Durante o recente Congresso da Fifa (Federação Internacional de Futebol), o encarregado da entidade, Gianni Infantino, deixou evidente que, mesmo com a Despensa do Mundo às portas, aspectos de dentro das quatro linhas não estão em primeiro projecto.
Em procura de novidade eleição para permanecer no missão até 2031, o dirigente suíço-italiano abriu seu oração diante das mais de 200 associações-membros presentes tratando de uma questão espinhosa. Suas primeiras palavras não foram sobre o craque Messi ou a tentativa da Argentina de tutelar seu título, mas para reafirmar a participação na competição da seleção iraniana —exclusivamente a 21ª do ranking.
“Permitam-me encetar confirmando, logo de início, que, evidentemente, o Irã participará da Despensa do Mundo da Fifa de 2026”, disse Infantino. “E, é evidente, o Irã jogará nos Estados Unidos da América.”
Faltando um mês para o primeiro duelo da Despensa, entre México e África do Sul, no dia 11 de junho, no Estádio Azteca, na Cidade do México, aspectos extracampo vêm assumindo o protagonismo do noticiário relacionado ao torneio.
As próprias incertezas em torno da participação da seleção do Irã, os temores em relação à atuação do ICE (a polícia de imigração norte-americana) nos periferia dos estádios e as ondas de violência do narcotráfico em cidades mexicanas dividem as atenções com as queixas enfurecidas dos torcedores por pretexto dos preços dos ingressos e das tarifas dos meios de transporte até os estádios.
Ele próprio escopo de uma série de questionamentos pela proximidade com Donald Trump, a quem concedeu o Prêmio da Sossego da Fifa, Gianni Infantino diz que tudo corre conforme o esperado e está sob controle.
Segundo o dirigente, os preços dos ingressos —considerados “exorbitantes” por alguns torcedores— zero mais são do que o revérbero da altíssima demanda. A Fifa diz ter recebido 500 milhões de solicitações de todo o mundo.
Infantino citou uma vez que uma das causas para as cotações em subida o mercado de revenda, autorizado em plataforma da própria entidade, em que não há limite para os valores cobrados.
“Se algumas pessoas colocam ingressos para a final em um mercado de revenda por US$ 2 milhões [R$ 9,8 milhões], isso não significa que o ingresso custe US$ 2 milhões”, disse o encarregado da Fifa.
“E isso não significa que alguém vá comprar esses ingressos. Na verdade, se alguém comprar um ingresso por US$ 2 milhões, eu mesmo levarei um cachorro-quente e uma Coca-Cola para prometer que essa pessoa tenha uma ótima experiência.”
O dirigente também correu em esteio à presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, para confirmar as partidas previstas para Guadalajara, capital do estado de Jalisco. A região teve uma vaga de violência, provocada pela morte de um poderoso narcotraficante pela polícia.
O estádio de Guadalajara receberá quatro jogos da tempo de grupos, incluindo o duelo entre os campeões mundiais Uruguai e Espanha, no dia 26 de junho.
Sob ataque dos Estados Unidos e de Israel desde o término de fevereiro, o Irã teve sua solicitação para jogar no México negada pela Fifa e viu sua participação questionada inúmeras vezes. Houve declarações desencontradas, idas e vindas do presidente americano, de Infantino e dos próprios dirigentes iranianos.
A seleção asiática faz segmento do Grupo G, com um jogo marcado para Seattle e dois para os periferia de Los Angeles.
Adiante de uma política migratória contestada que tem gerado alertas de ONGs sobre o risco de deportações durante o Mundial, Donald Trump chegou a manifestar em abril que o Irã não deveria participar por sua “própria vida e segurança”, recuando pouco depois.
“Muito, se Gianni disse isso, tudo muito para mim”, afirmou Trump, em seguida as declarações do presidente da Fifa confirmando a participação iraniana.
O Irã cancelou a participação no Congresso da Fifa, queixando-se do tratamento recebido da imigração canadense no aeroporto de Toronto.
O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, é um ex-membro da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, o braço armado e ideológico da República Islâmica, considerado um grupo terrorista pelos governos do Canadá e dos Estados Unidos.
No último sábado (9), a federação publicou um texto no qual confirmava a participação de sua seleção na Despensa, desde que atendida uma série de exigências. Uma delas é a liberação de ingressão de dirigentes ligados à Guarda. A lista de demandas inclui saudação à bandeira e ao hino iranianos e segurança reforçada em aeroportos, hotéis e rotas até os estádios.
Lesões marcam reta final de preparação
No campo esportivo, as seleções fazem os últimos ajustes antes da reta final de preparação para a Despensa do Mundo, muitas delas tendo de mourejar com lesões de nomes importantes em seus elencos.
A seleção mexicana foi a primeira a iniciar o período de concentração para o torneio, na quarta-feira (6), para jogadores que atuam na liga sítio, sem poder relatar com o goleiro Luis Ángel Malagón. O desportista do América rompeu o tendão de Aquiles em duelo com o Philadelphia pela Champions League da Concacaf.
Ao menos 15 jogadores já tiveram lesões recentes que devem impedi-los de tutelar suas respectivas seleções durante o torneio.
O atacante francesismo Hugo Ekitiké e o meia holandês Xavi Simons estão entre as principais ausências já confirmadas, enquanto o jovem talento Lamine Yamal é um dos que correm contra o tempo para tentar se restabelecer de uma lesão e tutelar a Espanha.
A seleção brasileira já sofreu duas baixas importantes, Rodrygo e Éder Militão, velhos conhecidos do técnico Carlo Ancelotti, e ainda pode perder Estêvão, que tenta se restabelecer de uma grave lesão muscular.
A lista de 26 nomes do Brasil será anunciada pela percentagem técnica no dia 18 de maio.





