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Edwin Luisi encara estreia em SP como um reencontro
Celebridades Cultura

Edwin Luisi encara estreia em SP como um reencontro – 05/09/2026 – Ilustrada

Pontual, simples e rendeiro, Edwin Luisi mora há 50 anos no Rio de Janeiro, mas não adotou o estilo relaxado do carioca. O ator de 79 anos ainda se enxerga porquê um paulistano da Mooca, bairro onde nasceu e cresceu.

Por isso, há uma expectativa de emoção privativo para a estreia na capital paulista do espetáculo “Eu Sou Minha Própria Mulher”, no dia 11 de setembro, no Teatro Faap, em seguida temporada no Rio de Janeiro e apresentações em outras cidades do país.

Sozinho no palco, Luisi interpreta a travesti alemã Charlotte von Mahlsdorf (1928-2002) e mais 19 personagens em uma peça que é considerada um marco na sua longa curso.

É a segunda vez que Luisi leva aos palcos o texto do premiado dramaturgo americano Doug Wright. A primeira montagem, há 18 anos, não chegou à cidade onde ele nasceu por falta de patrocínio.

“São Paulo é um capítulo à segmento na minha vida. É a minha terreno. A minha cabeça até hoje é a de paulistano. Eu lido com a vida, com as relações e com a profissão com esse enfoque”, diz.

Na história da peça, Charlotte vive perseguições do nazismo e da repressão comunista na antiga Berlim Oriental e cria um museu com peças do cotidiano coletadas em casas bombardeadas, além de um cabaré LGBTQUIA+ furtivo.

Além dela, Luisi interpreta pessoas que conviveram com a colecionadora e ativista e o próprio responsável da peça, com vozes e características próprias.

“Eu Sou Minha Própria Mulher”, sob a direção de Herson Capri, se encaixa nos planos de um veterano que diz não receber muitos convites para trabalhar. Ele vê no espetáculo a possibilidade de abordar a luta pela liberdade de subsistir.

“Charlotte falou: eu quero viver desse jeito. Queria a liberdade de ser o que era e começou a se vestir porquê mulher aos 15 anos. Uma vez que essa pessoa conseguiu sobreviver ao nazismo que caçava homossexuais? Uma vez que sobreviveu depois, em um regime extremamente repressor, porquê o comunismo na Alemanha Oriental?”, diz.

A peça alterna momentos bem-humorados e dramáticos. Charlotte não é tratada porquê heroína —na dez de 1970, ela foi informante do Stasi, o serviço secreto da Alemanha Oriental.

No início da temporada no Rio, há quatro meses, o ator chegou a ser questionado sobre o veste de interpretar uma travesti, mas a polêmica não foi adiante. Talvez pelo veste de atuar em outros 19 papéis, entre eles uma mulher lésbica, além de homens heterossexuais.

O galã de “A Escrava Isaura”, romance da dez de 1970 que fez sucesso internacional e o levou para o Rio de Janeiro, quer reencontrar em São Paulo os familiares e amigos da EAD (Escola de Arte Dramática) da USP, com lembranças de uma idade em que todos frequentavam os restaurantes Piolin e Gigetto, na região mediano, entre uma lição e outra. Os antigos colegas, entre eles a atriz Selma Egrei, foram convidados por ele para a estreia.

Da temporada em que contracenou porquê par romântico de Lucélia Santos, Luisi lembra de ter recebido da Orbe orientações para solidificar a imagem de bom moço. As regras iam da urgência de se apresentar muito vestido e barbeado à escolha dos lugares para sentar em uma mesa, sempre no núcleo.

“Sou rebelde. Fiz tudo ao contrário”, diz.

O resultado da insubordinação foi o invitação feito por Janete Clair para interpretar o matador de Salomão Hayalla em “O Planeta”, do final de 1977 a julho de 1978. Em uma conversa discreta, na sarau de seu próprio natalício, a novelista fez a proposta e pediu sigilo integral, subvertendo o projeto de eterno mocinho desenhado para o artista.

“O galã daquela idade era muito maniqueísta. Era uma coisa monótona, monocórdia, eram somente pensamentos nobres, não havia zero que pudesse resvalar para outros caminhos”, afirma.

A partir do criminoso da romance das oito, ele interpretou vilões, fez romance cômica e sepultou a pecha de mocinho.

A última romance em que atuou foi “Família É Tudo”, de 2024, em uma participação privativo ao lado de Arlete Salles. Apesar de reportar a influência da teledramaturgia para sua curso, o ator nunca foi enamorado pela televisão.

“Minha paixão sempre foi o teatro. Fui cada vez mais deixando a televisão e, consequentemente, ela também foi me deixando”.

Luisi atuou em peças porquê “À Margem da Vida”, “Freud”, “Amadeus”, “O Jardim das Cerejeiras” e “Tango, Bolero e Cha Cha Cha”. Afirma que nos palcos sente ser um artista completo.

No espetáculo atual, coloca em jogo seu fôlego de desportista. Ou por outra, até hoje faz os exercícios de voz aprendidos na EAD e interpreta sem microfone, porquê antigamente. E é seduzido pela magia da caixa cênica. Mesmo nos dias de muito cansaço, quando toca o terceiro sinal, ele está pronto.

“Sou porquê uma mariposa, abro as asas e voo.”

Folha

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