Passada a frustração pela eliminação precoce da Seleção Brasileira na Despensa do Mundo de 2026, os olhos já começam a se voltar para o horizonte.
O técnico Carlo Ancelotti, confirmado no comando da Seleção até o Mundial de 2030, afirmou, logo depois a guião para a Noruega, que a queda não representa o termo do trabalho, mas “o início de um novo ciclo”.
Segundo o italiano, o próximo passo será buscar novas ideias e julgar os jogadores que poderão fazer secção da equipe nos próximos anos.
“Agora começamos a pensar no que pode ser o horizonte dessa seleção que já tem um grupo bastante sólido de jovens e veteranos que podem continuar, além de novos jogadores que podem entrar”, disse durante coletiva de prensa.
A pergunta é: quais jogadores poderão vestir a amarelinha em 2030 —e, quem sabe, ajudar o Brasil a invadir o tão sonhado hexa?
Entre os nomes naturais para liderar a Seleção rumo a 2030 estão três jogadores que ficaram fora da Despensa de 2026 por lesão: Rodrygo, Estêvão e Éder Militão.
Machucados às vésperas do torneio, eles despontam uma vez que peças importantes para o novo ciclo, ao lado de Vinicius Júnior, principal referência técnica da equipe.
Vini Jr., Rodrygo e Éder Militão são alguns dos atletas brasileiros que Ancelotti melhor conhece. Tendo ele uma vez que técnico do Real Madrid, o trio conquistou títulos importantes e construiu uma relação de crédito com o treinador.
Prestes a completar 26 anos, Vini Jr. foi premiado pela Fifa uma vez que melhor jogador de 2024. Marcou os gols dos títulos europeus do clube espanhol em 2022 e 2024 e acumulou 5 gols e 3 assistências em duas Copas.
O meia-atacante Rodrygo, de 25 anos, e o zagueiro Militão, de 28, participaram do Mundial de 2022, no Pesquisar, sob o comando de Tite. Jogaram, respectivamente, 37 e 38 vezes pela seleção.
Já o ponta direita Estêvão, uma das principais apostas da percentagem técnica, lesionou-se em jogo do seu clube, o Chelsea, da Inglaterra, e ficou fora da Despensa de 2026.
Ele havia se tornado titular rapidamente e, com cinco gols, liderava a artilharia da seleção dirigida por Ancelotti.
Aos 19 anos, o atacante procura disputar seu primeiro Mundial, mas já aparece uma vez que uma das principais apostas para o horizonte da Seleção – embora ainda esteja longe de ser uma das principais vozes no vestiário devido à pouca idade.
A mudança de ciclo também representa a despedida de alguns dos principais nomes da Seleção nas últimas Copas.
Dão adeus à seleção líderes uma vez que o atacante Neymar, o volante Casemiro e o lateral recta Danilo, todos aos 34 anos. O capitão Marquinhos, de 32, bicampeão europeu com o Paris Saint-Germain, falou em tom de despedida depois o jogo que selou a eliminação diante da Noruega.
“Não sei qual vai ser meu horizonte, acho que quatro anos é muita coisa. Nós, os mais velhos, a gente sente porque não sabe nosso horizonte. Que o povo apoie esses meninos. Acho que vai ser um ciclo com mais firmeza, que eles vão conseguir trabalhar e preparar essa Despensa”, declarou.
Jejum desde 2002
As trocas de gerações costumam ser amenas depois os títulos. Derrotas em Copas do Mundo já custaram reformulações drásticas que tornaram turbulento o caminho até a edição seguinte.
Maior vencedor com cinco conquistas, atualmente o Brasil carrega o peso de não vencer o Mundial por 28 anos, um tanto inédito desde a primeira vitória, em 1958.
“Processo de renovação sempre existe”, contemporiza Ricardo Rocha, zagueiro da seleção que caiu nas oitavas de final da Despensa de 1990 e foi um dos líderes na campanha do quarto título mundial em 1994.
Ele cita Vinícius Júnior, Rodrygo e Militão uma vez que referências e prevê o retorno de “jogadores muito jovens” que não foram à Despensa, uma vez que João Pedro. O atacante do Chelsea foi uma das principais ausências sentidas na convocação para o Mundial.
“Muita qualidade. João Pedro, Rayan, Endrick, essa geração”, afirma.
Na opinião de Rocha, Ancelotti já conhece o elenco e fará boas escolhas. Não imagina uma “renovação universal”. Ele cogita muitas novidades em um amistoso ou outro, mas confia na manutenção de jogadores experientes.
Já Juca Kfouri, um dos principais nomes do jornalismo esportivo do Brasil, defende “uma renovação totalidade”. “É hora de Estêvão, Endrick. Para mim, veterano é Rodrygo, no sumo”, opina.
Entretanto, ele considera que o técnico italiano apresenta outro perfil. “Ele prefere ter alguns comandados mais cascudos. A prova disso foram as titularidades de Danilo, Casemiro, de jogadores que Ancelotti tinha uma vez que próximos a ele, jogadores mais testados, mais experientes”, diz.
Kfouri deseja uma Seleção brasileira com o estilo de jogo que a consagrou no pretérito. “Um time satisfeito”, afirma. “Mas não me parece que seja o perfil do Ancelotti, que é mais para o sorumbático do que para o satisfeito.”
Embora a transição no gol rotina ser mais lenta do que em outras posições, a Seleção também deve passar por uma renovação até a Despensa de 2030. Alisson e Ederson defenderam o Brasil nas últimas três edições do Mundial e chegam ao termo deste ciclo uma vez que dois dos jogadores mais experientes do elenco.
Titular nos Mundiais de 2018, 2022 e 2026, Alisson, do Liverpool, completa 34 anos em outubro. Suplente súbito nesses torneios, Ederson, do Fenerbahçe, faz 33 anos em agosto.
Ao mesmo tempo, Ancelotti já mostrou que observa alternativas mais jovens para a posição. Os goleiros Bento, 27, do saudita Al-Nassr, Hugo Souza, também de 27, do Corinthians, e John, 30, do inglês Nottingham Forest, chegaram a jogar pela seleção, mas acabaram sem a convocação para a Despensa de 2026.
Na avaliação de Ricardo Rocha, porém, a experiência ainda pode ser importante durante essa transição. O vencedor mundial de 1994 acredita que alguns veteranos, uma vez que Alisson, podem permanecer nas convocações para ajudar na formação da novidade geração.
Mas a preocupação maior de Rocha é a zaga. O ex-atleta de São Paulo, Vasco e Real Madrid considera que os atuais zagueiros ainda não demonstraram serem donos da posição na seleção.
“O único, talvez, seria Militão, que vem de uma lesão, já jogou Despensa e é experiente. Estará com 32 anos, muito muito ainda para uma outra Despensa”, declara.
Ele deve formar dupla com Gabriel Magalhães, 28, titular na Despensa e no vencedor inglês Arsenal.
Os zagueiros Bremer, 29, da italiana Juventus, e Léo Pereira, de 30, do Flamengo, foram reservas no Mundial. Ibañez, 27, do saudita Al-Ahli, jogou exclusivamente os primeiros 45 minutos da campanha, na lateral direita.
Outros nomes também aparecem uma vez que opções para o novo ciclo. Alexsandro, 26, do Lille, foi titular no início da era Ancelotti, mas perdeu espaço ao longo da temporada. Já Beraldo, 22, do Paris Saint-Germain, e Vitor Reis, 20, emprestado pelo Manchester City ao Girona, estão entre os jovens cotados para lucrar mais oportunidades e disputar espaço na resguardo brasileira até 2030.
Laterais
Se o ataque reúne diversas opções para o próximo ciclo, as laterais aparecem uma vez que uma das maiores dores de cabeça para Ancelotti. Ao longo da Despensa de 2026, o setor foi indicado uma vez que um dos principais pontos fracos da Seleção e, para 2030, deve passar por renovação.
Titular na Despensa aos 32 anos, Douglas Santos, do russo Zenit, carece de sucessor na lateral esquerda. Seu suplente, Alex Sandro, do Flamengo, tem 35. É improvável que qualquer dos dois permaneça para a Despensa de 2030.
Kaiki, 23, que se transfere do Cruzeiro para o italiano Uma vez que, chegou a ser testado na reta final da preparação e pode ser um nome para essa posição.
Também podem ter novas oportunidades Carlos Augusto, 27, da italiana Internazionale, Caio Henrique, 28, que trocou o Monaco pelo holandês Ajax, e Luciano Juba, 26, do Bahia.
Já na lateral direita, Wesley, 22, é nome perceptível. Desassociado da lista de convocados devido a uma lesão muscular, o jogador da Roma deve ser o possuidor da posição.
Vitinho, 26, foi treinado pelo fruto e facilitar de Ancelotti, Davide, no Botafogo, e pode ressurgir nas listas. Assim uma vez que Vanderson, 27, do Monaco, que não atendeu a convocações devido a lesões.
Meio-campo
Embora não tenha citado nomes, Ancelotti indicou, durante a coletiva depois a guião para a Noruega, que a renovação da Seleção deve passar principalmente pelo meio-campo.
“É bastante evidente que no meio-campo tem que surgir jogadores de nível, jovens. Temos jovens no futebol brasiliano que podem estar na Seleção no horizonte”, afirmou o treinador.
Com a saída de Casemiro, Bruno Guimarães, 28, do inglês Newcastle, herda a prevalência no meio-campo. Responsável de quatro passes para gol na Despensa, ele perdeu pênalti no início do jogo que custou a queda diante da Noruega. Foi suplente em 2022 e titular em 2026.
Danilo Santos, de 25 anos, do Botafogo, tem sido um dos jogadores mais usados neste ano e deve continuar no grupo. Paquetá, de 28, do Flamengo, foi titular até se machucar na Despensa e pode permanecer para essa transição.
Entre os jogadores que podem lucrar novas oportunidades está Andrey Santos, 22. Ex-capitão da seleção sub-20, o volante, que está se transferindo do Chelsea para o Manchester United, participou da equipe principal brasileira desde o início do ciclo pretérito, mas acabou preterido às vésperas da Despensa. O jogador agrada a Ancelotti e é visto uma vez que um provável nome para 2030.
Há chances de serem novamente chamados os volantes João Gomes, 25, e André, 24, ambos do Wolverhampton. Campeões da Despensa Libertadores de 2022 e 2023, respectivamente por Flamengo e Fluminense, os dois já tiveram passagens pela Seleção e seguem no radar para o próximo ciclo.
Ataque
Se a resguardo e as laterais despertam dúvidas, o ataque parece ser o setor em que Ancelotti terá mais opções para o próximo ciclo – e que deve ter menos renovação. Além de Vini Jr. e Rodrygo, a Seleção conta com uma geração de atacantes que já começou a lucrar espaço e deve disputar protagonismo até a Despensa de 2030.
Destaque no Barcelona, o meia-atacante Raphinha, 29, não confirmou nas duas últimas Copas as expectativas em torno dele. No entanto, por ser muito elogiado por Ancelotti antes do Mundial, pode ser um dos líderes no próximo Mundial.
Requisitado por secção da torcida e da prensa, Endrick, jogador do Real Madrid e que atualmente está emprestado para o Lyon, da França, desperdiçou uma chance crucial diante da Noruega, mas, às vésperas de seu vigésimo natalício, continua uma vez que uma das esperanças de craque para a seleção.
Outro jovem que ganhou espaço durante a Despensa foi Rayan, 19. O atacante do Bournemouth conquistou a titularidade ao longo do torneio e desponta uma vez que um dos nomes certos nas próximas convocações.
Matheus Cunha, de 27 anos, fortaleceu sua candidatura ao marcar três gols no Mundial e também aparece uma vez que um dos jogadores que podem guiar os novatos no novo quadriênio.
Na mesma situação está o ponta Martinelli, 25, do Arsenal, que marcou o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Japão. Seu desempenho em campo garantiu vaga na escalação contra a Noruega e possivelmente na convocação.
O ponta Luiz Henrique, 25, do Zenit, e o centroavante Igor Thiago, 25, do inglês Brentford, não aproveitaram as oportunidades uma vez que titulares, mas podem voltar à seleção.
Entre os jogadores que ficaram fora da Despensa, João Pedro surge uma vez que um dos principais candidatos a lucrar espaço no novo ciclo. O atacante de 24 anos, do Chelsea, era indicado por secção da torcida e da prensa uma vez que um nome que poderia ter sido convocado para o Mundial.
Depois a eliminação para a Noruega, o próprio Ancelotti reconheceu que lamentou não tê-lo incluído entre os 26 escolhidos e deixou ensejo a possibilidade de chamá-lo nas próximas convocações.
Também seguem no radar os pontas Savinho, 22 , do Manchester City, e Antony, 26, do Betis, além do centroavante Igor Jesus, do Nottingham Forest.
Entre os jogadores que atuam no futebol brasiliano, Kaio Jorge, 24 , do Cruzeiro, e Vitor Roque, 21, do Palmeiras, também aparecem uma vez que candidatos a lucrar oportunidades durante o novo ciclo. Outro nome que pode voltar a ser lembrado é Pedro, bombeiro do Flamengo e convocado para a Despensa do Mundo de 2022.
Próximos jogos
A próxima convocação para a Seleção brasileira será anunciada no início de setembro. Para os dias 25 e 29 de setembro, estão marcados dois amistosos na Austrália contra a seleção sítio, que foi eliminada pelo Egito em disputa de pênaltis na período de 32 seleções da Despensa do Mundo.
Outra partida pode ser agendada no período entre 21 de setembro e 6 de outubro, reservado pela Fifa para os selecionados nacionais. De 9 a 17 de novembro, devem ocorrer mais amistosos.
Para 2027, estão previstos quatro ocasiões para jogos da seleção: de 22 a 30 de março, de 7 a 15 de junho, de 20 de setembro a 5 de outubro e de 8 a 16 de novembro.
A Seleção brasileira deve voltar aos Estados Unidos em junho de 2028 para a disputa da Despensa América. Ainda não estão definidos o formato e o calendário das eliminatórias da Despensa do Mundo de 2030.





