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Garrincha driblava, se divertia e fazia estádio rir 11/07/2026
Esporte

Garrincha driblava, se divertia e fazia estádio rir – 11/07/2026 – Esporte

Manuel Francisco dos Santos, o ponta-direita brasiliano sabido porquê Garrincha, nasceu com um corpo que parecia inadequado para o futebol.

Sua perna esquerda era arqueada para fora; a direita, mais de dois centímetros mais longa, curvava-se para dentro. Segundo diferentes relatos, ele nasceu com uma exigência congênita na poste ou contraiu poliomielite quando petiz.

Sua mana mais velha achava que ele se parecia com um passarinho, logo o apelidou de Garrincha, o nome de um pequeno pássaro.

Parecia pouco provável que ele cresceria para jogar futebol, muito menos para levar o Brasil aos seus dois primeiros títulos de Despensa do Mundo —em 1958 e 1962— porquê atacante pela ponta direita. Em 1962, no Chile, ele foi um dos artilheiros e eleito o melhor jogador da Despensa do Mundo.

Garrincha jogava com uma magia tão encantadora que alguns especialistas, ainda hoje, o consideram insuperável no drible.

Ele tinha estabilidade primoroso, uma explosão de velocidade afiada, o siso de finta de um pugilista e uma mudança de direção rápida e imprevisível. Colocava o pé sobre a globo e desafiava o patrono a tentar tomá-la. Driblava um marcador, depois deixava que ele o alcançasse antes de chutar zombeteiramente para o gol.

Quando Garrincha jogava, “o campo virava um picadeiro, a globo uma fera domada, o jogo um invitação à sarau”, escreveu Eduardo Galeano, noticiarista uruguaio às vezes chamado de poeta laureado do futebol, sobre Garrincha em “Futebol ao Sol e à Sombra” (1995).

“Porquê uma petiz defendendo seu bichinho de estimação, Garrincha não largava a globo, e a globo e ele faziam diabruras que matavam a plateia de rir.”

“Em toda a história do futebol”, acrescentou Galeano, “ninguém fez mais gente feliz.”

A seleção brasileira não perdeu nenhuma partida em que Garrincha jogou até seu 50º e último jogo solene, durante a Despensa do Mundo de 1966 (roteiro para a Hungria por 3 a 1). Naquela fundura, ele não conseguia mais superar os danos em seu joelho recta, e sua vida pessoal havia se complicado com doesto de álcool, dificuldades financeiras e problemas com mulheres. Ele ficou deprimido e, mais de uma vez, tentou tirar a própria vida.

Garrincha morreu em 20 de janeiro de 1983, aos 49 anos. A culpa foi cirrose hepática, gastrite, demência e psicose alcoólica aguda, escreveu Ruy Castro em uma biografia sem rodeios, “Estrela Solitária: Um Brasiliano Chamado Garrincha”, publicada originalmente em português em 1995.

Em campo, ele dividiu o gramado com Pelé, sete anos mais novo, e os dois nunca perderam uma partida que jogaram juntos. Mas enquanto Pelé se tornou uma nume do futebol, visto porquê um varão do mundo, Garrincha permaneceu essencialmente um garoto imperfeito e identificável do bairro, querido pelo público brasiliano por sua abordagem feliz ao esporte.

“Enquanto os brasileiros colocam Pelé em um pedestal, eles não o amam da mesma forma que amam Garrincha”, escreveu Alex Bellos em “Futebol: O Brasil em Campo” (2002).

“Pelé não reflete os desejos nacionais”, acrescentou Bellos. “Pelé, supra de tudo, simboliza vencer. Garrincha simboliza jogar pelo prazer de jogar. O Brasil não é um país de vencedores. É um país de um povo que gosta de se divertir.”

Manuel Francisco dos Santos nasceu em 28 de outubro de 1933, em uma família empobrecida na vila de Pau Grande, na cidade de Magé, murado de 65 quilômetros ao setentrião do Rio de Janeiro. Ele tinha prosápia indígena, e seus avós haviam sido escravizados.

Seu pai, Amaro Francisco dos Santos, trabalhava porquê guarda em uma fábrica têxtil lugar. Sua mãe, Maria Carolina dos Santos, criava cabras, porcos e galinhas.

Depois de chegar à terceira série, Garrincha abandonou a escola e mostrou pouco interesse em qualquer coisa além de caçar, pescar e jogar futebol. Sua primeira globo foi feita de jornais enfiados nas meias de uma tia. Ele aprendeu a jogar descalço, desenvolvendo seu drible astuto em um campo de barro irregular onde um passo em falso podia valer perder a globo em um barranco.

Ele jogou por um time de fábrica em Pau Grande, depois em uma liga regional, entrando para um clube profissional chamado Serrano, onde ganhava murado de US$ 1 por jogo em 1951, alguma coisa em torno de US$ 13 (R$ 66,43) hoje. Em 1953, quando tinha quase 20 anos, teve sua grande chance profissional no Botafogo.

Garrincha é frequentemente creditado por inspirar os primeiros gritos de “Olé” no futebol, durante uma partida pelo clube na Cidade do México em fevereiro de 1958. Enquanto ele atormentava um patrono colocando a globo entre as pernas do coitado e driblando ao volta dele, a poviléu extasiada aplaudia porquê se estivesse assistindo a uma tourada.

Ele se juntou à seleção brasileira em 1955. Durante a Despensa do Mundo em junho de 1958, o Brasil manteve Garrincha no banco nas duas primeiras partidas. Ele começou a terceira porquê titular, com Pelé, logo com 17 anos, contra a União Soviética. Em uma brecha frenética, o drible audacioso de Garrincha deixou três jogadores soviéticos no solo, e o estádio se encheu de risos.

Ele acertou um chuto na trave, depois passou para Pelé em um chuto que desviou no travessão. No terceiro minuto, o atacante Vavá marcou, dando ao Brasil uma vantagem de 1 a 0 em uma vitória por 2 a 0. Gabriel Hanot, um jornalista francesismo, chamou de “os três maiores minutos da história do futebol”.

Na vitória por 5 a 2 sobre a Suécia na final, Garrincha deu assistência para dois gols com cruzamentos da ponta direita. Quatro anos depois, depois Pelé tolerar uma lesão na virilha na segunda partida do Brasil na Despensa do Mundo de 1962 e perder o restante do torneio, Garrincha ajudou a ocupar o título com atuações individuais notáveis.

Ele marcou com as pernas e com a cabeça —vasqueiro na quadra— fazendo dois gols nas quartas de final e dois nas semifinais, depois jogou com febre na final, uma vitória por 3 a 1 sobre a Tchecoslováquia.

Um jornal chileno, El Mercurio, perguntou em uma manchete: “Garrincha, de Que Planeta Você Veio?”

Mas na Despensa do Mundo de 1966, da qual o Brasil saiu de forma melancólica, sua vida havia tomado um rumo trágico. Sua carraspana era alarmante. Ele deixou sua primeira esposa, Nair Marques, e suas oito filhas para se matrimoniar com a renomada cantora de samba Elza Soares, em uma união tumultuada que se tornou um escândalo pátrio.

Em 1969, supostamente dirigindo bêbado e sem faróis no escuro, Garrincha sofreu um acidente que matou sua sogra, que estava no banco do passageiro. Elza deixou Garrincha em 1977 depois que ele a socou e chutou. Eles se divorciaram posteriormente.

Apesar do caos trágico de seus últimos anos, sua morte em 1983 desencadeou uma vaga de luto pátrio. Fãs, amigos e ex-companheiros de time passaram diante de seu caixão acessível durante o velório no famoso Estádio do Maracanã, no Rio. Depois se enfileiraram nas estradas e passarelas de pedestres enquanto levavam o caixão no topo de um caminhão de bombeiros até um cemitério sobre 65 km de intervalo, perto de Pau Grande.

A matrícula em sua lápide invocava uma das frases pelas quais ele era sabido: “Cá descansa em silêncio aquele que foi a Alegria do Povo”.

Folha

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