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Geladeiras atacadas: Meu freezer pode ser atacado? 02/11/2026
Tecnologia

Geladeiras atacadas: Meu freezer pode ser atacado? – 02/11/2026 – Tec

Quatro redes de supermercados na Suécia e na Bélgica informaram nesta segunda-feira (2) que tiveram geladeiras e freezers atacados e que sofreram superaquecimento, o que destruiu milhões de vitualhas.

Em outubro, a varejista Ahold Delhaize, uma das atacadas nesta segunda, havia enviado um incidente anterior de cibersegurança à polícia holandesa, ocorrido simultaneamente a um ataque cibernético na França que fez com que geladeiras e freezers de centenas de lojas atingissem 50°C durante a noite, provocando incêndios e estragando vitualhas.

De geladeiras e sistemas de aquecimento a câmeras de segurança e redes de rebate, uma variedade cada vez maior de dispositivos que antes eram predominantemente mecânicos agora pode ser monitorada e controlada remotamente, criando novas oportunidades para criminosos cibernéticos.

HACKERS PODEM MESMO INVADIR MINHA GELADEIRA?

Em tese, sim. Se um dispositivo estiver conectado à internet, diretamente ou por meio de um aplicativo, serviço em nuvem ou rede doméstica, ele pode ser invadido.

Em 2015, pesquisadores demonstraram, em uma conferência sobre hacking em Las Vegas (EUA), porquê uma geladeira inteligente da Samsung poderia ser comprometida, permitindo a interceptação de secção do tráfico de internet que passava pelo aparelho.

Em muitos casos, os invasores estão mais interessados em roubar dados, interromper serviços ou usar dispositivos conectados porquê porta de ingresso para uma rede maior.

QUAIS DISPOSITIVOS DOMÉSTICOS PODEM SER INVADIDOS?

Os alvos mais comuns são dispositivos conectados à internet e controlados remotamente.

Entre eles estão câmeras de segurança, campainhas com vídeo, sistemas de rebate, fechaduras inteligentes, termostatos e sistemas de aquecimento médio. Eletrodomésticos inteligentes, porquê geladeiras, fornos e máquinas de lavar, também podem ser vulneráveis se estiverem conectados à internet. Até mesmo algumas escovas de dentes agora têm conexão com a internet.

Os roteadores, e não os eletrodomésticos, respondem por mais de três quartos de todos os ataques contra dispositivos conectados, segundo dados do setor de segurança.

O número desses dispositivos cresceu rapidamente à medida que fabricantes passaram a incorporar conexão à internet a produtos que antes eram inteiramente mecânicos.

O QUE UM HACKER PODERIA FAZER NA PRÁTICA?

Uma vez dentro de um dispositivo, um hacker geralmente pode fazer uma de duas coisas: coletar informações ou assumir o controle do aparelho.

Uma câmera pode mostrar o interno de uma residência, um dispositivo com microfone pode captar sons e um roteador comprometido pode expor tudo o que trafega pela rede.

Hackers que assumem o controle de um dispositivo podem ligá-lo ou desligá-lo, mudar configurações ou impedir que os usuários acessem suas contas. Um termostato comprometido pode afetar o aquecimento, enquanto um freezer ou uma geladeira invadidos podem ter seus controles de temperatura alterados.

Em casos mais graves, os invasores podem usar dispositivos com pouca proteção para acessar outros sistemas na mesma rede ou roubar informações pessoais vinculadas a contas online.

HACKERS PODERIAM ASSUMIR O CONTROLE DO MEU CARRO OU DE LUZ OU DE ÁGUA?

Pesquisadores de cibersegurança já demonstraram repetidamente a existência de vulnerabilidades em veículos conectados.

Em 2015, pesquisadores assumiram remotamente o controle de um Jeep em movimento por meio de seu sistema de entretenimento conectado à internet, o que levou ao recall de tapume de 1,4 milhão de veículos e à implementação de correções de software.

Quase uma dezena depois, pesquisadores revelaram uma nequice que lhes permitia rastrear, destravar e dar partida em determinados veículos da Kia usando exclusivamente o número da placa. Segundo eles, as vulnerabilidades foram comunicadas à Kia, que as corrigiu em poucos meses, e não havia evidências de que tivessem sido exploradas em ataques reais.

Veículos e aeronaves modernos também são projetados com amplos sistemas de segurança e redundância.

Infraestruturas críticas, porquê redes de força elétrica e provisão de chuva, geralmente contam com várias camadas de segurança, monitoramento e regulamentação que não estão presentes em dispositivos de consumo.

Isso não significa que sejam imunes a ataques cibernéticos, mas normalmente são alvos muito mais difíceis do que um eletrodoméstico conectado a uma rede Wi-Fi doméstica.

COMO AS PESSOAS PODEM PROTEGER SEUS DISPOSITIVOS?

Especialistas em cibersegurança geralmente recomendam mudar as senhas padrão, ativar a autenticação de dois fatores quando disponível e instalar atualizações de software regularmente.

Os consumidores também devem remover ou substituir dispositivos que não recebem mais atualizações de segurança, manter a maioria dos aparelhos em uma rede sítio e conectá-los à internet exclusivamente quando houver uma razão clara para isso.

A regra mais simples costuma ser a mais eficiente: quanto menos dispositivos conectados você tiver, menos possíveis pontos de ingresso existirão para invasores.

Folha

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