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Dia da Bicicleta destaca desafios de infraestrutura e equidade no
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Dia da Bicicleta destaca desafios de infraestrutura e equidade no Rio

O Dia Mundial da Bicicleta, comemorado nesta quarta-feira (3), envolve não só uma definição de relevância do veículo uma vez que meio de transporte sustentável, mas também preocupação com relação à infraestrutura cicloviária para a cidade do Rio de Janeiro. A avaliação é da professora Andrea Santos, do Programa de Engenharia de Transportes do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federalista do Rio de Janeiro (UFRJ).

Um dos pontos de pesquisa do programa é a urgência de investimentos na expansão e adequação da malha cicloviária. “E isso perpassa pela questão da segurança no uso da bicicleta. A gente sabe que para o progresso da malha cicloviária, uma vez que se trata de um meio de transporte muito importante, a questão da segurança tem uma série de vulnerabilidades na cidade do Rio de Janeiro”, indicou Andrea.


Rio de Janeiro (RJ), 03/06/2026 – Dia Mundial do Turismo -  Professora Andrea Santos, da Coppe.
Foto: Carol Ornelles/Ascom Coppe
Rio de Janeiro (RJ), 03/06/2026 – Dia Mundial do Turismo -  Professora Andrea Santos, da Coppe.
Foto: Carol Ornelles/Ascom Coppe

Professora Andrea Santos critica falta de investimento em ciclovias na periferia da capital – Carol Ornelles/Ascom Coppe

Algumas críticas estão relacionadas à justiça, justiça climática, ao projecto de mobilidade urbana sustentável do Rio e ao projecto de expansão cicloviária. “O que, enfim, em termos de política pública, vem sendo pensado para promover esse meio de transporte?”, indagou.

Segundo Andrea Santos, na prática, ainda se vê uma série de deficiências, uma vez que expansão lenta e com algumas falhas de planejamento urbano. A perito também criticou, em relação à justiça e justiça, por exemplo, que a priorização das ciclovias é para a extensão sublime da capital. “Isso fica muito desempenado para turismo e para as classes A e B do Rio de Janeiro”.

Para Andrea, falta investimento adequado para as áreas mais periféricas, para outras regiões que precisam de mais investimento para promover um transporte sustentável por bicicleta.

“Portanto, a sátira que eu faço uma vez que pesquisadora é que não pode ser só a questão de ser bonito para turista e moradores da zona sul. A gente tem uma série de desafios relacionados à implementação dessas políticas cicloviárias na cidade do Rio de Janeiro”.

Procurada pela Filial Brasil, a prefeitura do Rio de Janeiro não se manifestou sobre o tema.

Conscientização

As primeiras ciclovias do Rio de Janeiro foram inauguradas em 1991, integrando o projeto de reurbanização da orla, o Rio Orla. O primeiro trecho contínuo se estendia da Avenida Atlântica, em Copacabana, na profundidade da Rua Francisco Otaviano, até a Pedra do Leme.

A malha cicloviária inicial foi expandida e consolidada em 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Envolvente e Desenvolvimento (Repercussão-92), quando a cidade adotou infraestruturas voltadas à mobilidade sustentável.

Andrea Santos chamou a atenção para a urgência também de ensino e conscientização da população que usa as ciclovias e para quem usa bicicleta elétrica e ciclomotores. “É preciso ter a colaboração dos usuários, da sociedade, para reduzir as mortes no trânsito, concluiu a pesquisadora.

Zen Ciclismo

O repórter prateado Juan Carlos Kriemer, de 81 anos, é ciclista há 76 anos, e defende o ciclismo urbano uma vez que “o cavalo de guerra universal da mobilidade sustentável”. Ele está no Rio nesta quarta-feira para lançar na Livraria Janela, no Jardim Botânico, zona sul da capital, o livro de sua autoria Zen Ciclismo, a Bicicleta uma vez que Caminho, da Gryphus Editora.

No livro, Kriemer estimula a bicicleta uma vez que meio de transporte sustentável. “Nem todos sabem de verdade o que significa o concepção de sustentabilidade, mas entendem para qual direção ele indica. O concepção é definido ao pôr em prática políticas e estratégias que reúnem as necessidades atuais da sociedade sem comprometer a capacidade das futuras gerações de solucionar seus próprios problemas”, afirma em trecho do livro.

À Filial Brasil, Juan Carlos Kriemer disse que, para ele, a bicicleta é uma prolongação do corpo, “muito mais do que um meio de transporte”. Ao mesmo tempo que facilita a locomoção, o veículo faz uma maior conexão do usuário com o meio envolvente. “Há maior conexão com você mesmo, com outros ciclistas, com as ruas, com a cidade”.


Rio de Janeiro (RJ), 03/06/2026 – Dia Mundial do Turismo -  Juan Carlos Kriemer e sua editora Gisela Zincone.
Foto: George Patiño/Divulgação
Rio de Janeiro (RJ), 03/06/2026 – Dia Mundial do Turismo -  Juan Carlos Kriemer e sua editora Gisela Zincone.
Foto: George Patiño/Divulgação

Juan Carlos Kriemer e a editora Gisela Zincone – George Patiño/Divulgação

Dia Mundial da Bicicleta

A data foi instituída na Parlamento Universal da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2018, em seguida campanha liderada pelo professor e sociólogo Leszek J. Sibilski, que contou com o pedestal de 57 países.

Diversos órgãos e programas da ONU colaboram ativamente na promoção da bicicleta uma vez que um meio de transporte sustentável, seguro e proveitoso para a saúde física e mental das pessoas. É o caso, por exemplo, do Programa das Nações Unidas para o Meio Envolvente (Pnuma) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Andrea Santos ressaltou o reconhecimento pela ONU da relevância da bicicleta uma vez que meio de transporte sustentável e os benefícios sociais, econômicos e ambientais do uso desse veículo uma vez que meio de transporte, também para a questão de lazer, de promoção de bem-estar para os usuários e a sociedade uma vez que um todo.

“É um dia para conscientizar sobre a relevância da bicicleta na mobilidade urbana e os benefícios que ela traz para a saúde pública. Porque você tem aí uma série de benefícios alinhados à teoria de cidade sustentável, que incluem promoção de bem-estar, melhoria da qualidade de vida, o que está também desempenado aos indicadores de desenvolvimento sustentável da ONU”, afirmou.

Fonte EBC

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