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Interferência de Trump lança sombra sobre a Copa e EUA
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Interferência de Trump lança sombra sobre a Copa e EUA – 06/07/2026 – Esporte

Até leste domingo (5), Donald Trump ainda não havia marcado presença em nenhum jogo da Despensa do Mundo. Ainda assim, sua sombra passou a pairar sobre o torneio em seguida o presidente dos Estados Unidos comportar que intercedeu diretamente junto ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, para rever o cartão vermelho recebido pelo americano Folarin Balogun no duelo com a Bósnia, na quarta-feira (1º), na exórdio do mata-mata.

Trump ainda classificou uma vez que “suspeito” o louvado brasílico Raphael Claus, responsável pela expulsão do atacante. “Esse louvado é um tanto suspeito se você verificar o pretérito dele”, afirmou.

Em nota, a CBF saiu em resguardo do profissional, que tem 18 anos de curso e está em sua segunda Despensa —também atuou no Mundial do Qatar em 2022. “A CBF refuta qualquer sugestão que coloque em incerteza a integridade de Raphael Claus.”

A confessa interferência do republicano —em um telefonema também recepcionado por Infantino, embora o dirigente tenha assegurado a autonomia dos órgãos de moral da entidade que ele comanda— não só mudou a repercussão do Mundial nos EUA, uma vez que também provocou reações em várias partes do mundo.

Nos principais veículos americanos, o incidente passou a ser tratado menos uma vez que uma discussão sobre a arbitragem de Claus e mais uma vez que um teste para a independência da Fifa, das quais presidente mantém notória amizade com Trump.

Nenhum líder político mundial foi visto mais vezes nos últimos anos no Salão Oval da Mansão Branca do que Infantino, que, em dezembro de 2025, concedeu ao presidente dos EUA o primeiro Prêmio da Silêncio da Fifa. A escolha para a honraria virou branco de denúncias no Parlamento Europeu e no Comitê de Moral da Fifa.

Nesta segunda-feira (6), The New York Times, The Washington Post, NBC News e ABC News destacaram a relação de ambos e a recepção de Trump de que telefonou para Infantino. Os veículos também noticiaram a reação imediata de dirigentes, federações e comentaristas, que passaram a discutir os limites da influência política sobre decisões disciplinares da entidade máxima do futebol.

“Uma decisão uma vez que essa levanta claramente questões sobre a integridade do maior evento do futebol mundial”, escreveu The Athletic, braço esportivo do New York Times. De concordância com a ABC News, a Mansão Branca chegou a oferecer seus advogados à Federação de Futebol dos Estados Unidos para ajudar no recurso junto à Fifa.

A versão americana do britânico Guardian afirma que a mediação de Trump com os cartões vermelhos prejudica mais do que ajuda a participação dos EUA na Despensa do Mundo. “A percepção de que os EUA receberam uma vantagem injusta —e receberam, sem incerteza— prejudica seu potencial de classificação”, escreveu a publicação.

Em entrevista a Gary Lineker no programa “The Rest Is Football”, da Netflix, o ex-goleiro da seleção dos Estados Unidos Brad Friedel também criticou a revisão da punição aplicada a Balogun. “Na verdade, fico triste que isso tenha realizado com o país”, afirmou, ao comentar o impacto do incidente sobre a imagem da seleção americana.

Friedel afirmou que a mediação do governo em uma decisão esportiva compromete o princípio de imparcialidade. “Ter um governo intervindo em uma decisão… O esporte deveria ser puro, deveria ter suas regras. As regras foram definidas antes do torneio”, disse.

Questionado sobre uma vez que reagiria se estivesse no lugar de Mauricio Pochettino, técnico da seleção dos EUA, caso soubesse que a federação teria participado do incidente, Friedel foi ainda mais duro. Disse que, nessa hipótese, “talvez eu pedisse destituição antes do jogo”.

Nem todos os veículos e comentaristas do país tiveram, porém, a mesma abordagem. A Fox News, mais alinhada à governo de Trump, deu mais destaque ao argumento do presidente de que a reversão da suspensão de Balogun corrigiria uma expulsão considerada injusta.

Comentarista da Fox, emissora que detém os direitos de transmissão da Despensa do Mundo em inglês nos EUA, o ex-zagueiro da seleção americana Alexi Lalas teve uma discussão com um usuário nas redes sociais, em seguida ele declarar que a seleção americana estaria avançando no torneio por meio de uma trapaça. “Quem está trapaceando e uma vez que?”, questionou Lalas.

O ex-jogador acrescentou que a decisão do louvado Raphael Claus, responsável pela expulsão do americano, foi um “contraditório” e criticou a arbitragem do Mundial. “É preciso expor que, se o nome dele fosse Messi, uma vez que vimos no início do torneio, ele ainda estaria em campo”, em referência a uma falta do prateado no jogo contra a Argélia, na primeira rodada da período de grupos.

Em seu ataque a Claus, Trump disse que não achou falta de Balogun no bósnio Tarik Muharemovic, mas admitiu que nem sequer sabia o que era um cartão vermelho até o lance. “Quando descobri, pensei: ‘só pode ser uma folgança’.”

Claus só expulsou o jogador americano em seguida uma sugestão do VAR, comandado naquela partida pelo venezuelano Juan Soto.

Ao comportar a conversa com Trump, Infantino disse que tentou explicar ao presidente dos EUA uma vez que funcionam os processos da Fifa. “Expliquei que havia um processo legítimo em curso envolvendo os órgãos judiciais independentes da Fifa e que o caso seria sentenciado no devido tempo pelos órgãos competentes”, afirmou o cartola em nota.

A Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) disse que a decisão da Fifa “ultrapassou uma traço vermelha”.

“A decisão de ontem de suspender por um período probatório de um ano a implementação da suspensão automática de um jogo em seguida o cartão vermelho oferecido ao jogador Folarin Balogun ultrapassou uma traço vermelha. O futebol, uma vez que qualquer outro esporte, depende de regras, que são a base para uma competição justa, honesta e transparente. Às vezes, as regras são branco de tradução. Neste caso, não”, escreveu a entidade.

A Uefa foi uma das primeiras confederações a se manifestar sobre o caso porque a Bélgica se sentiu principalmente prejudicada com o incidente, principalmente porque a Fifa rejeitou um recurso apresentado pela federação belga sobre a elegibilidade de Balogun para o jogo desta segunda-feira (6), em Seattle.

A Bélgica contestou formalmente a decisão da Fifa, afirmando que “não tinha outra escolha senão impugnar a elegibilidade [de Balogun] para a partida”.

O comitê de recurso da Fifa, no entanto, considerou o pedido apresentado pela RBFA (Real Associação Belga de Futebol) “inadmissível”. A decisão foi tomada sob o argumento de que “a RBFA não é secção no processo e, portanto, não tem legitimidade para recorrer da decisão”.

Em meio à polêmica criada por Trump, a Fifa escolheu Adham Makhadmeh, da Jordânia, para apitar o duelo entre EUA e Bélgica pelas oitavas de final da Despensa do Mundo.

Folha

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