EUA: Meta é condenada em caso sobre segurança infantil

EUA: Meta é condenada em caso sobre segurança infantil – 24/03/2026 – Tec

Tecnologia

Um júri do Novo México, nos Estados Unidos, concluiu nesta terça-feira (24) que a Meta violou a lei estadual de proteção ao consumidor em um processo movido pelo procurador-geral do estado, que acusou a empresa de enganar usuários sobre a segurança do Facebook, Instagram e WhatsApp e de permitir a exploração sexual infantil nessas plataformas.

Posteriormente deliberar por menos de um dia, o júri condenou a empresa a remunerar US$ 375 milhões (R$ 1,9 bi) em multas civis.

O veredito marca a primeira vez que jurados decidem sobre tais acusações contra a Meta, enquanto a empresa enfrenta uma vaga de processos sobre o impacto de suas plataformas na saúde mental de jovens.

“Respeitosamente discordamos do veredito e vamos recorrer”, disse um porta-voz da Meta em transmitido. “Trabalhamos arduamente para manter as pessoas seguras em nossas plataformas e somos claros sobre os desafios de identificar e remover agentes mal-intencionados ou teor prejudicial.”

Em transmitido, o procurador-geral do Novo México, o democrata Raúl Torrez, chamou o veredito de “uma vitória histórica para todas as crianças e famílias que pagaram o preço pela escolha da Meta de colocar lucros supra da segurança das crianças”.

“Os danos substanciais que o júri ordenou a Meta a remunerar devem enviar uma mensagem clara aos executivos das grandes empresas de tecnologia de que nenhuma empresa está além do alcance da lei”, afirmou.

Em uma segunda temporada do julgamento, prevista para maio, Torrez disse que pedirá ao tribunal que ordene a Meta a fazer mudanças para proteger crianças e a impor penalidades financeiras adicionais.

DESAFIO MAIS AMPLO SOBRE SAÚDE MENTAL DE JOVENS

A decisão do júri encerrou um julgamento de seis semanas em Santa Fé. Torrez havia réu a empresa de permitir que predadores tivessem entrada irrestrito a usuários menores de idade e os conectassem com vítimas, levando frequentemente a abusos no mundo real e tráfico humano.

A Meta —assim porquê outras empresas de mídia social— enfrenta outros milhares de processos acusando-a de projetar propositadamente seus produtos para viciarem jovens, levando a uma crise vernáculo de saúde mental. Alguns dos processos, que foram movidos em tribunais estaduais e federais, buscam indenizações na mansão das dezenas de bilhões de dólares, segundo os registros da Meta junto aos reguladores financeiros.

Neste momento, um júri de tribunal estadual em Los Angeles está reunido para concluir o primeiro julgamento sobre as acusações de vício.

Para se tutelar nesses processos, a Meta argumentou que a empresa está protegida de responsabilidade tanto nos processos sobre vício quanto no processo do Novo México pelas proteções de liberdade de sentença da Primeira Emenda da Constituição dos EUA e pela Seção 230 da Lei de Dignidade nas Comunicações, que geralmente impede processos contra sites por teor gerado por usuários.

A empresa disse que as alegações de dano do estado não podem ser separadas do teor nas plataformas, porque seus algoritmos e recursos de design servem para publicar teor. O juiz no Novo México rejeitou os argumentos da Meta sobre a Seção 230, permitindo que o caso fosse a julgamento.

INVESTIGAÇÃO DO NOVO MÉXICO

O processo do Novo México surgiu de uma operação secreta que Torrez, ex-promotor, e seu escritório conduziram em 2023. Porquê secção do caso, investigadores criaram contas no Facebook e Instagram se passando por usuários menores de 14 anos.

As contas receberam material sexualmente explícito e foram contatadas por adultos buscando teor semelhante, levando a acusações criminais contra múltiplos indivíduos, de conciliação com o escritório de Torrez.

O estado alega que a Meta disse ao público que Instagram, Facebook e WhatsApp são seguros para adolescentes e crianças do Novo México, enquanto escondia a verdade sobre quanto teor perigoso e prejudicial é hospedado pela empresa. Segundo o estado, documentos internos da empresa reconheciam problemas com exploração sexual e danos à saúde mental, mas não foram implementadas ferramentas básicas de segurança, porquê verificação de idade.

O estado também acusou a Meta de projetar suas plataformas para maximizar o engajamento, apesar de evidências de que estavam prejudicando a saúde mental das crianças. Recursos porquê rolagem infinita e reprodução automática de vídeos mantêm as crianças no site, fomentando comportamento viciante que pode levar à depressão, impaciência e autolesão, alega o processo.

Folha

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *