Fome recua mais em lares com Bolsa Família chefiados por

Fome recua mais em lares com Bolsa Família chefiados por mulher

Brasil

De 2023 para 2024, a míngua no Brasil registrou redução em casas de família beneficiária do Bolsa Família chefiadas por mulher. Por outro ponto de vista, entre os domicílios com pessoas que recebem o programa assistencial e alcançaram a segurança cevar, 71% têm mulher porquê responsável pelo lar.

As constatações fazem segmento do estudo Mulheres no núcleo da redução da instabilidade cevar no Brasil, da Instauração Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta sexta-feira (20), na sede da instituição, no Rio de Janeiro.

O levantamento compara dados dos últimos trimestres dos dois anos pesquisados. Em 2023, 9,6% dos domicílios beneficiados pelo Bolsa Família que eram chefiados por mulher enfrentavam instabilidade cevar grave.

No ano seguinte, a marca foi reduzida para 7,2%, ou seja, subtracção de 2,4 pontos percentuais (p.p.).

Já entre os lares recebedores do Bolsa Família chefiados por varão, a proporção na instabilidade cevar grave passou de 8,6% para 6,8%, queda de 1,8 ponto percentual.

De congraçamento com a Graduação Brasileira de Instabilidade Nutrir (Ebia), instabilidade cevar grave é a requisito em que há redução ou falta de comida para adultos e crianças no lar, em outras palavras, a míngua passa a ser uma experiência enfrentada no morada.

Já em situação de segurança cevar, há entrada suficiente ao maná, sem a família precisar comprometer outras necessidades.

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Mulher

A pesquisadora Janaína Rodrigues Feijó, do Instituto Brasiliano de Economia (Ibre) da FGV, atribui o resultado à maior capacidade da mulher de reger a renda do Bolsa Família.

“Elas gastam melhor os recursos dentro do lar, principalmente quando tem crianças”, diz Janaína.

O levantamento detalha que no pausa de um ano, 946,6 milénio domicílios assistidos pelo Bolsa Família deixaram a míngua e chegaram à segurança cevar. Desses, quase 670 milénio eram chefiados por mulher.

Janaína escreve na pesquisa que estudos acadêmicos mostram que “quando mulheres controlam uma parcela maior dos recursos do morada, a elaboração do gasto tende a se mudar para bens mais associados ao bem-estar infantil e familiar, porquê alimento, saúde, instrução e itens de consumo da moço”.

O programa

O Bolsa Família, pago pelo governo federalista, é o principal programa de transferência de renda do país.

O critério inicial para uma pessoa ser assistida é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa (quanto a família ganha por mês, dividido pelo número de pessoas).

O mercê base é R$ 600, que pode ser aumentado em casos de possuir moço e prenhe na família, por exemplo. O valor médio do mercê está em R$ 683,75.

Segundo o Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Penúria (MDS), agora em março, o programa alcançará 18,73 milhões de famílias cadastradas, com gasto de R$ 12,77 bilhões. 

Pessoa de referência

O estudo cita números de janeiro de 2026 que indicam que, das famílias atendidas pelo Bolsa Família, 84,4% tinham a mulher porquê responsável.

Janaína Feijó considera que programas de transferência de renda podem “fortalecer o empoderamento feminino e o poder de barganha dentro do lar”. 

“Principalmente ao ampliar a participação das mulheres em decisões de gastos, consumo e outros aspectos da vida doméstica”, sustenta.

Negras

Ao ressaltar que 70,8% dos lares de beneficiários do Bolsa Família que alcançaram a segurança cevar eram chefiados por mulher, o levantamento assinala que 61,4% (581 milénio) tinham porquê responsável mulher preta ou parda.

 


Rio de Janeiro (RJ), 20/03/2026 – A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco durante seminário que debate a saída do Brasil do Mapa da Fome, na Fundação Getúlio Vargas (FGV), na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 20/03/2026 – A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco durante seminário que debate a saída do Brasil do Mapa da Fome, na Fundação Getúlio Vargas (FGV), na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A ministra da Paridade Racial, Anielle Franco, destacou o indumento de a renda chegar diretamente às mulheres em condições de vulnerabilidade cevar.. Foto-arquivo: Tomaz Silva/Dependência Brasil – Tomaz Silva/Dependência Brasil

A ministra da Paridade Racial, Anielle Franco, acompanhou a divulgação do resultado do estudo.

Ela enalteceu o indumento de a renda chegar diretamente às mãos de mulheres em condições de vulnerabilidade, além de relacionar o combate da míngua à desigualdade racial.

“Não tem porquê pensar em combate à míngua sem pensar em raça”, disse ela, associando a segurança cevar ao desenvolvimento educacional.

“Ninguém estuda de bojo vazia”, declarou a ministra.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Penúria, Wellington Dias, chamou de “estratégica” a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de priorizar mulheres porquê recebedoras.

“Foi dele a teoria de que tinha que colocar o cartão nas mãos das mulheres”, lembrou.

“A pesquisa mostra o efeito incrível que isso tem, tanto em relação à saúde, à instrução, às condicionalidades e mesmo em relação à renda. Além de tirar da míngua, que é, na verdade, um primeiro passo, a gente trabalha a superação da pobreza”, comentou em conversa com jornalistas.

Planta da Penúria

O evento na FGV reuniu especialistas e autoridades que atuam no combate à míngua. Um dos pontos abordados foi a saída do Brasil do chamado Planta da Penúria.

Em 2025, o Brasil deixou, pela segunda vez, o Planta da Penúria – um indicador da Organização das Nações Unidas para a Sustento e a Lavradio (FAO) que identifica países em que mais de 2,5% da população sofrem de subnutrição grave (instabilidade cevar crônica).

O Brasil já tinha obtido esse patamar em 2014, mas retornou ao Planta da Penúria em 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro (2019-2022), com 33 milhões de pessoas em instabilidade cevar grave.

No biênio 2023-2024, 26,5 milhões de pessoas deixaram a míngua no país, segundo o MDS.

O estudo da FGV projeta que, caso não houvesse o programa Bolsa Família, a segurança cevar no país cairia de 53 para 50,2% entre os beneficiários. Já a forma mais grave da míngua subiria de 7,1% para 8,1%.

“Os resultados reforçam a valor de políticas públicas de transferência de renda para a redução da instabilidade cevar no Brasil, principalmente quando voltadas aos domicílios em maior vulnerabilidade social”, conclui a pesquisa da FGV.

Fonte EBC

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