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G1 completa 20 anos; saiba como tudo começou
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g1 completa 20 anos; saiba como tudo começou

g1 completa 20 anos; saiba porquê tudo começou
O g1 completa 20 anos, nesta sexta-feira (18), porquê a consolidação de um projecto que teve início há mais de duas décadas. Lançado em 18 de setembro de 2006, hoje é o maior site de notícias do país, mas representou uma aposta arriscada em seu lançamento.
Com uma política de facilidade e precisão em resposta à velocidade da internet, e equipe jovem formada por jornalistas contratados de alguns dos principais veículos tradicionais de notícias, o g1 virou, em poucos anos, sinônimo de notícia. Só que, em meados dos anos 2000, o investimento não parecia tão certeiro.
Se o IBGE aponta que 186 milhões de brasileiros acessaram a internet em 2025, esse número se limitava a 32,2 milhões em 2006, de combinação com a IBOPE/NetRatings.
Na idade, o noção de conexão de margem larga ainda era restringido no Brasil e o primeiro iPhone, que popularizou os smartphones pelo mundo, nem tinha sido lançado — mas, no final de 2004, a direção da Mundo identificou que era hora de apostar na geração de um novo site de jornalismo.
A maior presença da empresa na internet era a Mundo.com, portal que conectava o usuário à rede e que oferecia uma série de outros serviços, porquê e-mail, salas de bate-papo e e-commerce.
Faltavam, no entanto, veículos nativos da internet que representassem aquela que a Mundo via porquê sua maior vocação: a produção de teor.
Redação do g1, em São Paulo, em 2026
Rafael Peixoto/g1
Foram criados projetos para as três pernas que formavam o tripé desse talento para descrever histórias. Jornalismo, Esporte e Entretenimento — cada um recebeu o protótipo de um resultado pensado desde sua concepção para o consumidor de internet. Para eles, foram dados, a princípio, títulos temporários.
“Isso é interessante. A gente não tinha nome ainda definido. O nome do projeto era G1. Por isso que depois acabou sendo o próprio nome do resultado, o g1, mas era o nome do projeto”, diz o logo diretor universal da Mundo.com, Juarez Queiroz.
“‘G1’ era o projeto de Jornalismo, ‘G2’, que hoje é o GloboEsporte.com (ge.com), era o projeto de Esporte, e o ‘G3’ era o Entretenimento.”
Houve, evidente, uma discussão para definir porquê batizar o novo site. Uma das sugestões era Mundo Notícia, porquê conta o membro do Recomendação da Mundo Carlos Henrique Schroder, que era diretor da Medial Mundo de Jornalismo na idade.
O nome g1 (ou G1, em maiúscula, porquê foi usado até 2021) foi o eleito por ser “identificado porquê uma coisa mais moderna, um nome mais moderno, uma marca mais moderna”.
“Lembro de ter havido uma reunião no Recomendação de Governo. Eu participei da votação, teve lá a discussão, fomos apresentar os vários nomes e tal, e o g1 foi o nome escolhido para ser logo usado em definitivo por esse envolvente novo do dedo da Mundo”, afirma Schroder.
Por que o g1 tem esse nome? Entenda a origem
Por que o g1 labareda g1? g1 responde.
Estrutura e estabilidade
Para fazer esse projeto transpor do papel, a estratégia foi reunir talentos que entendessem de internet – liderados por um veterano da lar, o logo editor-chefe e repórter do “Fantástico”, Álvaro Pereira Jr. – que conseguiu levar o projeto ao ar em menos de um ano.
Ele decidiu montar a redação principal do g1 em São Paulo e em um prédio separado da TV. “Se tem uma coisa ali do meu papel que eu acho que tenha sido importante no porvir do g1, foi o traje de eu ter percebido que tinha que fazer em São Paulo”, conta Álvaro.
“Nós optamos por ter um resultado totalmente novo, uma equipe totalmente novidade, para que eles construíssem a cultura da internet, né? Porque a notícia em tempo real da internet é dissemelhante mesmo do tempo real da TV”, afirma Juarez.
“Por isso que a gente fez um imagem totalmente separado, uma estrutura totalmente separada, com uma cultura que fosse a cultura da internet. Essa é a razão da gente ter feito tudo separado do Grupo, inclusive fisicamente, num prédio à secção.”
Redação do g1, logo G1, na Parque Santos antes da mudança em 2014, em S
Camila Promanação/g1
Porquê primeiro diretor do g1, Álvaro convocou Márcia Menezes, editora-chefe do Jornal das Dez, da GloboNews, e Renato Franzini, jornalista com experiência em internet e passagens pela “Folha de S. Paulo” e UOL, para atuarem porquê editora-chefe e editor-executivo.
Juntos, esse núcleo decisório foi detrás de uma equipe enquanto o escritório, localizado na região da Avenida Paulista, não estava nem pronto ainda. Entrevistas de contratação eram feitas entre obras e cheiro de cola.
“Logo, a gente trouxe gente da ‘Folha’, do ‘Estadão’, da ‘Veja’, da ‘Vejinha’, de agências de notícias, gente que veio do Rio, sabe? Eu achei isso muito legítimo: ter uma cultura muito diversa da cultura preponderante da TV Mundo”, diz Álvaro.
Qual o maior duelo de lançar um veículo de notícias nativo da internet em 2006?
Com uma estrutura mais parecida com a de jornais impressos, o g1 ficou dividido entre editorias – Mundo, Economia, Pop & Arte e outras – unidas pela home, a página inicial do site, que buscava oferecer para o leitor as notícias mais relevantes no Brasil e no resto do planeta. Mas com estabilidade.
“Se eu tivesse uma baita de uma manchete, um furaço de política ou de economia, eu podia ter cá, do lado, uma foto de vinte anos do ‘Nevermind’, do Nirvana, entendeu?”, afirma o jornalista.
“Eu achava isso: não podia ser revista demais, senão ia esfriar, e eu também achava que não podia ser hard news demais.”
g1 20 anos: Qual a inspiração para a estrutura do g1 no lançamento?
Lançamento de queimação
Pouco antes do lançamento, o site já funcionava de maneira fechada. Furos dados nem chegaram ao público, enquanto a equipe afinava o entrosamento e o funcionamento do sistema.
A estreia, inicialmente marcada para agosto de 2006, foi adiada por algumas semanas para conciliar a solução do site para monitores com largura de 1024 pixels – que pesquisas indicavam que se popularizariam em breve.
“A gente sempre tinha uma preocupação enorme de não errar. De ser ousado, de ser moderno, de ser manipresto, de falar com todos os brasileiros, mas não queríamos errar, porque a nossa credibilidade a gente constrói levando dias, semanas, meses, e para perder, ó, é rápido”, diz Márcia.
Redação do g1 Rio, no Rio de Janeiro, fica localizada junto da equipe do ‘Jornal Pátrio’
Raoni Silva/g1
Mas o esforço de todos por correção nem sempre era o bastante. Em um site que ainda se entrosava, erros podiam vir de onde menos se esperava.
“Eu lembro até hoje, para você ter teoria, são vinte anos, era uma notícia sobre ‘O Firmamento de Suely’, um filme que ganhou um prêmio. A gente publicou ‘O Firmamento de Suely’. Quando a gente viu no ar, identificou que o publicador tinha um erro: que ele não reconhecia as letras que tinham acento. E aí você pode pensar porquê ficou esse título. Eu queria morrer”, brinca a logo editora-chefe.
O timing do lançamento, em 18 de setembro de 2006, foi ousado, mas fortuito. Não só faltavam duas semanas para as eleições presidenciais daquele ano, mas também aconteceu pouco antes da queda de um avião da Gol na Amazônia, na qual 154 pessoas morreram, depois a colisão com um jato Legacy, em 29 de setembro – uma das coberturas intensas que marcariam a história do site.
g1 20 anos: Porquê o g1 ‘quebrou’ o Plantão da Mundo?
Quebra do Plantão e liderança
No ar, a facilidade de um site pensado para a internet exigiu aprendizagem da empresa, que entendeu que precisava conciliar sua própria estrutura para a novidade verdade.
“Quando chega o g1, é tudo para agora. Aconteceu, tem que estar no ar, você tem que publicar. Tanto que nós quebramos conceitos. O que havia anteriormente, por exemplo, plantão de um telejornal, o g1 quebra isso”, conta Schroder.
“Acho que essa correção ao longo do tempo provou o sucesso rapidamente do g1 e foi se comprovando através do desenvolvimento de audiência permanentemente. Eu explico até através de grandes eventos: você tem lá uma cobertura de eleições, um evento potente no país, o g1 crescia rapidamente.”
Em tapume de um ano e meio, o novo site era líder de audiência.
“A gente brinca que a primeira vez que a gente leu na internet alguém falando ‘só acredito porque eu vi no g1’, a gente falou: ‘Ufa! Conseguimos’, né?”, afirma Márcia, que foi editora-chefe até 2012 e diretora do g1 até 2020. Ela assumiu o comando do site depois o retorno de Álvaro para a TV, porquê havia sido combinado no momento em que aceitou a missão.
g1 20 anos: Porquê foi a expansão do g1 para todos os estados do Brasil?

Lara Bernardino/g1
Projeto afiliadas
Com redações do g1 inauguradas inicialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, em alguns anos a Mundo viu que podia expandir o projeto pelo país em parceria com suas afiliadas.
A teoria era que cada afiliada da empresa passasse a ter uma pequena redação dedicada ao jornalismo online. Esses fariam secção da estrutura do jornalismo lugar, publicando notícias diretamente no g1, seguindo os padrões e critérios editoriais determinados pelo portal.
“O Brasil é muito grande, com particularidades, e a gente queria estar mais perto das pessoas, né?”, diz Márcia.
“A gente queria levar um pouco do nosso modo de fazer esse portal de jornalismo, da nossa tecnologia, dos nossos princípios. A gente achou que ia ser uma oportunidade de invocar todo mundo para fazer uma grande rede de informação, respeitando os regionalismos, respeitando as características de cada lugar.”
Redação do g1 PR, em Curitiba
g1
Em 13 de setembro de 2010, foi lançado o g1 MG, projeto-piloto dessa expansão, que substituiu o Globominas.com, vetusto site da Mundo em Minas. A primeira afiliada a entrar no projeto foi o g1 PR, em 7 de fevereiro de 2011.
Era o início de um projecto que resultaria na geração de mais de 50 páginas locais ao volta do Brasil.
“Foi um trabalho de entender um pouco o que era importante localmente para as regionais, o que era importante nacionalmente, qual o estabilidade na distribuição de quem faz o quê, mas a cooperação sempre foi muito grande. Logo foi aprendizagem dos dois lados, sabe?”, conta ela.
Afiliada do g1 PI, em Teresina
Reprodução
Um tanto que não muda
O g1 mudou muito nesses 20 anos. De lá para cá, foi inaugurada em 2014 uma redação própria para o g1 dentro da sede da Mundo em São Paulo, no bairro do Brooklin.
O g1 também estreou na TV em 2015, com o lançamento do g1 em 1 minuto. Os boletins de notícias produzidos pela própria equipe, apresentados ao longo do dia na programação da TV, ajudaram a fortalecer ainda mais a marca.
Mais recentemente, expandiu sua presença nas redes sociais e intensificou a produção de vídeos.
Redação do g1 GO, em Goiânia
g1
“O g1 nasceu para fazer jornalismo na internet e, duas décadas depois, continua se reinventando para seguir as mudanças na forma porquê os brasileiros se informam. O que não muda é nosso compromisso de entregar teor relevante, com facilidade, contexto e credibilidade, todos os dias”, diz Renato Franzini, o diretor do g1 desde 2020.
“E porquê isso é feito? Temos equipes de jornalistas em todos os estados do Brasil. São repórteres e editores dedicados ao g1 e integrados ao jornalismo da Mundo. São profissionais atentos às informações que importam, que são apuradas com rigor e entregues para o público em diversos formatos, seja na TV, no celular, nas redes sociais ou em novas plataformas.”
Redação do g1 PB, em João Pessoa
Reprodução
Vídeos: g1 20 anos
20 ANOS DO G1: Leia mais
VÍDEO: As primeiras grandes coberturas do g1
VÍDEO: As tragédias e crises no Brasil que marcaram a história do g1
VÍDEO: As mudanças no Vaticano que marcaram os 20 anos do g1
VÍDEO: As grandes reviravoltas políticas do país neste período
VÍDEO: Férias na Lua, robôs e IA substituindo o celular podem fazer secção da sua vida até 2046
VÍDEO: Por que alguns posts do g1 no vetusto Twitter ficaram incompletos?

Fonte G1

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