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EUA: Hollywood tenta engajar americanos no exterior 20/10/2026
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EUA: Hollywood tenta engajar americanos no exterior – 20/10/2026 – Mundo

Na ficção, Julia Louis-Dreyfus já foi a frustrada vice-presidente dos Estados Unidos em “Veep”, Kerry Washington navegou pelas crises que ameaçam a Mansão Branca em “Scandal”, e Bradley Whitford transitou pelos bastidores do poder em “The West Wing”.

Na vida real, os três atores voltaram a falar de política, mas agora estrelando campanhas para incentivar eleitores americanos que vivem no exterior a votar em 3 de novembro.

As iniciativas partem de organizações independentes —porquê a Vote From Abroad e a Centers for U.S. Voters Abroad— e de entidades ligadas aos principais partidos do país: a Democrats Abroad e a Republicans Overseas.

A duas semanas da disputa legislativa, que pode redefinir o poder de queimada de Donald Trump na segunda metade de seu procuração, as campanhas pelo voto no exterior se tornam mais intensas. Estão em jogo as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes dos EUA e 35 das 100 cadeiras do Senado.

O FVAP (Programa Federalista de Assistência ao Voto, na {sigla} em inglês) compila dados estrangeiros e domésticos para prezar o número de cidadãos aptos a votar vivendo em quase 200 países. São muro de 2,9 milhões os que têm recta a votar em 2026 por correspondência —em muitos casos, mesmo que nunca tenham vivido em território americano.

A comunidade de expatriados cresceu 42% desde 2010, tendo porquê principal orientação o Canadá, com muro de 606 milénio cidadãos adultos, seguido pelo Reino Uno, com pouco menos de 300 milénio, segundo o Relatório do FVAP de 2022 ao Congresso.

O Brasil abriga atualmente muro de 31 milénio cidadãos dos EUA; desse totalidade, muro de 17 milénio estão aptos a votar. O gerente de projetos de ensino bilíngue Emilio Abularach, 36, é um deles. Oriundo de Miami (Flórida), ele vive no Brasil há dez anos. Apesar de o voto não ser obrigatório em seu país, Abularach sempre votou, mesmo depois de se mudar.

“Eu era legista na Flórida, mas não gostava da minha profissão, estava me deixando doente, logo resolvi mudar de curso, de cidade, de país. Sempre tive curiosidade de aprender uma língua por submersão; desde garoto meus pais incentivaram que meu irmão e eu aprendêssemos mais idiomas, e queria morar numa cidade maior, porquê São Paulo”, conta.

Filiado ao Partido Democrata e votante desde os 19 anos, Abularach considera ser importante votar, sobretudo quando se é de um estado-pêndulo, que pode permanecer tanto com os Democratas quanto com os Republicanos, porquê é o caso da Flórida.

“Sempre participei de forma ativa das eleições, colaborando nas campanhas do meu estado. A primeira campanha onde fui voluntário foi a da primeira eleição de Barack Obama, em 2008”, conta. “Se eu fosse de um estado mais conservador, muito provavelmente não votaria com tanta frequência.”

DUPLO DESAFIO

Votar é mais complicado para cidadãos que vivem no exterior do que para eleitores em solo americano. Eles precisam atualizar seu registro e solicitar explicitamente uma cédula de voto por correspondência. Diferentemente do que ocorre para os brasileiros no exterior, americanos fora dos EUA podem votar para o Legislativo.

As representações dos EUA no Brasil alertam que os prazos para o registro eleitoral variam de conciliação com o estado. Em alguns, é necessário estar registrado até 30 dias antes da eleição, e as informações podem ser consultadas no site do FVAP. A maioria precisa votar muito antes dos eleitores locais para que as cédulas sejam recebidas até os prazos de votação.

Nas eleições de 2024, que culminaram com a vitória de Trump, a taxa de votação nos EUA foi de aproximadamente 76,1% —em confrontação com a taxa estimada de 11% para cidadãos no exterior.

A participação de residentes dos EUA no Brasil nas últimas eleições foi de muro de 1.600 pessoas (pouco mais de 9%). O FVAP labareda essa diferença de “vácuo de votação”.

Esses eleitores raramente alteram o resultado de uma eleição, mas há uma dimensão do voto no exterior que reflete o valor da participação na democracia, mesmo quando a pessoa está fisicamente distante, avalia Paul Nadeau, professor de ciência política da Universidade Temple em Tóquio.

“Porquê alguém que ensina política a estudantes de graduação fora dos EUA, incentivo o voto de forma enfática aos meus alunos”, diz. Ele afirma que os eleitores no exterior frequentemente tendem a estribar o Partido Democrata, mas que, por serem um grupo naturalmente heterogêneo e disperso, é mais difícil direcionar ações de campanha, porquê se faz com os eleitores nos estados americanos.

“Ou por outra, o processo de votação à intervalo é mais multíplice, o que também dificulta os esforços para aumentar a participação. Porquê resultado, esses votos podem fazer diferença em disputas apertadas, mas eles raramente são decisivos para a relato universal”, diz.

Folha

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