Pessoas dançam forró em Berlim.
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Com raízes nos séculos 19 e 20 na região Nordeste do Brasil, o forró é hoje um ritmo internacionalizado. Presente em iniciativas por todo o mundo, uma vez que registrado pela Federação Europeia de Forró, o gênero agrada a diferentes públicos e apresenta uma outra faceta da cultura brasileira no exterior.
“Todo mundo quando pensa em Brasil, pensa em bossa novidade, futebol, carnaval. O forró hoje em dia na Alemanha tem muita força, mas ele fica uma vez que secundário quando é para transpor de dentro de um nicho”, afirma Ayo Barbosa, idealizador do Miudinho Forró Berlim.
Na Europa, a cena do forró começou a se desenvolver no início dos anos 2000. O gênero foi principalmente muito recebido na Alemanha, onde se concentram quase metade dos festivais de forró do continente europeu, que eram aproximadamente 65 em 2024, uma vez que indigitado por uma pesquisa do Miudinho Forró.
Também foi na Alemanha que foi realizado um dos primeiros eventos do tipo fora do Brasil. Batizado de Forró de Domingo, o festival teve sua primeira edição em 2008 na cidade de Stuttgart.
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A tradição continua
Desde portanto, surgiram vários outros festivais de forró, uma vez que o Miudinho Festival, em 2016. O evento acontece anualmente na cidade de Berlim e reúne muro de milénio participantes, dos quais exclusivamente 15% a 20% são brasileiros.
De combinação com Ayo, que é um dos organizadores do evento, o maior interesse entre não brasileiros vem de públicos da própria Alemanha e de países uma vez que França, Inglaterra, Espanha, Portugal e Polônia.
Durante o festival, os participantes têm a oportunidade de aprender a dançar ou se sublimar no forró em workshops com professores brasileiros e de outras nacionalidades. Outrossim, eles são apresentados a outros elementos da cultura brasileira, uma vez que a comida, e podem usufruir de apresentações musicais do gênero e festas para colocar em prática os aprendizados.
Aulas de forró
Além de promover o Miudinho Festival, Ayo também dá aulas de forró na capital alemã. Ele explica que o gênero, diferentemente de outras danças, é um “lugar de inclusão” e que essa pode ser uma das razões por que o forró atrai interesse fora do Brasil.
“O forró é uma porta ocasião, é a mansão da sua avó. Sempre cabe mais um”, brinca.
Os alunos de Ayo também compartilham deste pensamento. Klara Domröse, uma alemã que conheceu o forró há dois anos, diz que geralmente tem dificuldade com passos de dança e coreografias, o que não acontece com o forró. Ela afirma que o ritmo é ligeiro de ser dançado, uma vez que se fosse uma folgança.
“A dança é simplesmente muito divertida, e talvez não seja tão difícil nem um pouco forçado de aprender. Também existe uma liberdade. Eu sinto que há muita improvisação provável. Talvez seja isso também que faça com que as pessoas não tenham tanto terror”, compartilha.
O também teuto e colega de forró de Klara, Johannes Sacher, ressalta, assim uma vez que ela, a leveza da experiência. “É uma sensação formosa ter um pouquinho do Brasil em Berlim, um pouco de sol cá, e é uma atmosfera aprazível”, comenta.
Johannes tem amigos no Brasil e quer dançar forró no país nas próximas férias. Para ele, o ritmo é, ao mesmo tempo, fácil e difícil de aprender.
Forró na Alemanha
Assim uma vez que Klara e Johannes, muitos outros moradores da Alemanha têm recorrido ao forró uma vez que forma de lazer. De combinação com a Federação Europeia de Forró, iniciativas envolvendo artistas, professores, organizadores e comunidades de forró estão presentes em mais de 50 cidades alemãs.
Para Ayo, que ensina forró há 12 anos, dar aulas na Alemanha para pessoas de outras nacionalidades é muito dissemelhante e, também, reptante. “Eles são muito focados, eles querem aprender de verdade”, conta.
Segundo o professor, enquanto o brasílio frequentemente pensa que já sabe dançar, o estrangeiro procura comprar justamente esse “molejo brasílio”, o que torna a experiência desafiadora também para quem está aprendendo.
O interesse, inclusive, não vem só dos alemães. Outros estrangeiros vivendo no país também buscam o forró uma vez que forma de aproximação com a cultura brasileira e atividade de parelha. Esse é o caso da brasileira Carol Pfeffer Câmara e do seu marido Pavel Borovskikh, que é russo.
Eles começaram a dançar o ritmo na mesma estação e lugar que a Klara, em um bar que promove eventos de forró em Berlim há mais ou menos dois anos.
Faz exclusivamente dois meses, porém, que o parelha decidiu iniciar aulas de forró e saber melhor os passos, para poder provar as habilidades adquiridas na próxima vez que forem visitar a família de Carol em João Pessoa.
Mesmo que esse dia ainda não tenha chegado, Carol afirma que só o indumento de dançar forró já faz com que ela se sinta em mansão.
“O forró tem um pouco de próprio, né? É um pouco de dissemelhante, e está na voga também, e por qualquer motivo, né? Porque contagia”, explica.
Forró uma vez que patrimônio
O indumento de ser contagiante, uma vez que defende Carol, e de simbolizar um sentimento de Brasil, uma vez que explicado por Johannes, provavelmente é um dos motivos que levou o Forró Tradicional a ser candidato ao título de Patrimônio Intocável da Humanidade.
A solicitação foi feita pelas autoridades brasileiras no final de março deste ano e aguarda aprovação da Organização das Nações Unidas para a Ensino, a Ciência e a Cultura (Unesco).
No Brasil, o forró já é considerado Patrimônio Cultural Intocável pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Pátrio (Iphan) desde 2021.
DNA multicultural
Ainda que a presença do forró em países geograficamente distantes do Brasil possa gerar surpresa em um primeiro momento, a história e as raízes do gênero mostram que ele surgiu, justamente, de uma mistura de culturas de diferentes partes do mundo.
Portanto, é provável proferir que, assim uma vez que os brasileiros, o forró também tem uma “genética miscigenada”. O estilo começou a se formar em bailes populares no sertão nordestino no século 19, juntando influências africanas, indígenas e europeias tanto na música quanto na dança.
O dançar em duplas em forma de “amplexo”, por exemplo, vem de danças de salão europeias. Já o movimento dos pés acredita-se ter origem indígena, e o mexer dos quadris, africana.
O nome também tem influências variadas. Acredita-se que forró venha de “forrobodó”. Essa termo seria uma versão do termo galego-português “forbodó”, que se originou a partir da termo francesa “faux-bourdon”, que significa “desentoação”, “dissonância”.
É provável que o nome “forrobodó”, que em português passou a valer “arrasta-pé”, “festança”, “dança rendeiro”, faça referência aos bailes populares dos séculos 19 e 20, onde as pessoas arrastavam os pés para dançar e não levantar poeira do pavimento de terreno batida.
Outrossim, os instrumentos típicos do forró também vieram de diversos lugares. A zabumba é de origem Bantu, grupo etnolinguístico localizado principalmente na África subsariana. Já o triângulo foi trazido da Europa, assim uma vez que a sanfona ou sanfona.
Fonte G1





