The New York Times
O Google anunciou nesta terça-feira (3) que, no início do próximo ano, desativará as ferramentas de lucidez sintético em seus populares softwares voltados a alunos da instrução básica, a menos que os administradores escolares optem explicitamente por disponibilizá-las.
Executivos da big tech disseram que queriam atender às demandas de educadores e pais que pediram mais controle sobre porquê as crianças interagem com a IA.
Mas há um porém: as escolas que optarem por restringir totalmente a IA também perderão o chegada à procura do Google.
Escritório do Google em Londres
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Carlos Jasso – 24.jun.25/Reuters
Os recursos de IA agora integram o mecanismo de procura do Google disponível comercialmente. “A procura e a IA estão profundamente integradas”, disse Chris Phillips, vice-presidente de instrução do Google. Se uma escola tiver proibido a IA, acrescentou, os alunos “não terão chegada à procura e verão uma mensagem da escola informando que ela não está disponível”.
O Google é, de longe, a empresa de tecnologia dominante nas salas de lição da instrução básica. O pacote de aplicativos educacionais do Google —incluindo Gmail, Docs e uma plataforma de tarefas chamada Classroom— está por toda secção.
Os Chromebooks do Google, notebooks de inferior dispêndio, são os dispositivos mais distribuídos a alunos nas escolas dos Estados Unidos. E Google é sinônimo de procura na internet, uma utensílio precípuo para estudantes de todo o mundo.
A novidade estratégia da empresa ressalta o poderoso papel do Google na instrução americana. Se os dirigentes escolares quiserem que os alunos continuem tendo chegada à procura dentro do ecossistema da empresa, serão obrigados a adotar a IA do Google.
Lina Khan, ex-presidente da Percentagem Federalista de Negócio dos Estados Unidos, afirmou em expedido que o Google estava usando seu “monopólio das buscas para forçar as escolas” a adotar sua IA. Ela acrescentou que vários tribunais já responsabilizaram a empresa por violar leis antitruste.
“Essa última medida mostra que a empresa continua sem provar qualquer compunção”, disse Khan sobre as mudanças relacionadas à IA nas escolas. “À medida que cresce a reação do público contra o uso de IA nas escolas, o Google deixa evidente que punirá quem não seguir sua risca”.
Nos últimos meses, o Google vem promovendo seu chatbot Gemini porquê uma valiosa utensílio educacional, afirmando que ele pode ajudar professores a planejar aulas e atuar porquê tutor personalizado para os alunos.
Um novo recurso do Gemini voltado a estudantes, chamado Aprendizagem Guiado, pretende dificultar o uso da IA para grudar. “Estamos aprimorando nossa abordagem”, disse Phillips. Ele prometeu ferramentas que “apoiariam o esforço produtivo” da aprendizagem e reduziriam o uso da IA pelos alunos para obter respostas fáceis.
Em agosto, o Google ativou os recursos de IA porquê opção padrão dentro do aplicativo Classroom para escolas de instrução básica que haviam permitido aos alunos chegada separado ao Gemini. A medida desagradou a alguns dirigentes escolares, que consideravam que as escolas deveriam poder deliberar porquê e quando os alunos usariam a IA do Google.
A mudança feita pelo Google em agosto será agora revertida.
Pais ativistas vêm se opondo ao uso da IA nas escolas e, de modo mais extenso, ao tempo de tela. Embora os chatbots possam ser úteis para pesquisa e programação, eles também podem ser facilmente usados para grudar em trabalhos escolares e fornecer informações falsas. Pesquisas mostram que os chatbots também podem prejudicar o pensamento crítico e levar adolescentes a uma obediência emocional.
Na semana passada, o estado de Novidade York aprovou uma lei de segurança para chatbots que proibiria as empresas de oferecer a menores de idade diversos recursos de IA. E, em setembro, os dois maiores distritos escolares do país, em Novidade York e Los Angeles —ambos clientes do Google— restringiram de forma ampla o chegada dos alunos à IA generativa em dispositivos escolares.
Em resposta ao pregão do Google nesta terça, o prefeito de Novidade York, Zohran Mamdani, escreveu nas redes sociais: “Nenhuma empresa deveria ter o poder de ditar porquê ensinamos nossos filhos. Nossas escolas públicas existem para atender aos alunos, não para aumentar a margem de lucro das gigantes da tecnologia”.
Autoridades do Província Escolar Unificado de Los Angeles disseram que esperavam que os alunos pudessem fazer buscas no Google com as visões gerais geradas por IA desativadas. As visões gerais são resumos produzidos por IA que aparecem no topo dos resultados. Elas podem desestimular os alunos a procurar várias fontes de informação.
Nesta segunda-feira (2), executivos do Google disseram que, para os distritos que permitirem a IA, haverá duas opções de procura em contas fornecidas pelas escolas, a partir do início de 2027. Uma opção será a procura com visões gerais geradas por IA e conversas com IA ativadas, semelhante à experiência atual dos consumidores. A outra será a procura por meio do Aprendizagem Guiado, o recurso para estudantes dentro do chatbot Gemini.
O Aprendizagem Guiado foi criado para conduzir os alunos por um tema, passo a passo, sem fornecer respostas que possam interromper o processo de aprendizagem. A proposta é oferecer uma experiência inspirada em aulas particulares individuais.
A versão do Aprendizagem Guiado para consumidores já está disponível no Gemini e pode permitir que os alunos colem. Em um teste feito por um repórter, a utensílio produziu uma redação detalhada em resposta a uma questão de história de um curso de nível avançado.
Há mais restrições na versão escolar que está sendo testada atualmente, segundo Brit Mennuti, líder de resultado do Google Classroom. Ela afirmou que, entre outros recursos, os professores poderão investigar as transcrições das conversas dos alunos com o chatbot.
Kelly Clancy é mãe de um aluno da rede pública de Novidade York e líder de grupos que defendem uma moratória sobre a IA nas escolas.
Ela disse que seu rebento, aluno do sétimo ano, usava a procura do Google diariamente para fazer trabalhos, porquê um projeto recente de ciências da Terreno que exigia que ele aprendesse sobre segurança em laboratório.
“Precisamos voltar à prancheta para repensar porquê ensinamos as crianças a pesquisar”, disse ela, sugerindo que os alunos poderiam usar alternativas porquê bibliotecas físicas ou mecanismos de procura concorrentes que ofereçam mais controle sobre a IA.
Morgan Polikoff, professor de instrução da Universidade do Sul da Califórnia, afirmou que a decisão do Google pode dar ainda mais força ao movimento contrário à tecnologia que vem ganhando corpo entre pais e educadores.
“Levante é um exemplo particularmente evidente de porquê o setor de tecnologia não mede esforços para impor a IA a todos nós —mesmo quando dizemos que não a queremos”, afirmou.





