Financial Times
Grandes fundos de pensão globais, que administram bilhões de dólares, reduziram sua exposição a ações dos Estados Unidos diante do aumento das preocupações com as altas avaliações das empresas e a potente concentração de papéis ligados à IA (lucidez sintético) no mercado.
Grandes fundos, porquê o ART (Australian Retirement Trust), que administra murado de US$ 260 bilhões (R$ 1,34 trilhão), o canadense La Caisse, de US$ 388 bilhões (R$ 1,93 trilhão), e o britânico People’s Pension, de 45 bilhões de euros (R$ 263,25 bilhões), estão inferior da exposição dos índices globais de referência, segundo levantamento do Financial Times.
Entrada da Bolsa de Valores de Nova York, em Wall Street
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Kylie Cooper/Reuters
Um pequeno grupo de grandes empresas de tecnologia e ações ligadas à IA, incluindo Nvidia, Alphabet e Microsoft, impulsionou a subida do índice S&P 500 nos últimos anos, levando a concentração do mercado americano ao maior nível já registrado.
Jimmy Louca, gestor sênior de portfólio do ART, segundo maior fundo de aposentadoria da Austrália, afirmou que o fundo reduziu neste ano sua posição em ações americanas em relação ao índice de referência MSCI World.
Louca disse que, embora não espere um colapso nos moldes da bolha das empresas de tecnologia, as avaliações do “setor de IA e das ações americanas estão um pouco esticadas”, o que “nos levou a permanecer inferior do peso em ações dos EUA em relação à nossa alocação estratégica de ativos”.
“Quando olhamos para o ponto do ciclo em que estamos, avaliamos que os fundamentos das empresas americanas estão mais do que totalmente precificados”, acrescentou. “O mercado avançou mais do que os fundamentos justificariam. Portanto, é preciso variar.”
A consultoria Marsh publicou no mês pretérito um relatório que mostrou que mais instituições globais planejavam reduzir sua exposição a ações americanas do que aumentar suas posições.
Entre as 430 entidades consultadas, que somavam mais de US$ 5 trilhões (R$ 25,68 trilhões) em ativos sob gestão, um terço planejava reduzir a exposição a ações dos EUA nos 12 meses seguintes —o duplo do nível registrado no ano pretérito.
“A concentração de um pequeno grupo de empresas de tecnologia nos principais índices americanos fez com que a exposição geográfica se tornasse sinônimo de concentração setorial e de fatores”, afirmou o relatório da Marsh.
Mais de um terço do S&P 500 é constituído por empresas de grande capitalização expostas ao ciclo de investimentos em IA, o que aumenta o risco de concentração, segundo especialistas.
Vincent Delisle, do La Caisse, um dos maiores fundos de pensão do Canadá, afirmou que, embora a exposição aos EUA ainda seja a maior do fundo, “estamos diversificando para além das empresas de tecnologia de megacapitalização. As avaliações podem ser uma insídia agora; a sustentabilidade do desenvolvimento dos lucros deveria ser o foco. É fora da tecnologia que encontramos as melhores oportunidades de risco e retorno”.
Ele acrescentou que o risco relacionado à IA agora é “o fator só mais importante para estabelecer porquê queremos nos posicionar nos mercados de ações” e que, embora a diversificação tenha sido “penalizada” pela concentração das ações de tecnologia nos mercados acionários e pelo desempenho superior desses papéis, “acreditamos que diversificação e paciência ainda são justificadas”.
Fundos de pensão britânicos também vêm reduzindo sua exposição a ações americanas. Os EUA agora representam 49% da exposição a ações globais do principal fundo do People’s Pension, segundo documentos públicos, perante 53% no término do ano pretérito e muito inferior dos 64% do índice MSCI ACWI.
“Oferecido o tamanho atual do mercado americano nas carteiras globais e o progressão do investimento passivo por meio de índices, [o risco de concentração] merece, de indumento, ser discutido”, afirmou Dan Mikulskis, diretor de investimentos. “Os índices não são tão diversificados quanto eram no pretérito.”
Outros fundos, porquê o dinamarquês ATP, que administra mais de US$ 100 bilhões (R$ 498,6 bilhões) , também acompanham de perto as avaliações e os riscos de concentração.
“As avaliações atuais pressupõem expectativas de desenvolvimento muito potente dos lucros nos próximos anos”, afirmou o diretor de investimentos do ATP, Mikkel Svenstrup. “Embora isso não signifique que essas expectativas não serão atingidas, isso deixa as ações um pouco mais vulneráveis a decepções do que em condições de mercado mais típicas.”





