Foi em um pontapé de Marquinhos na trave que se encerrou a campanha do Brasil na Despensa do Mundo de 2022, no Qatar. O zagueiro relatou “um sentimento de tristeza, vergonha”, por ter falhado na disputa por pênaltis com a Croácia, nas quartas de final.
Quatro anos depois, o beque de 32 guerra para enterrar a má recordação e edificar uma memória mais formosa na seleção. Possessor da fita de capitão, ele chega ao Mundial com moral por seu trabalho no Paris Saint-Germain, clube do qual se tornou uma figura enorme.
Há na história do time gaulês zagueiros mais técnicos, porquê Thiago Silva. Há jogadores mais queridos, porquê Raí. Mas ninguém foi tantas vezes vencedor quanto Marquinhos, símbolo de uma era vencedora.
O protector desembarcou na equipe em 2013, aos 19 anos –em seguida um início promissor no Corinthians e uma breve passagem pela Roma. Encontrou uma clube em subida, que havia sido comprada em 2011 por um braço do reino do Qatar e, endinheirada, pretérito a enfileirar títulos.
O brasiliano participou de 38 conquistas, o que representa quase 65% de todas as glórias do clube, fundado em 1970. E ergueu o maior de todos os troféus, na última edição da Liga dos Campeões da Europa.
“Eu senhor leste clube”, bradou, ao levantar a taça. Ele pode repetir o gesto ao término da decisão contra o Arsenal, no sábado (30), em Budapeste –e tornar-se o primeiro brasiliano capitão em dois títulos da Champions.
Hoje idolatrado pelos torcedores do PSG, que confeccionaram um bandeirão com seu rosto, ele teve dificuldades até lucrar o coração deles. Houve erros marcantes, lembrados em tom de desabafo no momento do triunfo no principal campeonato europeu.
“Foi muito difícil. A gente sofreu várias vezes com eliminações, falhei em alguns momentos, fui crucificado. Por isso, antes do sibilo final na decisão [5 a 0 sobre a Inter de Milão], eu comecei a chorar”, afirmou.
De negócio com aquele que é o desportista com mais partidas pelo time parisiense em todos os tempos, com 522, “as decepções dão experiência”. “São cicatrizes que ficam na curso de um jogador”, observou.
Aquela cicatriz ficará para sempre comigo em minha história e levarei essa responsabilidade
A viradela no clube leva Marquinhos a crer que o mesmo é provável na seleção brasileira. Ele já tem longa na história na formação vernáculo, porém não é querido pela torcida verde-amarela porquê é na França.
Convocado pela primeira vez em 2013, quando o técnico era Luiz Felipe Scolari, o paulistano não foi chamado para a Despensa de 2014, no Brasil, mas ganhou espaço no ciclo seguinte e esteve na equipe que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, sob comando de Rogério Micale.
Integrado por Tite ao grupo principal, esteve na Rússia no Mundial de 2018 e ganhou a vaga de titular no caminho para a disputa de 2022. Nesse período, participou de mais uma conquista em virente e amarelo, a Despensa América de 2019, realizada no Brasil.
No Qatar, porém, sucumbiu com o time na guia para a Croácia. “Aquela cicatriz ficará para sempre comigo em minha história e levarei essa responsabilidade”, disse, dias em seguida a batida do pênalti que selou a eliminação.
Se houve críticas por segmento da torcida, os técnicos que dirigiram o Brasil rumo ao Mundial de 2026 mantiveram sua crédito no jogador. No caótico ciclo atual, que teve porquê treinadores o interino Ramon Menezes, o quase interino Fernando Diniz e o breve Dorival Júnior, a posição de Marquinhos não foi colocada em xeque.
Essa situação também não mudou com a chegada de Carlo Ancelotti, há um ano. O italiano lhe deu crédito, manteve a fita de capitão em seu braço e deixou simples que a dupla de zaga titular é formada por ele e por Gabriel Magalhães, do Arsenal, seu opositor na final da Liga dos Campeões.
Por razão da decisão europeia, os parceiros da resguardo e também o atacante Martinelli, outro desportista do Arsenal, não vão se apresentar com o restante do grupo nesta semana na Granja Comary, em Teresópolis, nem participarão do amistoso de domingo (31), contra o Panamá, no Maracanã, no Rio de Janeiro.
Marquinhos vai se apresentar a Ancelotti já nos Estados Unidos, na próxima semana, possivelmente porquê bicampeão da Champions e pronto para comemorar também na seleção. Ele espera que, no término de julho, o pênalti perdido contra a Croácia seja uma nota de rodapé em sua biografia.
E sonha que seu nome seja o sexto de uma lista que já tem Bellini, Mauro, Carlos Alberto, Dunga e Cafu, os capitães do penta.





