Morre Eva Marie Saint, atriz de ‘Intriga Internacional’ – 06/10/2026 – Ilustrada
Eva Marie Saint, a elegante loira que protagonizou duas das atuações mais marcantes do cinema dos anos 1950, em “Sindicato de Ladrões”, com Marlon Vagaroso, e “Intriga Internacional”, ao lado de Cary Grant, morreu aos 102 anos, nesta terça-feira.
Saint morreu de causas naturais em sua vivenda, em Los Angeles, segundo um enviado de seu porta-voz.
Saint ganhou um Oscar em sua estreia no cinema por interpretar a virtuosa Edie Doyle no contundente drama “Sindicato de Ladrões”, dirigido por Elia Kazan em 1954. Depois, mudou de registro ao viver a espiã Eve Kendall no suspense “Intriga Internacional”, de Alfred Hitchcock, lançado em 1959.
Nascida em Novidade Jersey, ela trabalhou com uma sucessão de diretores e astros renomados depois de aprimorar sua técnica no Actors Studio, a célebre escola nova-iorquina de “versão pelo método” de Lee Strasberg.
Otto Preminger a contratou para “Êxodo”, de 1960, com Paul Newman, enquanto John Frankenheimer a dirigiu tanto em “Quando o Paixão Acaba”, de 1962, com Warren Beatty, quanto em “Grand Prix”, de 1966, com James Garner.
Vincente Minnelli dirigiu Saint em “Adeus às Ilusões”, de 1965, com Elizabeth Taylor e Richard Burton, enquanto Norman Jewison a escalou para a sátira da Guerra Fria “Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando!”, de 1966, indicada ao Oscar de melhor filme.
Saint dizia que sua mentora havia sido a grande atriz do cinema mudo Lillian Gish, que contracenou com ela em uma montagem de 1953 da peça “The Trip to Bountiful”, trabalho que chamou a atenção de Kazan. Ele escolheu Saint para “Sindicato de Ladrões” em vez de Elizabeth Montgomery.
O filme, de tom intransigente, retrata as dificuldades dos estivadores na hostil zona portuária de Novidade York. Vagaroso interpretou o ex-boxeador Terry Malloy, que entra em conflito com um sindicato corrupto, mas supera as adversidades e se torna um herói com a ajuda de Edie, a jovem católica simples, porém determinada, vivida por Saint, que enxerga nele mais clemência do que ele próprio consegue ver.
Saint tinha 30 anos na estação, mas interpretava uma estudante.
“Sindicato de Ladrões” ganhou oito estatuetas do Oscar, incluindo o de melhor filme. Kazan foi eleito melhor diretor, Vagaroso, melhor ator, e Saint, melhor atriz coadjuvante.
Saint estava pejada quando recebeu o Oscar, em março de 1955. Ela caminhou cuidadosamente até o palco, beijou a estatueta dourada e disse, empolgada, à plateia: “Posso ter o bebê cá mesmo!”. Dois dias depois da cerimônia, deu à luz seu primeiro rebento, Darrell Hayden.
“Intriga Internacional” era um eletrizante suspense de espionagem, no qual Saint interpretava uma espiã sedutora em uma história de identidade trocada envolvendo Roger Thornhill, o publicitário vivido por Grant. Entre as sequências famosas estão a de um avião agrícola perseguindo Grant e uma corrida desesperada em que Grant e Saint escalam os colossais rostos de presidentes dos Estados Unidos esculpidos no Monte Rushmore.
Hitchcock conduziu Grant e Saint por diálogos espirituosos e sugestivos, no limite do que os estúdios permitiam na estação. Uma das falas de Saint —em que ela dizia provocativamente a Grant: “Nunca faço paixão de estômago vazio”— foi alterada para a versão mais branda: “Nunca falo de paixão de estômago vazio”.
“Intriga Internacional” —assim uma vez que “Sindicato de Ladrões”, frequentemente considerado um dos maiores filmes já realizados— recebeu três indicações ao Oscar, mas não venceu nenhuma.
Saint nasceu em 4 de julho de 1924, em Novidade Jersey. No início da curso, atuou em produções televisivas ao vivo durante os anos de formação do meio. Em 1951, casou-se com o veterano diretor de televisão Jeffrey Hayden —união que durou até a morte dele, em 2016—, e o parelha teve dois filhos. Ela estrelou tapume de 20 filmes, mas recusou muitos papéis para destinar tempo à família.
Mais tarde na curso, Saint voltou com frequência a trabalhar na televisão. Em 1990, ganhou um prêmio Emmy por sua atuação no drama “People Like Us”. Também continuou fazendo filmes depois dos 80 anos, entre eles “Meu Melhor Colega”, de 2005, “Um Narrativa do Direcção”, de 2014, e “Superman: O Retorno”, de 2006, no qual Vagaroso apareceu postumamente por meio de imagens de registro dos anos 1970.





