Harvey Weinstein, o ex-magnata de Hollywood cuja queda projetou o movimento #MeToo, foi sentenciado nesta quarta (23) a 15 anos de prisão por um violação sexual grave, encerrando seu processo criminal em Novidade York.
Weinstein, de 74 anos, foi considerado culpado em 2025 de cometer um ato sexual criminoso contra uma ex-assistente de produção, Miriam Haley, num quarto de seu apartamento no SoHo, em 2006. Promotores de Manhattan haviam pedido uma pena de 20 anos. Seus advogados haviam solicitado uma pena de nove anos.
Weinstein foi réprobo pela primeira vez por crimes sexuais em Novidade York em 2020, inclusive pelo ataque a Haley, e recebeu uma pena de 23 anos de prisão. Mas um tribunal de apelações anulou o veredito quatro anos depois, por entender que Weinstein havia sido privado de um julgamento justo. Os juízes determinaram a realização de um novo julgamento.
Num segundo julgamento, em 2025, ele voltou a ser considerado culpado por uma única querela de ato sexual criminoso contra Haley. Mas o júri não conseguiu chegar a um veredito sobre outra querela e absolveu Weinstein de uma terceira. O juiz Curtis Farber determinou um novo julgamento e disse que aguardaria seu resultado para sentenciar Weinstein.
Num terceiro julgamento, neste ano, o novo júri também não chegou a um consenso sobre a querela de que Weinstein teria estuprado Jessica Mann, uma ex-aspirante a atriz. A promotoria distrital de Manhattan, chefiada por Alvin Bragg, pediu o arquivamento da querela restante contra Weinstein e informou que não tentaria julgá-lo novamente.
A sentença desta quarta-feira encerra mais um capítulo dos problemas de Weinstein com a Justiça criminal, que se estenderam por dois estados. Weinstein se declarou simples de todas as acusações que enfrentou em Novidade York e na Califórnia, e seus advogados sustentaram que, embora ele possa ter mantido relações com as mulheres, nunca as agrediu.
As denúncias de agravo contra Weinstein, reveladas inicialmente pelo The New York Times e pela revista The New Yorker em 2017, desencadearam o movimento #MeToo e logo o derrubaram de sua posição de poder na indústria do cinema e da televisão.
A pressão pública e as revelações de que promotores haviam se recusado a levar adiante uma denúncia anterior de agressão contra Weinstein levaram a promotoria distrital, logo chefiada por Cyrus Vance, a acusá-lo de crimes sexuais em 2018.
Weinstein foi réprobo por acusações semelhantes na Califórnia e recebeu uma pena de 16 anos de prisão no estado. No entanto, em junho, um tribunal de apelações decidiu que Weinstein terá de receber uma novidade sentença.
Na semana passada, uma mulher entrou com uma ação na Justiça estadual de Manhattan acusando James Dolan, proprietário do New York Knicks e do Madison Square Garden, de se impor fisicamente sobre ela e manter relações sexuais sem seu consentimento, além de organizar um encontro com Weinstein, a quem ela acusou de agredi-la sexualmente.
É a segunda vez que a mulher, Kellye Croft, apresenta acusações contra os dois homens. Em 2024, Croft entrou com uma ação num tribunal federalista de primeira instância em Los Angeles, dizendo que o incidente havia ocorrido uma dezena antes, no termo de 2013, quando ela tinha 27 anos e havia sido contratada para trabalhar porquê massoterapeuta numa turnê da clássica orquestra de rock Eagles. A ação foi arquivada por um juiz federalista.
Um porta-voz de Weinstein, Juda Engelmayer, disse que seu cliente negava as acusações. Um porta-voz de Dolan afirmou, em expedido, que a ação “não tem fundamento”.
No caso de Haley, ela testemunhou que Weinstein a havia convidado para “dar um oi” em seu apartamento no SoHo em julho de 2006, na noite anterior à data em que os dois deveriam comparecer a uma estreia em Los Angeles.
Pouco depois de ela chegar, segundo seu testemunho, Weinstein a encurralou em um quarto, forçou-a a se deitar em uma leito, imobilizou-a e a obrigou a permitir que ele praticasse sexo verbal nela.
Posteriormente a pena de Weinstein no ano pretérito, Haley ficou diante do tribunal e disse esperar que o caso tivesse “finalmente terminado”.
“É um consolação em todos os sentidos”, disse Haley, que deve se pronunciar na audiência de sentença nesta quarta-feira. “E fico feliz por ter comparecido, apesar de algumas táticas de intimidação da resguardo.”





