The New York Times
A GM (General Motors) afirmou nesta quarta-feira (21) que começou a usar IA (perceptibilidade sintético) para reduzir pela metade o tempo necessário para desenvolver um novo veículo, chegando a somente dois anos. Se bem-sucedida, a iniciativa aumentaria as chances da montadora de competir com as fabricantes chinesas, que avançam rapidamente no setor.
BYD, Geely, Xiaomi e outras montadoras chinesas surpreenderam as fabricantes tradicionais ao lançar rapidamente novos modelos equipados com as tecnologias mais recentes. As vendas de veículos chineses relativamente baratos dispararam na Ásia, na África, na Europa e na América Latina, muitas vezes às custas de marcas americanas, europeias e japonesas.
GM planeja lançar até 2028 sistema que permitirá tirar os olhos da estrada em rodovias
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Charly Triballeau – 21.out.26/AFP
A GM também afirmou que reformulará os sistemas computacionais de seus veículos e reduzirá drasticamente o dispêndio das baterias para carros elétricos, medidas que também podem ser interpretadas uma vez que uma resposta aos concorrentes chineses.
Sterling Anderson, diretor de produtos da GM, apresentou as mudanças uma vez que uma iniciativa para fabricar carros melhores. “Quanto mais rápido conseguimos repetir o processo de desenvolvimento, melhores ficam nossos produtos”, disse ele em entrevista ao The New York Times. “Estamos desenvolvendo produtos melhores, mais rapidamente e a custos menores.”
Os carros chineses estão, na prática, proibidos nos Estados Unidos por pretexto de tarifas e regulamentações. Mas a GM, sediada em Detroit, não pode ignorar esses veículos. A empresa vende carros na China e enfrenta uma concorrência cada vez maior de modelos fabricados no país asiático em outros mercados, incluindo Canadá e México.
Em um evento realizado em Novidade York nesta quarta-feira (21), a GM procurou provar que se tornará mais inovadora.
Executivos da companhia disseram que estão desenvolvendo novos veículos elétricos que custarão pouco mais do que carros e caminhões movidos a gasolina e diesel, além de oferecer maior autonomia com a bateria totalmente carregada. Anderson não informou quando os novos modelos chegarão ao mercado.
Para correr o desenvolvimento das baterias que equiparão esses veículos, engenheiros da GM usaram perceptibilidade sintético para estimar 300 milénio combinações possíveis de substâncias químicas e componentes. O objetivo foi agilizar um processo que normalmente levaria anos.
A GM é a maior montadora dos Estados Unidos, mas tem participação pequena no mercado de veículos elétricos. As marcas Chevrolet, Cadillac e GMC, juntas, responderam por menos de 10% dos carros elétricos novos vendidos no país no terceiro trimestre, segundo a Cox Automotive. A Tesla continua sendo a marca dominante nos Estados Unidos, com mais de 50% das vendas.
A GM reduziu seus investimentos em veículos elétricos depois que o Congresso americano eliminou, no ano pretérito, os créditos tributários para compradores desses carros. As montadoras também passaram a ter menos incentivos para vender modelos movidos a bateria depois que o governo Trump enfraqueceu as regras de economia de combustível, que desestimulavam a produção de grandes utilitários esportivos e picapes.
Mary T. Barra, presidente-executiva da GM, já reconheceu que os veículos elétricos se tornarão predominantes com o tempo, à medida que os preços caírem e a tecnologia seguir.
A GM também está concentrando as funções computacionais de seus veículos em um único dispositivo. Atualmente, os carros costumam ter diversos processadores que controlam o motor, o chassi, os sistemas de assistência ao motorista e outras funções.
A integração dessas tarefas reduz custos, diminui a quantidade de fiação e torna as montadoras menos vulneráveis a crises de provimento de chips, uma vez que a que interrompeu a produção durante a pandemia de Covid-19.
Os carros da Tesla já utilizam há muito tempo um computador concentrado, e as montadoras chinesas adotaram essa abordagem nos últimos anos.
Segundo a GM, o computador mais potente também gerenciará sistemas de assistência ao motorista cada vez mais sofisticados. A empresa pretende oferecer, até 2028, um sistema que permita aos motoristas tirar os olhos da estrada em rodovias com pistas separadas por barreiras físicas.
Em 2028, o Cadillac Escalade IQ, versão elétrica do grande utilitário esportivo, será o primeiro padrão da GM a receber o novo sistema. A tecnologia será disponibilizada pouco depois em outros veículos da montadora, informou a empresa.





