A estreia da NFL (National Football League) no Rio de Janeiro, na tarde deste domingo (27), no Maracanã, buscou dar seu toque brasiliano à tradicional competição americana.
Durante a realização do hino vernáculo, interpretado pelo popular cantor Péricles, foi estendida nas arquibancadas do estádio um grande mosaico com a frase-lema “O Rio também joga”, acompanhada de representações dos quarterbacks do Baltimore Ravens, Lamar Jackson, e do Dallas Cowboys, Dak Prescott, duas das principais estrelas presentes no gramado.
O clima de solenidade foi reforçado por apresentações musicais antes da partida e no pausa, com Ricky Martin e Pedro Sampaio; fogos de artifício nas cores verdejante e amarela; e participação ativa dos torcedores, que lotaram o estádio carioca e vieram à caráter, com os uniformes das equipes. Celebridades, porquê Luciano Huck, também marcaram presença.
Motivo de polêmica durante a primeira edição da NFL no Brasil, que ocorreu na Neo Química Estádio, em São Paulo, em 2024, o gramado recebeu camadas de fibrilha sintética, em uma iniciativa conjunta do Maracanã e da liga. O perfil do estádio nas redes sociais publicou, na sexta-feira (25) um vídeo em que é verosímil ver a pintura particularidade da modalidade, com os nomes e logos das equipes desenhadas nas extremidades (end zones) e as linhas de jardas aparecendo marcadas.
Durante a realização do hino americano, pequena parcela da torcida ensaiou uma vaia, que foi logo contida por aplausos da maioria dos presentes.
Durante o primeiro tempo do duelo, válido pela terceira rodada da temporada da NFL, em que o Baltimore Ravens venceu o Dallas Cowboys por 17 a 13, a torcida participou ativamente. Em cada jogada das equipes, os torcedores vibravam nas arquibancadas, em próprio quando o Dallas subia ao ataque, diante da maior presença de aficionados da equipe nas arquibancadas do Maracanã.
A exemplo do que ocorreu nas edições em São Paulo, a NFL recriou na capital fluminense a atmosfera de seus grandes espetáculos nos Estados Unidos. Os cantores Ricky Martin e Pedro Sampaio lançaram no show do pausa a melodia “Pikito Pikito”, fruto de uma parceria da dupla.
Quem esteve no Maracanã também pôde usufruir de regalias incomuns aos torcedores do futebol brasiliano, porquê o possante esquema de segurança, que foi o mesmo utilizado pela Prefeitura do Rio de Janeiro na Despensa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016.
Já o transporte público funcionou em esquema próprio, com o metrô funcionando das 7h às 23h (horário de Brasília), com reforço nos horários de maior movimentação. Já o trem funcionou até às 22h, com reforço no horário de término do jogo.
Além do jogo
Com várias iniciativas promovidas pela NFL, o clima de sarau permeou a capital fluminense na semana que antecedeu a partida. O Cristo Redentor, por exemplo, ganhou uma projeção próprio para promover a modalidade esportiva no Brasil. Dentre as imagens geradas, apareceu uma camisa verdejante e amarela, com os dizeres: “O Rio também joga”, mesma frase escrita na filete exibida no início da partida.
Ou por outra, outras ativações foram promovidas na capital fluminense, porquê um balão de cimeira da NFL na Lagoa Rodrigo de Freitas, a camisa gigante das equipes estendida nas areias de Copacabana, e aviões sobrevoando a orla com faixas da NFL Rio Game.
A liga americana também promoveu a pré-estreia do documentário “Depois do Impacto”, que conta a história de reconstrução do time brasiliano Coritiba Crocodiles, em seguida o trágico acidente de ônibus que vitimou os jogadores Daniel Santos, Lucas Barros e Lucas Padilha, em 2024, quando a equipe viajava para disputar uma partida no Rio de Janeiro.
A exibição ocorreu em Botafogo, na zona sul do Rio, e reuniu convidados, porquê os jogadores do Coritiba Crocodiles e seus familiares.
“Os jogos são o nosso principal resultado, mas duram unicamente um dia. Nós queríamos mostrar, por meio dessa história, que o futebol americano existe cá o ano inteiro e não é unicamente uma importação gringa. É alguma coisa que está vivo nas pessoas. Exige muita dedicação e funciona porquê uma comunidade”, afirmou o diretor de teor da NFL na Espanha e América Latina, Gerardo Placa.
O contrato da NFL para realizar jogos no Rio de Janeiro tem a duração de cinco anos e deve ter ao menos três partidas neste período.





