Washington
| The New York Times
Empresas de tecnologia enfrentam dificuldades para encontrar eletricidade suficiente para abastecer os novos data centers de que precisam para a IA (lucidez sintético). Nos últimos meses, elas têm explorado alternativas porquê reativar antigas usinas nucleares e instalar conjuntos de motores a gás fora da rede elétrica.
Agora, o Google tenta uma abordagem dissemelhante: remunerar, ao menos indiretamente, para que residências e empresas reduzam o consumo de eletricidade em determinados horários, liberando vigor para os data centers.
Google busca alternativa para abastecer data centers
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Lisi Niesner – 05.out.26/Reuters
Nesta quinta-feira (23), o Google anunciou um entendimento com a Voltus para produzir o que é espargido porquê uma “usina virtual” na PJM, uma das principais redes elétricas dos Estados Unidos, que abrange uma ampla região do Meio-Atlântico. A Voltus fornecerá ao Google até 1.070 megawatts de capacidade elétrica quando necessário —aproximadamente o equivalente à produção de um grande reator nuclear.
Essa eletricidade não virá de novas usinas. Em vez disso, a Voltus firmará acordos com residências e empresas e oferecerá incentivos financeiros para que reduzam o consumo quando a demanda sítio por vigor estiver elevada ou a rede estiver sob pressão. Muitas dessas reduções poderão ocorrer involuntariamente, por exemplo, por meio de termostatos inteligentes que diminuem a intensidade do ar-condicionado nos horários de pico do verão ou de baterias capazes de fornecer vigor temporariamente no próprio sítio.
Cada uma dessas medidas libera exclusivamente uma pequena quantidade de eletricidade individualmente. Mas, ao reuni-las em milhares de residências e empresas, a Voltus afirma que consegue disponibilizar, de forma confiável, uma grande capacidade suplementar justamente quando ela é mais necessária —e fazer isso em poucos anos.
Embora as empresas de tecnologia provavelmente ainda precisem edificar usinas convencionais para continuar ampliando seus grandes data centers, essa abordagem pode ser uma opção mais rápida, barata e menos poluente no período de transição.

Faixas em protesto a um projeto de complexo de IA e data center do Google, durante o evento Convenção Popular sobre IA e Data Centers, em Visakhapatnam, na Índia. A construção de um enorme data center do Google em Visakhapatnam enfrenta resistência de moradores, que temem os impactos sobre o meio ambiente e suas vidas
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Idrees Mohammed – 10.out.26/AFP
“Vemos as usinas virtuais porquê uma solução crucial no limitado prazo”, disse Ellen Zuckerman, responsável pelo desenvolvimento de mercados de vigor para as Américas do Setentrião e do Sul no Google. “É uma forma de investir nas comunidades em que atuamos, substanciar nosso compromisso com a vigor limpa e, ao mesmo tempo, atender à demanda por capacidade com rapidez e em grande graduação.”
Os novos data centers enfrentam resistência de eleitores em todo o país, em segmento pelo temor de que essas instalações, grandes consumidoras de vigor, sobrecarreguem as redes elétricas locais ou elevem os preços da eletricidade. Na PJM, que abrange 13 estados e atende 67 milhões de pessoas, os preços da vigor dispararam desde 2024, à medida que a expansão dos data centers superou a construção de novas usinas.
O Google não divulgou os termos financeiros do entendimento com a Voltus, mas afirmou que esse é um dos maiores exemplos até agora de uma gigante da tecnologia pagando por capacidade elétrica dessa maneira. A empresa também vem investindo em tecnologias porquê a vigor nuclear e estudando formas de reduzir o consumo de eletricidade de seus próprios data centers nos períodos de pico da demanda.
O interesse pelas usinas virtuais cresceu nos últimos anos, principalmente com o aumento significativo da demanda por eletricidade.
Durante a maior segmento do ano, a maioria das redes elétricas consegue gerar mais vigor do que precisa. Há, porém, determinados horários de pico —porquê em dias quentes de verão ou durante tempestades de inverno— em que as usinas operam a plena capacidade e a rede dispõe de pouca vigor excedente.
Quando uma empresa pretende conectar um grande data center à rede, a concessionária sítio ou o operador do sistema precisa encontrar uma maneira de atender à demanda nesses horários críticos. Uma opção seria edificar novas usinas a gás, capazes de ampliar rapidamente a geração quando o consumo dispara. Essa opção, porém, pode ser rosto, e os prazos de espera por turbinas já chegam a vários anos.
As usinas virtuais, por sua vez, ajudam a trasladar o consumo de eletricidade de um grande número de residências e empresas, reduzindo a demanda nos períodos de pico.
Em tese, existem maneiras relativamente simples de fazer isso. Termostatos inteligentes podem solevar em um ou dois graus a temperatura ajustada do ar-condicionado quando a rede estiver sob pressão. Carros elétricos podem ser carregados fora dos horários de pico. Algumas empresas podem admitir receber pagamentos para reduzir o funcionamento de máquinas ou diminuir a iluminação em situações de emergência. Residências também podem armazenar em baterias segmento da eletricidade gerada por painéis solares nos telhados durante o dia, para utilizá-la quando houver maior premência.

Trabalhadores no canteiro de obras do complexo de IA e data center do Google em Rambilli, na Índia
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Idrees Mohammed – 10.out.26/AFP
A Voltus, sediada em San Francisco, já administra usinas virtuais com capacidade de murado de 9.500 megawatts em todo o país. No pico, esse volume equivale aproximadamente ao consumo simultâneo de 7 milhões de residências.
Em junho, a empresa havia fechado um entendimento para fornecer ao Google uma usina virtual de 100 megawatts na região do Meio-Atlântico. O programa já teve mais interessados do que vagas disponíveis, segundo Dana Guernsey, presidente-executiva da Voltus, o que levou à sua ampliação.
Outros programas estão surgindo em lugares porquê Arizona, Califórnia e Texas. Especialistas, porém, afirmam que ainda há muito potencial inexplorado.
Um estudo de 2024 do Departamento de Virilidade dos Estados Unidos estimou que o uso de usinas virtuais poderia triplicar até 2030. Isso ajudaria a forrar murado de US$ 13 bilhões (R$ 65,5 bilhões) por ano para os consumidores americanos, ao reduzir a premência de edificar usinas convencionais.
Há, porém, obstáculos. Mobilizar empresas para cadastrar residências exige muito trabalho. Em algumas regiões, as regras dificultam a participação das usinas virtuais nos mercados de eletricidade ou o aproximação das empresas aos dados dos medidores de consumo.
Alguns operadores de redes e concessionárias também continuam desconfiados do protótipo e questionam se residências e empresas realmente reduzirão o consumo quando necessário. Tradicionalmente, muitas concessionárias têm ainda mais incentivos financeiros para edificar novas infraestruturas —que lhes permitem obter retornos sobre os investimentos— do que para usar as redes existentes de forma mais eficiente, afirmam especialistas.
“É uma maneira dissemelhante de fazer as coisas”, disse Ryan Hledik, diretor do Brattle Group, consultoria que publicou recentemente um relatório sobre usinas virtuais em coautoria com ele. “Ainda precisamos superar uma barreira de crédito operacional para ter certeza de que esses recursos serão capazes de entregar o que prometem.”




