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O Agente Secreto tem metade do público de Ainda Estou
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Grande Otelo coroa ‘O Agente Secreto’ e ‘Manas’ – 05/08/2026 – Ilustrada

A Ateneu Brasileira de Cinema elegeu “O Agente Secreto” e “Manas” uma vez que melhores filmes, em um empate na categoria principal do Prêmio Grande Otelo, vetusto Grande Prêmio do Cinema Brasílico, que completa 25 anos. A premiação, uma das mais importantes do cinema pátrio, aconteceu na noite desta terça-feira (4), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

“O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Fruto, recebeu 18 indicações, mas não foi a produção com mais estatuetas da noite. “Manas”, de Marianna Brennand, superou o longa de Mendonça Fruto por uma categoria, faturando cinco prêmios, incluindo o de direção.

Os dois filmes tiveram um embate no ano pretérito, quando disputaram uma vaga para o Brasil no Oscar. “O Agente Secreto” acabou representando o país na premiação americana.

“Há um ar sudestino que precisamos dissipar na Acadêmia Brasileira de Cinema”, disse Mendonça Fruto, ao receber a estatueta no palco. Ele ainda elogiou a performance de Wagner Moura, que protagoniza seu filme.

A produção mais premiada durante a cerimônia, porém, foi “Varão Com H”, cinebiografia de Ney Matogrosso dirigida por Esmir Fruto que venceu seis estatuetas —incluindo o prêmio do público e o de melhor ator para Jesuíta Barbosa, que encarna o cantor.

A cerimônia começou, inclusive, com uma apresentação de Matogrosso da música “O Tempo Não Para”, de Cazuza. Em seguida, Marieta Severo e sua filha, Silvia Buarque, assumiram a apresentação do evento. Renata Almeida Magalhães, presidente da Acadêmia Brasileira de Cinema, dedicou a noite a Luiz Carlos Barreto, um dos maiores produtores do cinema brasiliano, morto no final de julho.

Já Denise Weinberg, consagrada no teatro, foi eleita melhor atriz por “O Último Azul”, filme vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim. O papel é o seu primeiro uma vez que protagonista no cinema.

Também com “O Último Azul”, Rodrigo Santoro venceu o prêmio de melhor ator coadjuvante, e Dira Paes foi coroada na versão feminina da categoria, por “Manas”. “Espero que a gente nunca mais precise de uma retomada”, disse Santoro, no palco, sobre o bom momento do cinema brasiliano com a projeção internacional de “Ainda Estou Cá” e “O Agente Secreto”.

Fernanda Montenegro protagonizou “Velhos Bandidos”, eleito melhor filme de comédia. Claudio Torres, seu fruto e diretor do longa, não conseguiu comparecer à premiação, mas escreveu uma epístola que foi lida no palco pela produtora Juliana Capelini. Segundo ele, “Velhos Bandidos” foi concebido graças a presença e empolgação de sua mãe. Ary Fontoura, que protagoniza o longa ao lado de Fernanda, subiu ao palco para agradecer a estatueta.

“Máscaras de Oxigênio Não Cairão Involuntariamente”, série da HBO com Johnny Massaro e Bruna Linzmeyer, foi coroada a melhor do ano. A trama mostra uma vez que comissários de bordo contrabandeavam medicamentos nos anos 1980 para salvar pacientes com Aids no Brasil.

“Apocalipse nos Trópicos”, de Petra Costa, foi eleito melhor documentário. O longa mostra a influência das igrejas evangélicas e de pastores nas decisões políticas tomadas em Brasília.

Veja aquém a lista de indicados e vencedores do Prêmio Grande Otelo deste ano.

Melhor filme de ficção

  • “Varão com H”, de Esmir Fruto
  • “Manas”, de Marianna Brennand (vencedor/empate)
  • “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Fruto (vencedor/empate)
  • “O Fruto de Milénio Homens”, de Daniel Rezende
  • “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro

Melhor filme de comédia

  • “Agentes Muito Especiais”, de Pedro Antonio
  • “C.I.C–Meão de Perceptibilidade Cearense”, de Halder Gomes
  • “Sexa”, de Gloria Pires
  • “Sonhar Com Os Leões”, de Paolo Marinou-Blanco
  • “Uma Mulher Sem Filtro”, de Arthur Fontes
  • “Velhos Bandidos”, de Claudio Torres (vencedor)

Melhor documentário

  • “A Queda do Firmamento”, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha
  • “Apocalipse nos Trópicos”, de Petra Costa (vencedor)
  • “Hora do Recreio”, de Lucia Murat
  • “Mambembe”, de Fabio Meira
  • “Ritas”, de Oswaldo Santana e Karen Harley

Melhor filme infantil

  • “Narciso”, de Jeferson De
  • “O Quotidiano de Pilar na Amazônia”, de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put (vencedor)
  • “O Último Incidente”, de Maurilio Martins
  • “Os Dragões”, de Gustavo Spolidoro
  • “Thiago e Ísis e Os Biomas do Brasil”, de João Amorim

Melhor animação

  • “Authentic Games no Poderio Desconectado”, de Bruno Murtinho
  • “Eu e Meu Avô Nihonjin”, de Celia Catunda
  • “Nosso Louco Paixão”, de Nelson Botter Jr
  • “Tainá e os Guardiões da Amazônia—Em Procura da Flecha Azul”, de Alê Camargo e Jordan Nugem (vencedor)

Melhor filme ibero-americano

  • “Belén” (Argentina) (Vencedor/empate)
  • “O Olhar Misterioso do Flamingo” (Chile)
  • “O Riso e a Faca” (Portugal) (vencedor/empate)
  • “Pepe” (República Dominicana)
  • “Um Poeta” (Colômbia)

Melhor direção

  • Daniel Rezende, “O Fruto de Milénio Homens”

  • Esmir Fruto, “Varão com H”

  • Gabriel Mascaro, “O Último Azul”

  • Kleber Mendonça Fruto, “O Agente Secreto”

  • Marianna Brennand, “Manas” (vencedora)

Melhor primeira direção de longa-metragem

  • Douglas Soares, “Papagaios”

  • Gloria Pires, “Sexa”

  • Júlia Jordão, “Perfeitos Desconhecidos”

  • Márcia Faria, “A Procura de Martina”

  • Rafaela Camelo, “A Natureza das Coisas Invisíveis” (vencedora)

Melhor atriz de longa-metragem

  • Camila Pitanga, “Malês”

  • Carolina Dieckmann, “(Des)controle”

  • Denise Weinberg, “O Último Azul” (vencedora)

  • Jamilli Correa, “Manas”

  • Tânia Maria, “O Agente Secreto”

Melhor ator de longa-metragem

  • Antonio Pitanga, “Malês”

  • Ary Fontura, “Velhos Bandidos”

  • Irandhir Santos, “Os Enforcados”

  • Jesuíta Barbosa, “Varão com H” (vencedor)

  • Rodrigo Santoro, “O Fruto de Milénio Homens”

  • Wagner Moura, “O Agente Secreto”

Melhor atriz coadjuvante de longa-metragem

  • Alice Roble, “O Agente Secreto”

  • Camila Márdila, “A Natureza das Coisas Invisíveis”

  • Dira Paes, “Manas” (vencedor)

  • Grace Passô, “O Fruto de Milénio Homens”

  • Hermila Guedes, “O Agente Secreto”

Melhor ator coadjuvante de longa-metragem

  • Adanilo, “O Último Azul”

  • Alejandro Claveaux, “Ruas da Glória”

  • Augusto Madeira, “Os Enforcados”

  • Carlos Francisco, “O Agente Secreto”

  • Gabriel Leone, “O Agente Secreto”

  • Robério Diogenes, “O Agente Secreto”

  • Rodrigo Santoro, “O Último Azul” (vencedor)

  • Rômulo Braga, “Manas”

Melhor roteiro original

Melhor roteiro ajustado

Melhor direção de retrato

  • Azul Serra, ABC, “Varão com H”

  • Azul Serra, ABC, “O Fruto de Milénio Homens”

  • Evgenia Alexandrova, “O Agente Secreto” (vencedora)

  • Guillermo Garza, “O Último Azul”

  • Pierre de Kerchove, “Manas”

Melhor direção de arte

  • Dayse Barreto, “O Último Azul”

  • Dina Salem Levy, “Um Lobo Entre os Cisnes”

  • Marcos Pedroso, “Manas”

  • Thales Junqueira, “Varão com H”

  • Thales Junqueira, “O Agente Secreto” (vencedor)

Melhor figurino

  • Gabriella Marra, “Varão com H” (vencedora)

  • Gabriella Marra, “O Último Azul”

  • Kika Lopes, “Manas”

  • Manuela Mello, “O Fruto de Milénio Homens”

  • Rita Azevedo, “O Agente Secreto”

  • Rô Promanação, “Malês”

Melhor maquiagem

  • Andrea Tristão, “Barba Ensopada de Sangue”

  • Juliana Bolze, “O Último Azul”

  • Marisa Amenta, “O Agente Secreto”

  • Martín Macías Trujillo, “Varão com H” (vencedor)

  • Martín Macías Trujillo, “O Fruto de Milénio Homens”

Melhor montagem ficção

  • Bruno Bini, “Cinco Tipos de Temor”

  • Eduardo Serrano e Matheus Farias, “O Agente Secreto”

  • Germano de Oliveira, EDT, “Varão com H”

  • Isabela Monteiro de Castro, “Manas” (vencedora)

  • Marcelo Junqueira, AMC, “O Fruto de Milénio Homens”

Melhor montagem documentário

  • André Felipe Silva e João Wainer, “Zico – O Samurai de Quintino”

  • Cristina Amaral, “Ecos do Teatro Experimental do Preto”

  • David Barker, Tina Baz, Nels Bangerter, Jordana Berg, Victor Miaciro e Eduardo Gripa, “Apocalipse nos Trópicos” (vencedor)

  • Fabio Meira, Juliano Castro e Affonso Uchôa, “Mambembe”

  • Jordana Berg, “Cazuza, Boas Novas”

  • Oswaldo Santana, AMC, “Ritas”

Melhor efeito visual

  • Alexandre Boiron, Luuk Meijer e David van Heeswijk, “O Agente Secreto” (vencedor)

  • Claudio Peralta, “O Quotidiano de Pilar na Amazônia”

  • Eduardo Kurt, Magdalena Maia, Sofia Sussekind, Beatriz Paixão e Vandré Huppes, “O Último Azul”

  • Juliano Storchi, “O Fruto de Milénio Homens”

  • Massao Asaga, “Varão com H”

Melhor som

  • Ana Luiza Penna, Martín Grignaschi e Armando Torres Jr, ABC, “Varão com H” (vencedor)

  • Lia Camargo, ABC, Toco Cerqueira e Alan Zilli, MPSE, “O Fruto de Milénio Homens”

  • Liliana Villaseñor, Heverson Batista, María Alejandra Rojas, Arturo Salazar RB e Vincent Sinceretti, “O Último Azul”

  • Pedro Moreira, Moabe Fruto, Tijn Hazen e Cyril Holtz, “O Agente Secreto”

  • Valéria Ferro, Miriam Biderman, ABC, Ricardo Reis, ABC e Armando Torres Jr, ABC, “Manas”

Melhor trilha sonora

  • André Abujamra e George Nahssen, “A Melhor Mãe do Mundo”

  • Antonio Pinto e Barulhista, “Malês”

  • Fabio Góes, “O Fruto de Milénio Homens”

  • Guilherme Amabis, Mariana Amabis e Rica Amabis, “Varão com H” (vencedor)

  • Tomaz Alves Souza e Mateus Alves, “O Agente Secreto”

Melhor série

  • “Ângela Diniz: Assassinada e Condenada”
  • “Venustidade Infalível”
  • “Cangaço Novo” (2ª Temporada)
  • “Emergência Radioativa”
  • “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Involuntariamente” (vencedor)

Melhor atriz em série

  • Adriana Esteves, “Os Outros”
  • Alice Roble, “Cangaço Novo” (vencedora)
  • Bruna Linzmeyer, “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Involuntariamente”
  • Camila Pitanga, “Venustidade Infalível”
  • Marjorie Estiano, “Ângela Diniz: Assassinada e Condenada”
  • Thainá Duarte, “Cangaço Novo”

Melhor ator em série

  • Allan Souza Lima, “Cangaço Novo”
  • Chico Díaz, “Os Donos do Jogo”
  • Johnny Massaro, “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Involuntariamente” (vencedor)
  • Johnny Massaro, “Emergência Radioativa”
  • Ravel Andrade, “Raul Seixas—Eu sou”

Melhor série de documentário

  • “A Mulher da Moradia Abandonada”
  • “Caçador de Marajás” (vencedor)
  • “Cazuza: Além da Música”
  • “Chico Anysio—Um Varão à Procura de um Personagem”
  • “Congonhas: Tragédia Anunciada”
  • “O Testamento: O Sigilo de Anita Harley”

Melhor série de animação

  • “As Aventuras de Tita”
  • “Esquadrão do Mar Azul” (2ª Temporada)
  • “Esse É O Bicho!” (2ª Temporada)
  • “Gnaks!”
  • “O Mundo Sem Filtro de Any Malu”
  • “Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma” (3ª Temporada) (vencedor)
  • “Senninha na Pista Maluca” (3ª Temporada)

Melhor curta de ficção

  • “Amarela”, de André Hayato Saito (vencedor)
  • “Arame Farpado”, de Gustavo de Roble
  • “Boiuna”, de Adriana de Faria
  • “Klaustrofobia”, de João Londres
  • “Peixe Morto”, de João Fontenele
  • “Presépio”, de Felipe Bibian

Melhor curta de documentário

  • “Cartas pela silêncio”, de Mariana Reade, Thays Acaiabe e Patrick Zeiger
  • “Parecer”, de Alice Riff
  • “Filme sem querer”, de Lincoln Péricles
  • “Replika”, de Piratá Waurá e Heloisa Passos
  • “Sebastiana”, de Pedro de Alencar (vencedor)

Melhor curta de animação

  • “A Tragédia do Lobo-guará”, de Kimberly Palermo (vencedor)
  • “Uma vez que Nasce um Rio”, de Luma Flôres
  • “Mãe da Manhã”, de Clara Trevisan
  • “Safo”, de Rosana Urbes
  • “Seu Vô e a Baleia”, de Mariana Elisabetsky
  • “Uma Moçoila, Um Rio”, de Renata Martins Alvarez

Folha

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