Nova York
|AFP
Eleitores de dezenas de cidades dos EUA aprovaram restrições ou proibições totais a data centers durante as eleições de meio de procuração de terça-feira (3), em um dos sinais mais claros de que a crescente vaga de indignação com o boom da perceptibilidade sintético atravessou as divisões políticas.
“Democrata ou republicano, isso não importava”, disse Alisha Lange, agricultora de Piqua, no estado de Ohio. “As pessoas querem sua cidade de volta”, completou.
Ela foi uma das principais forças por trás do grupo popular Save Piqua, que defendeu a proibição de data centers com capacidade superior a 25 megawatts (MW), inviabilizando, na prática, qualquer projeto de grande porte.
Manifestante ergue cartaz pedindo interrupção de construção de data centers nos EUA, em protesto na cidade de San Francisco
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Heather Diehl – 20.out.26/Getty Images via AFP
A proibição foi aprovada em uma consulta popular na terça-feira e agora ameaço a construção de um data center estimado em mais de US$ 1 bilhão, planejado pela Meta, embora o projeto já tivesse sido reconhecido.
A agricultora de 42 anos chorou de alegria ao saber que dois terços dos eleitores haviam reconhecido a medida.
“Somos exclusivamente uma pequena cidade agrícola e preferimos muito mais ter uma plantação de milho ou qualquer tipo de indústria que gere renda para um número maior de pessoas”, disse ela, referindo-se à quantidade relativamente pequena de empregos que os data centers costumam produzir posteriormente sua construção.
Embora a apuração dos votos ainda esteja em curso em todo o país, mais de 30 medidas locais que resultaram em regras mais rígidas para data centers já foram aprovadas, segundo a empresa de consultoria Redbud Consulting.
Os resultados se somam às restrições já impostas por quase 600 jurisdições em todo o país, de convenção com a Electric Choice, incluindo, em alguns casos, estados inteiros, porquê Novidade York e Texas.
A Meta não é a única grande empresa de tecnologia a gastar bilhões na construção de data centers —Google, Microsoft e Amazon também estão investindo pesadamente para atender à crescente demanda por seus produtos e serviços de perceptibilidade sintético.
A GOTA D’ÁGUA
Em Ottawa, uma pequena cidade próxima a Kansas City, os moradores também aprovaram por ampla maioria a proibição de grandes data centers. “Não estamos à venda”, desabafou Michael Lewis.
Lewis integra uma organização popular chamada Ottawa United e concorreu ao Congresso neste ciclo eleitoral pelo partido Democrata, embora tenha sido derrotado na terça-feira pelo republicano que já ocupava o missão.
“Podem gesticular com moeda diante de nós, mas isso não significa que vamos terebrar mão de nossos recursos e mourejar com os problemas ambientais decorrentes [dos data centers]” , afirmou.
Em Janesville, no estado de Wisconsin, a maioria dos membros do juízo municipal mostrou-se inicialmente receptiva a uma proposta da incorporadora Viridian, que estava disposta a investir US$ 8 bilhões na construção de um data center em uma antiga unidade da General Motors, fechada em 2008.
Mas as comunidades estão começando a considerar mais do que o potencial de geração de empregos e o investimento totalidade ao julgar novos projetos de construção.
“O que estamos vendo agora é que existe uma gama muito mais ampla de indicadores para prescrever se um projeto é bom ou ruim”, declarou Cathy Erdman, integrante do grupo Janesville for Responsible Development.
Os impactos de um projeto sobre a arrecadação tributária lugar, a infraestrutura em universal, a qualidade de vida e outros usos do solo “podem ter influência igual ou maior do que o número de empregos ou simplesmente o valor do investimento de capital”, afirmou Erdman.
Pressionado, o juízo municipal acabou rejeitando o projeto da Viridian em junho e, em seguida, adotou uma moratória de um ano, antes que a maioria dos eleitores apoiasse novas restrições na terça-feira.
Agora, qualquer projeto de grande porte no idoso terreno da General Motors deverá ser reconhecido por referendo. Embora alguns moradores de Janesville tenham ido às urnas para manifestar sua oposição totalidade aos data centers, outros queriam exclusivamente “mais transparência”, disse Erdman.
“Acredito que esse seja o consenso universal em toda a comunidade: que esse projeto, em pessoal, foi transportado de forma muito ruim pelas autoridades responsáveis”, afirmou a ativista de 45 anos.
Em Piqua, o projeto da Meta foi a pinga d’chuva, apontou Lange, levando à destituição de dois membros do juízo municipal e do prefeito.
Em Ottawa, Lewis guardará na memória o veste de o protesto contra o data center ter uno lados opostos do espectro político, com a colaboração de uma mando republicana para obter uma ordem judicial que garantisse a realização de um referendo.
“Foi maravilhoso”, disse ele. “Ali se viu o verdadeiro significado de comunidade.”





