Em um evento marcado pela potente emoção dos jogadores dentro de campo e dos mais de 85 milénio torcedores nas arquibancadas do Monumental de Núñez, em Buenos Aires, Lionel Messi fez na noite desta terça-feira (6) sua última partida com a seleção da Argentina.
O contendedor escolhido para a ocasião próprio foi a frágil seleção do Benin, mas o resultado esportivo dentro das quatro linhas —uma vitória por 3 a 0, com um gol e duas assistências de Messi— desta vez não era o mais importante.
Bastante emocionado em sua despedida, o capitão prateado foi visto chorando ainda no ônibus da delegação, na chegada ao estádio. Durante a realização do hino vernáculo, ao lado dos filhos Thiago, Mateo e Ciro, não conseguiu moderar as lágrimas novamente —o zagueiro Nicolás Otamendi, também se despedindo da seleção, e o treinador Lionel Scaloni acompanharam Messi na emoção
Com a presença de familiares e de companheiros de seleção que estiveram ao seu lado na campanha do tricampeonato, na Despensa do Qatar, em 2022, e também na do vice, na América do Setentrião, em 2026, o craque de Rosario foi festejado a todo momento pelas arquibancadas extasiadas em azul e branco.
Com um mar de faixas e bandeiras estampadas com seu rosto, muitas ao lado de Diego Armando Maradona, os “hinchas” (porquê são conhecidos os torcedores argentinos) cantavam de maneira praticamente ininterrupta, mesmo antes do assobio inicial.
Canções populares nos estádios do país, porquê “Brasil, decime qué se siente”, “El Que No Salta”, “Olé Olé Olá, soy de Argentina” e “Vamos, vamos, Selección”, eram repetidas à exaustão.
Também foram prestadas homenagens a Jorge Messi, pai do craque prateado que morreu no início de agosto.
Antes do assobio inicial, foi ensejo ainda no gramado uma camisa gigante da alviceleste com o número 10, escoltado da vocábulo “gracias” (obrigado).
Com muro de meia hora de demora em relação à previsão inicial, a partida foi interrompida brevemente aos dez minutos, para que acontecessem as primeiras homenagens ao camisa 10.
Ele foi festejado pelos adversários de Benin e pelas arquibancadas, com gritos de “Olé, olé, olé, Messi, Messi”, e fogos de artíficio ao fundo. Messi mais uma vez se emocionou.
Diante da fraca equipe africana que nunca disputou uma edição da Despensa do Mundo, a Argentina manteve o estilo consagrado por Scaloni de domínio do meio de campo, com os jogadores argentinos em procura de Messi dentro de campo para que ele pudesse fazer seu último gol pela seleção. A cada vez que pegava na globo, as arquibancadas festejavam seu craque.
O primeiro tempo, porém, terminou sem globo na rede, com o camisa 10 responsável pelas principais chances de gol. Aos seis minutos, ele teve a primeira em pontapé de fora da superfície, parando em resguardo do goleiro beninense Dandjinou.
Aos 23 e aos 25, levou transe novamente, completando lançamento de Rodrigo de Paul que saiu rente à trave, e em cobrança de falta que parou novamente em resguardo do goleiro.
Aos 31, teve a melhor chance da primeira lanço, em voleio depois interceptação de Lautaro Martínez, que saiu por pouco pela risca de fundo..
No segundo tempo, a Argentina não demorou para transfixar o placar, logo aos dois minutos, com participação de Messi. Ele bateu escanteio na medida para Otamendi completar para o fundo das redes de dentro da grande superfície.
Três minutos depois, o zagueiro vencedor mundial em 2022 deixou o campo, ovacionado pelos “hinchas” e por seus companheiros, para dar lugar a Lisandro Martínez.
Aos 15, Nico Tranquilidade, que acabara de entrar no lugar de Rodrigo de Paul. e indigitado porquê um verosímil sucessor da camisa 10, recebeu passe de Messi pela direita e acertou um belo pontapé para ampliar. Messi é o maior garçom da história da seleção, com 70 assistências.
Aos 23, o camisa 10 fez o seu, em cobrança de pênalti no ângulo, depois o lateral Giay, do Palmeiras, ser derrubado dentro da superfície. O craque também ampliou ainda mais seu recorde porquê maior goleador da seleção, com 126 gols.
Aos 43, Messi ainda quase fez o 127º, em pontapé de dentro da superfície que parou em grande resguardo de Dandjinou.
O último capítulo da trajetória vitoriosa encerra uma história que começou há muro de 21 anos, em agosto de 2005, em amistoso contra a Hungria.
O jogador não teve, porém, um prelúdios fácil com a formação vernáculo. Até 2021, ainda não havia conquistado nenhum título.
Eram até logo unicamente quatro vices —nas edições de 2007, 2015 e 2016 da Despensa América, e na Despensa de 2014. Os reveses em sequência chegaram a fazer com que ele anunciasse uma aposentadoria precoce, em 2016.
Convicto a retornar depois de uma campanha popular, Messi alcançaria o primeiro título com a Argentina em 2021, com a conquista da Despensa América, sobre o Brasil, no Maracanã.
O título no mítico estádio sobre o maior rival deu início ao período que faria o jogador mudar seu status junto aos torcedores argentinos.
No ano seguinte, venceu a Finalíssima, o confronto entre o vencedor sul-americano e o europeu, com triunfo sobre a Itália, e brilhou na meio da equipe ao título mundial, tornando-se o primeiro e único a marcar em todas as fases do torneio.
Na Despensa de 2026, na América do Setentrião, mesmo aos 39 anos de idade, foi mais uma vez o protagonista da Argentina, com oito gols que levaram a equipe até a final da competição.
Desolado depois a roteiro para a Espanha na decisão e pela morte do pai, anunciou no termo de agosto sua aposentadoria da seleção.
“Renda a vocês que sempre dei tudo de mim, não unicamente nos últimos anos, em que conquistamos tudo, mas também antes. Sempre lutei e dei tudo por esta camisa, para levar alegria a vocês e fazer com que se sintam orgulhosos de ser argentinos por meio do futebol”, afirmou o jogador.
Ao mesmo tempo em que ainda se mobilizam para o adeus do craque, a mídia sítio e os torcedores se debruçam para tentar descobrir um verosímil sucessor capaz de assumir a 10. Nico Tranquilidade e Franco Mastantuono, dois jovens canhotos que podem atuar abertos pela ponta direita, despontam porquê os principais candidatos.
“O momento chegou. Eu vou em silêncio. Deixei tudo. Esta camisa foi meu sonho, meu orgulho e minha vida. Obrigado por me amarem tanto. Vou sentir saudades”, declarou Messi em publicação nas redes sociais.





