O governo alterou o Pbia (Projecto Brasílio de Perceptibilidade Sintético) e deverá comprar dois supercomputadores entre os dez mais potentes do mundo, um dos Estados Unidos e um da China, em vez de um único equipamento.
Os equipamentos custarão mais de R$ 2 bilhões, e as licitações devem ser publicadas nos próximos dias, disse a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, em entrevista à Folha nesta quarta-feira (12).
A máquina é vista porquê ponto-chave da estratégia brasileira para lucidez sintético e deve ser usada no desenvolvimento de tecnologia própria, porquê modelos de lucidez sintético nativamente brasileiros, do governo ou da iniciativa privada.
O proclamação vem na sequência de uma reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com cinco especialistas da espaço, incluindo Mat Velloso, ex-executivo brasílio do Google que chamou a China de referência.
O presidente disse em entrevista coletiva nesta terça (11) que o Brasil não está pronto para disputar tecnologicamente nem com americanos, nem com chineses. Ele diz querer os dois países “conosco”.
O principal supercomputador terá potência instalada determinada por edital de 9,2 megawatts, o que colocaria o equipamento na sexta posição do ranking especializado Top500 e representaria um consumo elétrico equivalente ao de tapume de 45 milénio casas. “Cada máquina fará vários quatrilhões de operações matemáticas por segundo”, disse a ministra.
As especificações do equipamento foram decididas pelo LNCC (Laboratório Vernáculo de Computação Científica), instalado em Petrópolis, no interno do Rio de Janeiro, que era o tramontana original do supercomputador.
Por questão da demanda elétrica, o governo desistiu de instalar o equipamento no laboratório, e o presidente Lula deve escolher entre três localidades: a capital fluminense, um ponto no Rio Grande do Setentrião ou a cidade paulista de Campinas.
“A nossa tendência é escolher um lugar no Sudeste e outro no Nordeste, em função do enfrentamento da desigualdade regional”, disse Santos. Lula deve espancar o martelo sobre o lugar em uma reunião antes da publicação do edital.
“Isso vai ser sentenciado pelo Executivo porque [de outra forma] atrasaria a realização da compra e o tempo urge. Pesquisas sobre moléculas, por exemplo, demoram até cinco anos e poderemos reduzir isso para semanas com o supercomputador”, afirmou a ministra.
O edital de compra dos supercomputadores terá três fases em um estampa concentrado na construção da soberania do dedo brasileira. “Nós queremos variar a rota para não permanecer dependendo exclusivamente de um determinado país”, disse a patrão da pasta da Ciência e Tecnologia.
A primeira rota será a obtenção de um equipamento entre os dez mais potentes do mundo, sem restrições. A ministra avalia que o fornecedor será a Nvidia, com sede nos EUA. A segunda envolverá uma encomenda tecnológica com países em desenvolvimento, sendo a China o único deles com requisito de fornecer o equipamento.
A terceira será o investimento em um padrão de processadores desenvolvido coletivamente sob coordenação da organização Risc-V International, cuja sede fica na Suíça.
De entendimento com a ministra, a discussão sobre a procura de fornecedores alternativos já estava em curso, mas foi consolidada durante a adesão do Brasil à Waico (Organização de Cooperação Mundial em Perceptibilidade Sintético), uma entidade intergovernamental cuja geração foi anunciada em oração do presidente chinês Xi Jinping no mês pretérito.
“É uma associação estratégica. Nós fazemos cooperação internacional, e a soberania não é exclusão de transferência nem de cooperação. Muito pelo contrário, a gente só conseguirá soberania se a gente ingerir na natividade de quem tem tecnologias mais avançadas, mas sempre sob a ótica do interesse vernáculo”, afirmou Santos.
Para ela, a parceria, que une 29 países mais alinhados à China, é estratégica para o Brasil porque envolve nações em um estágio similar de desenvolvimento. “Podemos entender melhor a curva de aprendizagem da tecnologia. E quem domina a tecnologia muito mais na frente pode fazer um cerceamento da transferência.”
A ministra reconheceu que o governo terá de mourejar com “incertezas e riscos” na compra dos supercomputadores. “Os Estados Unidos ameaçam parar o fornecimento a quem fizer negócios nessas áreas mais críticas com a China.”
Ela pondera que as empresas americanas também têm o interesse de vender seus produtos para o Brasil, considerando que é uma compra de mais de R$ 1 bilhão. “Não sei até que ponto o que é proclamado vai intercorrer na prática, porque se trata de um interesse objetivo.”
As máquinas, em conformidade com as diretrizes do Pbia, devem ser usadas no treinamento de grandes modelos de linguagem (porquê ChatGPT e Claude) brasileiros. O equipamento estará disponível para governos, universidades e empresas, em um padrão de acordos de cooperação similar ao do Núcleo Vernáculo de Pesquisa em Robustez e Materiais (CNPEM).
“Hoje, o Sabiá, que é um padrão da empresa Maritaca.AI, é privado, mas o Soberania é do estado do Piauí e também está bastante avançado, é considerado um dos modelos mais potentes, exatamente porque reúne dados de governo”, afirmou Santos.
Os acordos também terão cláusulas de transferência tecnológica ligadas ao desenvolvimento de IA tanto em software (programas de computador) quanto em hardware (construção de peças).
Segundo a ministra, o governo já executou R$ 14,2 bilhões do orçamento de R$ 23 bilhões anunciados no lançamento em 2023 do Pbia, um projecto feito em parceria com 117 instituições, somando universidades, empresas e entidades da sociedade social.
O governo, diz a ministra, já entregou 20 computadores de cima desempenho da Intel a universidades e está adaptando cinco dos Centros Nacionais de Processamento de Cimalha Desempenho (Cenapad) ao trabalho com lucidez sintético.
O governo ainda investiu em uma atualização do Santos Dumont, instalado no LNCC, em Petrópolis, o atual supercomputador mais potente do país. “Ele estava entre os 500 melhores, e nós o colocamos no top 100 em função desse upgrade.”
Além do eixo de infraestrutura, o Pbia também indica desenvolvimento de regulação e governança para a tecnologia e investimentos em uso de IA no serviço público e no setor privado. A ministra diz, por exemplo, que 72 milénio servidores já foram capacitados e 202 cursos superiores ligados à temática foram criados.
“O novo supercomputador do Inpe (Instituto Vernáculo de Pesquisas Espaciais), a Jacy, foi um dos investimentos que fizemos e ajudou a desenvolver um algoritmo de lucidez sintético do Inpe. Logo depois, o governo anunciou na sexta passada recordes de controle de desmatamento, de redução de desmatamento nos seis biomas brasileiros”, afirmou Santos.





