso são passíveis de questionamento no Tribunal Penal Internacional, na Holanda, o que deve ser feito quando forem esgotadas as oportunidades de estudo e ação.

Posteriormente um furo do portal Poder 360, escrevi sobre a premência de investigação sobre a organização do “clube do charuto” em Londres, onde mais de R$ 3 milhões de numerário provenientes de fundos de pensão de aposentados foram torrados em duas horas de “degustação” de uísque em um “clube de cavalheiros”.

Levei o trajo à ciência de uma mando policial de Londres, na esperança de uma apuração junto ao hotel cinco estrelas The Peninsula, onde, de entendimento com o portal Metrópoles, uma orgia com “suicinhas” teria ocorrido no quarto presidencial. Também entreguei relatórios sobre o caso para autoridades holandesas.

Já na última semana, vieram a público mais dois episódios.

Segundo reportagem da revista piauí, a moradia noturna Madame Satã sediou uma sarau que teria sido financiada por Daniel Vorcaro e produzida por um ex-ministro do governo Bolsonaro que, conforme indica a material, teria se tornado uma espécie de assessor próprio do ex-banqueiro. Segundo a reportagem, celulares foram lacrados e DJs renomados na cena internacional foram contratados. E principalmente: havia quatro mulheres para cada varão e uma preferência explícita pelas mais “novas”.

Aliás, nas mensagens reveladas, chamou a atenção uma cobrança do que parece ser uma cafetina ao ex-banqueiro por supostos serviços sexuais de uma pequena de programa a, possivelmente, um ministro do STF. O banqueiro teria combinado a conta no valor de R$ 10 milénio, o que expõe uma necessária investigação. Enfim, desde que ela seja maior de idade, não é delito um funcionário público contratar uma pequena de programa; todavia, se alguém paga por esse encontro, há uma hipótese de depravação a ser apurada.

O orgia do Satã, o Cine Trancoso e a degustação de Londres contam com o sigilo dos homens que participaram. Já as mulheres são tratadas porquê apêndices e objetos.

Se ainda não o fizeram, os responsáveis pela investigação têm o obrigação de quebrar o sigilo das pessoas que reuniram essas mulheres e ouvir as testemunhas que estavam nesses locais. Também deveriam ouvir os cantores, DJ’s e demais artistas contratados a peso de ouro para se apresentar nessas festas —muitos desses nomes foram revelados em material da revista piauí. Acredito que esses artistas têm a obrigação permitido de recontar o que e quem viram.

Caminho para investigar tem, mas o pacto da masculinidade segue firme, relegando as mulheres ao lugar de não humanidade.


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Folha

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