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Golpistas fazem vídeos com IA para vender medicamentos 22/07/2026
Tecnologia

Golpistas fazem vídeos com IA para vender medicamentos – 22/07/2026 – Equilíbrio e Saúde

Vídeos e áudios que mostram celebridades, influenciadores e até médicos recomendando medicamentos ou suplementos alimentares podem ter sido manipulados por IA (lucidez sintético). O alerta, publicado nesta terça-feira (21), é da Anvisa (Escritório Pátrio de Vigilância Sanitária), que orienta consumidores a duvidar de conteúdos usados para promover produtos de saúde nas redes sociais.

A tecnologia conhecida uma vez que deepfake permite mudar imagens, vídeos e vozes para simular declarações de pessoas que não fizeram determinada recomendação. Segundo a filial, esse tipo de teor pode ser usado para conferir credibilidade a produtos clandestinos, produzidos sem autorização, ou falsificados, que imitam produtos originais.

Em fevereiro deste ano, a Meta, dona do Instagram e Facebook, processou pessoas e empresas do Brasil, da China e do Vietnã acusadas de usar imagens e vozes manipuladas de celebridades para vender produtos de saúde fraudulentos.

Entre as personalidades que tiveram a imagem usada sem autorização está o médico Drauzio Varella. Em texto publicado em sua pilastra na Folha em outubro de 2025, ele relatou que tentava havia anos retirar das redes sociais vídeos falsos que usavam sua imagem para promover produtos que prometiam, entre outros resultados, sarar diabetes, desapoquentar dores nas costas e provocar a perda de 20 quilos em um mês. O médico afirmou que chegou a levar o caso ao Ministério Público de São Paulo.

“É terrificante ver pessoas esclarecidas caírem nessas armadilhas, por confiar que estou indicando produtos capazes de sarar diabetes, dores nas costas, neuropatias periféricas e emagrecer 20 quilos em um mês”, escreveu Drauzio.

Mesmo quando a recomendação é feita de trajo por uma notoriedade ou influenciador, a Anvisa orienta que o consumidor não adote um tratamento com base somente nesse tipo de aconselhamento.

O histórico médico, as doenças preexistentes e os medicamentos utilizados variam entre as pessoas, e um resultado indicado para um paciente não necessariamente é adequado para outro.

A filial também labareda a atenção para conteúdos publicados por influenciadores contratados por marcas para impulsionar vendas ou captar clientes. A recomendação é procurar um profissional de saúde habilitado antes de iniciar qualquer tratamento.

“Mesmo quando agem motivados por boa-fé, é importante lembrar que nem toda pessoa que cria teor conhece as particularidades do quadro de saúde de cada tipo”, diz a Anvisa.

A mesma cautela deve ser adotada quando o teor apresenta um médico uma vez que responsável pela recomendação. Anúncios enganosos podem usar profissionais criados ou manipulados por lucidez sintético para propalar medicamentos, suplementos e outros produtos de saúde.

A Anvisa recomenda verificar as credenciais do profissional no recomendação responsável pela categoria. No caso dos médicos, a consulta pode ser feita no site do CFM (Parecer Federalista de Medicina).

A filial também alerta para a comercialização de medicamentos em redes sociais, marketplaces, sites que não pertencem a farmácias regularizadas e por vendedores sem autorização. No Brasil, medicamentos só podem ser vendidos por farmácias regularizadas pela vigilância sanitária ou por seus sites oficiais.

A Anvisa orienta que os consumidores verifiquem a regularidade do resultado antes da compra. A consulta pode ser feita com os dados do medicamento no sistema de consulta da filial.

Suplementos alimentares também exigem atenção. Esses produtos são destinados à suplementação de nutrientes, substâncias bioativas, probióticos ou enzimas e não podem fazer alegações de tratamento, tratamento ou prevenção de doenças e agravos.

A promessa de um suplemento para tratar ou sarar problemas de saúde, portanto, deve ser vista uma vez que um sinal de alerta. A filial afirma que a comercialização de produtos com esse tipo de alegado pode estar associada a propaganda enganosa e à venda de produtos clandestinos ou falsificados.

A Anvisa também recomenda cautela com anúncios que apresentam soluções uma vez que “100% naturais” ou “sem riscos”. O trajo de um resultado ser obtido a partir de vegetalidade não elimina a possibilidade de efeitos adversos ou problemas decorrentes do uso inadequado.

Medicamentos fitoterápicos, por exemplo, são obtidos a partir de vegetalidade medicinais, mas precisam estar regularizados junto à Anvisa. O uso deve seguir as orientações previstas para o resultado e, quando necessário, racontar com avaliação de um profissional de saúde.

A filial também alerta para produtos comercializados uma vez que “químicos experimentais” ou destinados a “fins de pesquisa”. Segundo a orientação, essas nomenclaturas não autorizam a venda para uso humano e podem ser utilizadas para tentar enganar consumidores.

Produtos que não passaram pela avaliação da Anvisa não têm garantias de segurança para uso humano. No caso dos medicamentos, também não há garantia de eficiência.

A orientação é verificar a regularidade do medicamento ou suplemento antes da compra e buscar avaliação de um profissional de saúde habilitado antes de iniciar qualquer tratamento.

Folha

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