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IA recria gol mais bonito de Pelé; veja vídeo
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IA recria gol mais bonito de Pelé; veja vídeo – 14/07/2026 – Esporte

O gol tido uma vez que o mais bonito da curso de Pelé (1940-2022) tinha sobrevivido somente na memória e em relatos de quem o testemunhou, porque aconteceu em 1959, numa partida entre o Santos e o Juventus —alguns anos antes da chegada do videotape ao futebol.

Agora, o lendário gol do estádio Conde Rodolfo Crespi, na rua Javari, na Mooca, zona leste de São Paulo, ganha uma versão em vídeo. Mas em vez de uma filmagem real, que não existia à idade, a jogada surge recriada por lucidez sintético, no documentário “The Most Beautiful Goal Never Seen” (O Gol Mais Bonito Que Nunca Foi Visto).

Lançado mundialmente na manhã desta terça-feira (14), o filme é uma parceria entre o Google DeepMind, laboratório de pesquisa em IA da empresa de tecnologia, e a marca Pelé, administrada pela NR Sports. A recriação do gol foi feita com os modelos Gemini Omni, Veo 3 e Nano Banana.

O projeto foi gestado dentro do time que pesquisa aplicações de IA ao universo da mídia e entretenimento dentro do Google Deepmind, o mesmo que no ano pretérito já tinha realizado um projeto com a produtora Primordial Soup, do cineasta Darren Aronofsky, gerando o filme “Ancestra”.

“Dois anos detrás, esse filme do Pelé não seria verosímil, porque o protótipo [de IA de vídeo] não era bom o suficiente ainda. Não seria verosímil [recriar] o Pelé e dizermos: ‘Ah, esse é o Pelé mesmo’. Mas no vídeo agora, até a filha dele reconhece o pai”, diz a brasileira Márcia Mayer, head de produção do Google Deepmind, que antes trabalhou na Pixar.

Ao contrário do que o tino generalidade pode imaginar, que a IA substituiria os seres humanos em um projeto assim, a tecnologia na verdade surge uma vez que uma instrumento aliada —num projeto que também só é verosímil graças ao trabalho de pessoas reais.

Para chegar à recriação do gol, primeiro, foi preciso uma extensa pesquisa histórica. Não só a partir dos relatos de quem viu o gol e da única foto conhecida da jogada em si, mas também buscando registros do estádio e fotos de idade para ver o que o público vestia.

A pretensão do projeto, dizem seus organizadores, foi buscar a precisão histórica. De modo que até a chuteira que os jogadores usavam à idade fosse igual.

“Tudo tem que ser fundamentado em alguma imagem que você resgatou”, diz Gabe Ferreira, líder de geração e design do Google. “O estádio, a chuteira, a forma uma vez que as pessoas se vestiam… Queríamos que tudo isso fosse realmente tratado uma vez que um material histórico.”

Os humanos também entraram no roteiro e até na filmagem, que teve um set tradicional —já que o gol de Pelé chegou a ser encenado por atores, filmados por seis câmeras, para captar o movimento dos corpos.

Ou seja, não basta inserir um prompt em um protótipo de IA para recriar um evento histórico assim. Todo o material da pesquisa foi usado no processo.

“Se você compara a Javari que gravamos com a que aparece no filme, é dissemelhante. Tivemos que mudar certos aspectos do estádio, porque ele foi reformado várias vezes desde 1959. Tivemos que usar essa base gravada e alterá-la com base nas fotos do pilha histórico”, diz Gabe Ferreira.

Mesmo a globo que era usada no jogo original, mais pesada do que hoje em dia, foi recriada para que isso pudesse se refletir no movimento dos jogadores.

“As pessoas acham que você diz para o protótipo ‘faça esse gol’ e o filme sai pronto. Mas não é. Tivemos que colocar todo zelo no filme base, para ter autenticidade, fazer o que já era verosímil. E a IA entra para fazer o que antes era impossível”, diz Márcia Mayer.

O documentário também traz diversas entrevistas, inclusive com Pepe, único jogador vivo que estava no time de Pelé.

Pelé tinha 18 anos quando marcou o gol da rua Javari. O rei tinha ingénuo o placar aos 24 minutos do primeiro tempo contra o Juventus e ampliou a vantagem aos 7 minutos do segundo.

A torcida juventina —muro de 10 milénio pessoas, segundo relatos— decidiu portanto hostilizar o craque. A cada toque na globo, vinham vaias da arquibancada.

Em uma tentativa de ataque do Juventus, o Santos rouba a globo e inicia um contra-ataque. O ponta-direita Dorval portanto avança e lança a globo na direção da ingresso da espaço, onde Pelé, marcado por um rival, esperava.

Sem deixar a globo tocar o solo, Pelé dá uma meia-lua no primeiro patrono. Logo a globo quica pela última vez. Depois, Pelé dá chapéus em mais dois zagueiros —sem deixar a globo desabar— e, ainda sem deixar a pelota tocar o solo, chapela também o goleiro Mão de Onça, que cai de faceta na grama. O Rei portanto faz o gol de cabeça, da ingresso da pequena espaço.

Segundos depois, o rei ainda criou uma das comemorações mais famosas do futebol: o soco no ar. Os próprios rivais do Juventus aplaudiram o craque e, antes de o jogo reiniciar, foram cumprimentá-lo.

Não é a primeira vez que a jogada é recriada com a ajuda da tecnologia. Em 2004, o documentário “Pelé Eterno” recriou o gol com a ajuda de computação gráfica, mas os recursos disponíveis à idade estavam aquém do que as ferramentas de IA generativa permitem fazer hoje.

Folha

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