O roubo de celulares virou uma importante porta de ingressão para fraudes financeiras. Com o aparelho em mãos —principalmente quando ele é levado desbloqueado—, criminosos podem acessar aplicativos bancários, restaurar senhas, assumir contas e usar dados pessoais para furar empresas em nome da vítima.
“Você tem que se preparar antes do roubo. Não adianta você tentar chorar o leite entornado depois”, afirma Fabio Assolini, diretor da equipe de pesquisa da Kaspersky para a América Latina. Existem algumas ferramentas para proteger informações sensíveis, uma vez que o Celular Seguro e o Registrato.
Veja aquém quais recursos podem ser ativados e quais cuidados ajudam a reduzir os riscos.
Celular Seguro
O Celular Seguro, do governo federalista, permite enunciar um alerta para bancos e operadoras em caso de perda do aparelho. A partir desse aviso, é provável bloquear serviços vinculados ao celular.
O usuário ainda pode indicar pessoas de crédito para enunciar o alerta caso não consiga acessar a plataforma.
“Na prática, o Celular Seguro ajuda a proteger a vítima diminuindo a janela de tempo em que os criminosos podem acessar contas, receber SMS de verificação de login, autorizar transações ou reutilizar o aparelho”, diz Jonathan Ramos, pesquisador de segurança da Eset Brasil.
Já Fabio Assolini afirma que a instrumento é útil, mas que sua eficiência depende da proteção da conta Gov.br. Segundo ele, é importante utilizar uma senha potente e exclusiva para a conta, além de ativar a autenticação em duas etapas.
Porquê ativar
- Acesse ou o aplicativo Celular Seguro
- Faça login com sua conta Gov.br
- Cadastre o aparelho pelo número da traço e IMEI
- Se desejar, adicione pessoas de crédito para enunciar alertas em seu nome
BC Protege+
Outra instrumento gratuita é o BC Protege+, lançado pelo Banco Medial. O serviço permite que o cidadão informe ao sistema financeiro que não autoriza a exórdio de novas contas bancárias em seu nome. Quando a proteção está ativada, as instituições financeiras precisam consultar essa informação antes de furar uma conta.
“O objetivo é dificultar fraudes com uso de identidades falsas, documentos vazados, ou, a utilização indevida mesmo de CPF e até de CNPJ por criminosos”, diz Alexandre Bonatti, vice-presidente de engenharia da Fortinet Brasil.
Assolini, da Kaspersky, lembra que o usuário deve desativar temporariamente a proteção caso queira furar uma novidade conta ou solicitar um cartão de crédito.
Porquê ativar
- Faça login no www.bcb.gov.br/meubc com a conta Gov.br de nível prata ou ouro
- Encontre a superfície de Serviços e acesse BC Protege+
- Ative a restrição para exórdio de novas contas em seu CPF
Registrato
O Registrato, também do Banco Medial, permite consultar gratuitamente informações ligadas ao CPF, uma vez que contas bancárias abertas, empréstimos, cartões e chaves Pix.
Fabio Assolini afirma que a plataforma pode ajudar a identificar fraudes que já ocorreram e diz que descobriu, por meio dela, um cartão de crédito emitido indevidamente em nome de sua esposa. Segundo ele, a principal limitação é que os dados costumam ser atualizados mensalmente, sem alertas em tempo real.
Porquê acessar
- Faça login no www.bcb.gov.br/meubc com a conta Gov.br de nível prata ou ouro
- Encontre a superfície de Serviços e acesse Registrato
- Gere os relatórios de contas, empréstimos, cartões e chaves Pix
- Consulte periodicamente para verificar movimentações desconhecidas
RedeSim
Outra instrumento gratuita citada por Assolini é o bloqueio para exórdio de empresas na RedeSim. Segundo ele, o serviço impede que criminosos utilizem dados pessoais para registrar um CNPJ em nome da vítima, um golpe que pode gerar cobranças e dívidas indevidas.
Porquê ativar
Buscar (iPhone) e Encontre Meu Dispositivo (Android)
Os próprios sistemas operacionais oferecem ferramentas para localizar um celular perdido ou roubado, bloquear o aparelho à intervalo e, se necessário, extinguir todos os dados armazenados.
Porquê usar no iPhone
- Acesse Buscar pelo iCloud ou por outro dispositivo Apple
- Localize o aparelho
- Ative o Modo Perdido ou apague os dados remotamente
Porquê usar no Android
Bloqueio cautelar do Pix
O bloqueio cautelar do Pix é um mecanismo usado pelos bancos quando identificam indícios de fraude. Nesse caso, o valor recebido pode permanecer retido por até 72 horas para estudo antes de ser movimentado.
Segundo Jonathan Ramos, da Eset, o mecanismo ajuda a reduzir prejuízos ao impedir que o moeda seja rapidamente transferido para outras contas.
Já Bonatti, da Fortinet, afirma que, em situações de golpe, o usuário deve sempre procurar os canais oficiais do banco e evitar seguir orientações de terceiros.
Outras dicas para reduzir o risco de golpes
- usar senhas diferentes para cada serviço;
- ativar a autenticação em duas etapas, principalmente na conta Gov.br e no email;
- utilizar um gerenciador de senhas;
- manter celular e aplicativos sempre atualizados;
- hesitar de mensagens com links, pedidos urgentes ou códigos de verificação;
- nunca informar senhas ou códigos recebidos por SMS;
- registrar boletim de ocorrência posteriormente roubo ou latrocínio;
- avisar imediatamente bancos e operadora de telefonia.
“A segurança do dedo hoje depende de tecnologia, mas depende na mesma proporção de comportamento. Grande segmento dos golpes atuais explora a distração, a pressa e a crédito excessiva dos usuários”, diz Alexandre Bonatti, da Fortinet.





