Um dos principais atacantes do futebol, Cristiano Ronaldo se deu muito em tudo que disputou –ou quase tudo.
Nesta segunda-feira (6), em Dallas, o jogador não conseguiu evitar a roteiro por 1 a 0 para a Espanha que eliminou a seleção portuguesa da Despensa do Mundo.
Aos 41 anos, CR7 disputou seu sexto Mundial, mas sem o mesmo aproveitamento que sempre ostentou em outras competições.
Sua curso em Copas terminou com somente um gol em partidas de mata-mata, marcado contra os croatas, na período de 32, em vitória dramática por 2 a 1.
O número é modesto em verificação com o desempenho em outras competições. Na Champions League, por exemplo, ele marcou 140 gols, sendo 67 em fases de mata-mata —ambos números são recordes.
Na período de grupos do Mundial, conseguiu finalmente empatar e ultrapassar o compatriota Eusébio com os dois que marcou na goleada por 5 a 0 contra o Uzbequistão.
É difícil criticar um atacante que fez 11 gols em Despensa. Mas de Cristiano sempre se espera mais, uma marca que ele mesmo colocou. Depois da partida, chegou a desoprimir contra quem o dava por emérito —diante do início arrasador de Messi e Mbappé.
“Foi uma semana difícil. Parecia que já estava emérito do futebol. Mas aguentei, porquê aguento sempre, porque acredito mais no trabalho do que em outra coisa. Foi difícil, tenho que revelar, mas estamos de volta”, disse depois de marca na frágil seleção uzbeque.
Eternamente comparado a Messi, o luso ficou muito para trás na disputa individual nas Copas —o prateado soma 20 gols, com o gálico Mbappé nos calcanhares dele, com 19. E tem ainda o inglês Harry Kane, outro atacante em ação na América do Setentrião, com 14.
Diante da Espanha, o camisa 7 teve poucas oportunidades. Chegou moroso em um intercepção de Pedro Neto, não conseguiu completar muito outro lance na dimensão. Normalmente foi assim, acionado para dar só o toque final, o que já fez no pretérito (ou nos clubes) com sublimidade.
Restou a CR7 o aparentemente inalcançável recorde que associa gols e longevidade: só ele marcou em seis Mundiais diferentes.
Histórico nas Copas anteriores
Curiosamente, a melhor campanha de Cristiano Ronaldo na competição foi a primeira, em 2006, na Alemanha, quando ele não era o protagonista do time e a seleção lusa chegou ao quarto lugar.
Com Luiz Felipe Scolari porquê técnico e Figo com a braçadeira de capitão e a camisa 7, Cristiano era só CR17 há 20 anos. Na período de grupos, diante do Irã, fez seu primeiro gol, de pênalti.
Nas oitavas de final, foi substituído aos 34min depois de uma ingressão dura de um marcador holandês no jogo que recebeu o sobrenome de Guerra de Nuremberg pela violência.
Voltou nas quartas de final, no 0 a 0 contra a Inglaterra, com vitória nos pênaltis. Mas não evitou a roteiro para a França na semifinal.
Na decepcionante Despensa de 2010, já com a camisa 7 e porquê principal nome da equipe, foram dois 0 a 0, contra Costa do Marfim e Brasil. Quando a seleção goleou, um 7 a 0 diante da Coreia do Setentrião, CR7 fez somente um gol, quase sem querer.
Nas oitavas de final, Portugal perdeu por 1 a 0 para a Espanha.
Cristiano Ronaldo foi uma grande sensação midiática na Despensa disputada no Brasil, em 2014. Mas a seleção portuguesa mostrou-se uma das frustrações do torneio. Logo na estreia, foi goleada por 4 a 0 para a Alemanha (depois, os alemães goleariam outra seleção, por 7 a 1).
O empate diante dos EUA (2 a 2) praticamente eliminou os portugueses em uma era em que o terceiro posto voltava para morada. Contra Gana, na vitória por 2 a 1, fez um gol, mas não evitou a eliminação na período de grupos.
Na Despensa da Rússia, em 2018, CR7 começou com tudo e parecia que seria um dos destaques do torneio. Fez um “hat-trick” no 3 a 3 contra a favorita Espanha e depois marcou o gol da vitória contra Marrocos.
Porém os portugueses falharam logo no início do mata-mata, com roteiro para o Uruguai —e novamente com CR7 passando em branco. Os quatro gols no torneio foram a melhor marca do atacante na competição.
Em 2022, no Qatar, Cristiano e Portugal tiveram uma crise inédita na história da relação.
Logo na estreia, contra Gana, o camisa 7 fez o primeiro gol da seleção comandada por Fernando Santos —e também foi eleito o melhor em campo depois do 3 a 2.
No segundo e terceiro jogo, foi substituído, cada vez mais cedo. E não gostou.
Fernando Santos não comprou o mi-mi-mi do ídolo e deixou-o no banco nas oitavas de final, contra a Suíça —a cena com quase todos os fotógrafos voltados para o banco de suplente na hora do hino (em vez de focar na seleção titular) é uma das imagens icônicas daquele Mundial.
Para má sorte de CR7, a aposta de Santos funcionou. Gonçalo Ramos, o atacante substituto, fez três gols na vitória por 6 a 1 —Ronaldo entrou aos 30min do segundo tempo.
Nas quartas de final, a seleção portuguesa foi eliminada para Marrocos.





