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Governo: Copa feminina exigirá R$ 1,5 bi em investimento
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Governo: Copa feminina exigirá R$ 1,5 bi em investimento – 24/05/2026 – Esporte

O governo federalista estima que precisará de aporte de ao menos R$ 1,5 bilhão para o Brasil sediar a Despensa do Mundo Feminina de 2027.

O Mundial das mulheres será realizado pela primeira vez na América do Sul, com 32 seleções e jogos em oito cidades: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Satisfeito, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

A zero é mencionada em documento interno do Ministério do Esporte, mas dados de outras pastas indicam que a demanda pode ser maior.

O governo afirma que o valor ainda está em discussão. Também aguarda a aprovação da lei universal da Despensa para finalizar a conta —o texto está sob estudo do Senado e prevê regras sobre direitos comerciais, segurança e infraestrutura do evento, além de valores de premiações a ex-jogadoras e incitação à participação das mulheres na prática esportiva.

O documento do Ministério do Esporte, elaborado na metade de abril, afirma que o Ministério da Justiça e Segurança Pública tem a maior premência de verba, com R$ 676 milhões que devem ser distribuídos nos Orçamentos de 2026 e 2027. A verba será dividida com a PF, PRF e Força Pátrio.

Outro documento do próprio Ministério da Justiça, feito na semana passada, diz que o valor exigido pelo evento pode superar R$ 760 milhões, zero que inclui a compra de mais de R$ 150 milhões em equipamentos e sistema anti-drone, além de tapume de R$ 130 milhões para viaturas, blindados e outros veículos.

O Ministério da Justiça já pediu para a equipe econômica do governo amplificar tapume de R$ 600 milhões ao seu Orçamento atual.

Procuradas, as pastas da Justiça e do Esporte deram a mesma resposta e informaram que ainda não está definido o valor que será talhado pelo governo para o evento, “considerando que o processo de planejamento e dimensionamento orçamentário ainda está em curso e envolve múltiplos órgãos e frentes de atuação”.

Também disseram que os investimentos terão porquê foco ações relacionadas à segurança pública, infraestrutura de telecomunicações, além da “construção do legado da Despensa” e de promoção do evento.

O Ministério do Esporte afirmou para a equipe econômica, em abril, que a planilha tinha objetivo de “sinalizar a premência suplementar de suplementação” de diversos órgãos. Também apontou que a própria pasta do Esporte precisa de R$ 620 milhões até o próximo ano.

O valor deve ser aplicado na implantação de 12 centros de treinamento de futebol feminino, por R$ 180 milhões, e para ações de marketing que superam R$ 300 milhões.

O recurso do Esporte inclui ainda R$ 15 milhões para remunerar premiações de R$ 500 milénio para 30 ex-atletas. Foram selecionadas aquelas que receberam medalha de bronze no Torneio Internacional de 1988, embrião do Mundial feminino, ou que representaram a equipe do Brasil na Despensa do Mundo de 1991, a primeira edição solene feminina da competição organizada pela Fifa.

A documentação também afirma que o Esporte investirá R$ 95 milhões para produzir 500 núcleos de futebol feminino em campos e quadras de futebol construídos pelo Novo PAC. O governo também avalia partilhar 10 milénio bolsas de R$ 410 para atletas de base do futebol feminino, somando R$ 4,1 milhões.

Já o Ministério das Comunicações precisará de R$ 220 milhões a mais no Orçamento até 2027, segundo estimativas feitas em abril no governo. Em nota, a pasta disse que o valor é preparatório, mas que a teoria é investir os recursos na infraestrutura de conectividade para o evento.

“O projecto prevê a instalação de redes de telecomunicações para interligar os oito estádios, o estúdio de transmissão em Copacabana e o Hub Concentrado (IBC) no Píer Mauá (RJ), além de prometer internet de subida disponibilidade e suporte técnico 24 horas por dia durante todo o torneio”, diz o ministério.

O documento do Ministério do Esporte também cita previsão de somar aos orçamentos do Ministério da Saúde, GSI e Abin tapume de R$ 3,45 milhões.

Em nota técnica feita no início de maio, o Ministério da Justiça diz que a compra de equipamentos anti-drone é importante. Afirma ainda que forças de segurança já identificaram uso destes sistemas por facções criminosas no Brasil para monitorar e hostilizar policiais, reconhecer áreas, dar base logístico ao violação organizado e lançar objetos dentro de presídios.

“Grandes eventos esportivos internacionais apresentam elevada vulnerabilidade a esse tipo de ameaço em razão da concentração massiva de público, presença de delegações estrangeiras, exposição midiática global, premência de proteção de autoridades nacionais e internacionais”, diz o documento.

O Brasil foi sede da Despensa do Mundo de 2014. Mais de um ano antes, o investimento federalista previsto para o evento alcançava R$ 14,9 bilhões, em valores sem correção.

A escolha do Brasil para sediar a Despensa do Mundo Feminina foi anunciada em maio de 2024, em Bancoc, na Tailândia. A candidatura brasileira superou a proposta conjunta apresentada por Bélgica, Alemanha e Holanda. Os jogos estão marcados entre os dias 24 de junho e 25 de julho do próximo ano.

Folha

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