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EUA abrem vantagem sobre Europa nos investimentos em IA
Tecnologia

EUA abrem vantagem sobre Europa nos investimentos em IA – 24/08/2026 – Tec

O investimento empresarial nos Estados Unidos caminha para crescer mais de três vezes mais rápido do que na Europa nos seis anos desde a pandemia, segundo projeções que evidenciam o profundeza provocado pela IA (perceptibilidade sintético) entre as duas economias.

Os gastos das empresas americanas com novos equipamentos e instalações devem aumentar 40% em termos reais entre 2021 e o término do próximo ano, de tratado com projeções da Oxford Economics.

A consultoria afirmou que a poderoso subida dos desembolsos em equipamentos de IA é um dos principais fatores por trás de suas estimativas. O progresso nos EUA contrasta com um aumento real de exclusivamente 12% na zona do euro, enquanto o investimento empresarial germânico deve ter ficado praticamente estagnado no mesmo período.

Os números evidenciam o repto enfrentado pela Europa, que tenta seguir a explosão dos gastos americanos com equipamentos e instalações de subida tecnologia. O continente já vinha detrás do poderoso progresso dos investimentos em tecnologia da informação nos EUA antes mesmo da subida dos grandes modelos de linguagem, iniciada com o lançamento do ChatGPT no término de 2022.

Mas os dados também levantam questões para os próprios EUA, que apostam intensamente na IA enquanto o BIS (Banco de Compensações Internacionais) e outras instituições alertam para o risco crescente de uma custosa “crise de investimentos”. Google, Meta, Microsoft e Amazon devem investir, juntas, mais de US$ 725 bilhões (R$ 3,7 trilhões) em 2026, enquanto correm para ampliar a infraestrutura de IA.

As projeções da Oxford Economics mostram que a Europa fez pouco, se qualquer, progresso para reduzir sua desvantagem em investimentos desde que o ex-presidente do BCE (Banco Meão Europeu) Mario Draghi publicou, em setembro de 2024, seu histórico relatório sobre competitividade.

Draghi alertou que a digitalização, a descarbonização e o aumento dos gastos com resguardo exigiam um aumento “sem precedentes” dos investimentos, em níveis “vistos pela última vez nas décadas de 1960 e 1970”. Segundo ele, o esforço necessário seria maior que o impulso aos investimentos proporcionado pelo Projecto Marshall em seguida o término da Segunda Guerra Mundial.

“Os EUA são uma economia mais dinâmica, mais empreendedora, portanto estão avançando mais rápido e há mais recompensas na corrida pela IA”, disse Daniel Harenberg, economista da Oxford Economics. “A Europa é muito mais lenta.”

A Europa também enfrenta uma grande e crescente diferença de produtividade em relação aos EUA. “Os Estados Unidos recentemente se distanciaram ainda mais da Europa”, afirmou Bart van Ark, professor da Universidade de Manchester, a autoridades do Banco Meão Europeu no Fórum do BCE em Sintra neste verão.

Segundo uma estudo de van Ark, o PIB por hora trabalhada aumentou US$ 14 (R$ 72) nos EUA entre 2018 e 2025, na presença de exclusivamente US$ 2 (R$ 10,28) na Europa. “A diferença não é exclusivamente uma questão do setor do dedo”, acrescentou van Ark, ressaltando que o desempenho superior dos EUA também se estendeu a outros setores, porquê atacado e varejo e serviços profissionais.

Van Ark, porém, argumentou que o aumento dos investimentos, por si só, dificilmente resolverá os problemas de produtividade da Europa. O “problema mais profundo” do continente é que a inovação “não está devidamente conectada” à adoção de novas ideias e ferramentas pelas empresas de diferentes setores.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, alertou em um oração no ano pretérito que o desenvolvimento da região, dependente da indústria manufatureira, estava “voltado para um mundo que está gradualmente desaparecendo”.

A Europa foi uma das primeiras jurisdições do mundo a ratificar leis rigorosas para regulamentar o uso da IA. A Lei de IA da União Europeia, de 2024, tornou-se “o primeiro marco regulatório” sobre a tecnologia, segundo a Percentagem Europeia.

Críticos afirmam que regras rígidas podem sufocar a inovação e desestimular investimentos em IA. “Estamos desalinhados com um mundo em transformação”, disse o presidente gálico Emmanuel Macron em um oração dois anos detrás, ao alertar que a Europa estava “regulamentando em excesso” e “investindo de menos”.

Karsten Junius, economista-chefe do Banco J Safra Sarasin, afirmou que “a Europa perdeu a última vaga de tecnologia de ponta”.

O boom dos investimentos nos EUA, porém, depende fortemente da ininterrupção dos gastos com IA, o que deixa o país vulnerável a uma correção caso os retornos não correspondam às expectativas. O Banco de Compensações Internacionais, que presta assessoria a bancos centrais, alertou em junho para uma prolongada “crise de investimentos” caso os retornos dos gastos com IA não alcancem o nível esperado.

Junius afirmou estar optimista de que a enorme diferença de investimentos entre Europa e EUA é, ao menos em secção, um fenômeno temporário.

“O investimento em IA nos EUA não vai continuar nesse ritmo indefinidamente”, disse ele, acrescentando que ciclos de investimento em tecnologia da informação e semicondutores já ocorreram no pretérito —”e continuarão a ocorrer”.

O problema, porém, é agravado pela menor inovação e destreza na Europa, segundo Junius, que atribui secção disso à rigidez dos mercados de trabalho.

“Se a Europa não conseguir seguir as tecnologias de ponta, nosso padrão de vida relativo ao dos EUA continuará a se estragar.”

Folha

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