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He Man luta com própria insegurança em novo filme 03/06/2026
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He-Man luta com própria insegurança em novo filme – 03/06/2026 – Ilustrada

Figurinha carimbada nos programas infantis dos anos 1980, He-Man marcou uma geração ao diariamente empunhar a sua punhal e bradar que tinha a força. A cena icônica ressurge no novo filme, mas o herói pronuncia as palavras com instabilidade, longe da invulnerabilidade de antes.

Batizado somente de “Mestres do Universo”, o longa apresenta uma versão do personagem que cresceu na Terreno, exilado do reino fantástico de Etérnia. Alter-ego do guerreiro, o príncipe Adam foge para a nossa veras ainda na puerícia, em meio a um ataque devastador do vilão Esqueleto ao lar, e cresce solitário com as memórias de soldados incríveis e de seres extraordinários.

Quinze anos depois da fuga, Adam sofre uma vez que poucos. Afundado em uma rotina corporativa insuportável e taxado de louco por amigos, o protagonista luta para encontrar o caminho de volta para a terreno natal. Quando retorna, porém, a Etérnia que ele reencontra está devastada, dominada por um Esqueleto sedento por todo o poder do universo.

A pressão para salvar o reino e a vida no exílio definem a fragilidade de Adam no filme. Mesmo quando empunha a punhal e se torna o He-Man, ele ainda sofre pela falta de aprovação do pai, que na puerícia o julgava frágil demais para a grinalda.

Leste drama paterno foi fundamental para Nicholas Galitzine na hora de dar vida ao herói loiro e pleno de músculos. Segundo o ator inglês, a trama familiar, uma aposta do longa, o ajudou a dar profundidade a um protagonista todo poderoso.

“Nós conversamos nos bastidores sobre uma vez que trazer humanidade a estas pessoas maiores que a vida, e isso foi a primeira coisa com a qual me conectei ao Adam”, diz o britânico à Folha, durante a sua visitante a São Paulo para promover o longa. Em sua avaliação, personagens invencíveis afastam o público: “Eles se tornam unidimensionais e chatos.”

“A relação com o pai informa completamente quem Adam é, e por razão dela que ele acaba recluso na Terreno, sofrendo para seguir em frente. De certa forma, ele se sente confinado à petiz que era em Etérnia.”

Por casualidade, a petiz interno de Adam também é fã escancarada do universo do He-Man. Mesmo depois de adulto, o príncipe passa horas desenhando espadas e inventando apelidos para os guerreiros da puerícia, em uma preocupação parecida com a da meninada que caiu de amores pelos brinquedos e pelo traçado entusiasmado nos anos 1980.

Tudo isso cai uma vez que uma luva em um filme que procura reacender nas telonas a febre de “Mestres do Universo”. Criada pela Mattel uma vez que resposta ao sucesso dos brinquedos de “Star Wars”, a franquia lançada em 1982 virou um fenômeno, com seus heróis musculosos dominando as prateleiras. Desde logo, porém, a trabalhador tem encontrado dificuldades para repetir o feito, entre relançamentos malsucedidos e um primeiro filme que se tornou sinônimo de fracasso posteriormente sua estreia, em 1987.

Já a novidade adaptação apela para o pretérito. O longa recria o visual original dos heróis e vilões da série animada, produzida pela Filmation, e inclui diversas referências a cenas do traçado. Diretor do filme, Travis Knight compara o trabalho a um repto de estabilidade.

“Eu tentei sempre recorrer à petiz de oito anos que se apaixonou por ‘Mestres do Universo’, em dar vida ao filme que ela gostaria de ver”, explica o cineasta. “Um componente importante disso é a nostalgia, de amar o que veio antes, mas você também precisa estar descerrado ao que vem a seguir. Esta adaptação é uma mistura dessas duas partes.”

A partir disso, Knight e os roteiristas encontraram um caminho para uma versão do protagonista que iguala os fãs no fascínio pelo mundo de Etérnia. Segundo o diretor, Adam vê a terreno natal da mesma forma que um adulto lembra da puerícia —um olhar gentil, dissemelhante da veras dura dos fatos.

Nisso, o choque de impressões energiza a trama, em próprio quando o herói retorna do exílio na Terreno. A produção viu aí a chave para introduzir ao público os guerreiros mais estranhos, incluindo um com pescoço elástico e outro que se arremessa nos adversários.

“Para a gente, foi ótimo ter um protagonista assim para explicar esses personagens insanos de nomes ridículos, uma vez que Fisto, Aríete e o próprio He-Man”, diz Knight. “Em que mundo essas pessoas teriam tais batismos? Assim, a gente passa a ver as coisas também uma vez que petiz.”

O mais surpreendente é que essa proposta nostálgica ajudou o elenco a se desarmar do temor pelo lado mais bélico do saudosismo do público. Um repto interessante em próprio para Galitzine e Camila Mendes, que lideram o grupo uma vez que Adam e a heroína Teela. Eles nasceram nos anos 1990, uma geração depois do fenômeno de “Mestres do Universo”, mas anterior às novas audiências miradas pela produção.

Segundo a dupla, estar dentro deste sanduíche geracional rendeu uma experiência libertadora. “A gente conheceu esses personagens quando crianças, mas não tivemos muito contato com eles. O trabalho me deu a chance de entender levante mundo”, explica Mendes.

A atriz diz que se apaixonou pela série no processo. “Passei a observar o traçado toda noite, antes de dormir. De repente, fiquei animada com a teoria de apresentar esses heróis aos mais novos.”

Galitzine afirma que a missão do filme foi tanto de deleitar os fãs quanto de atrair uma novidade geração: “O repto era fabricar personagens que os mais velhos curtissem, mas com liberdade para produzir alguma coisa novo”. Com esse olhar maduro sobre a nostalgia dos fãs, o ator logo pode manifestar sem temor que tinha a força.

Folha

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