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Investigações apuram suposto desvio no Juventus 17/08/2026 Esporte
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Investigações apuram suposto desvio no Juventus – 17/08/2026 – Esporte

Em junho de 2025, o tradicional Clube Atlético Juventus, da Mooca, em São Paulo, aprovou a constituição de uma SAF (Sociedade Anônima do Futebol), em um projeto com investimentos previstos de meio bilhão de reais no departamento de futebol profissional.

Tapume de um ano depois, a centenária assembleia é escopo de investigações da Polícia Social por suspeitas de intimidações e desvios de moeda relacionado à operação por segmento de dirigentes do clube social. A informação foi publicada inicialmente pelo GE e confirmada pela Folha.

De convenção com as apurações preliminares da Polícia Social, há suspeitas de que segmento do moeda que entrou no clube por desculpa da venda da SAF nos últimos meses tenha sido desviado irregularmente para as contas do presidente do Juventus, Tadeu Deradeli, e do presidente do Parecer Deliberativo, Carlos Eduardo Gomes Pedroso.

Em nota, a Polícia Social confirmou que, por meio da 3ª Delegacia da Separação de Combate à Lavagem de Verba, do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania), investiga o caso por meio de interrogatório policial.

“Diversas diligências já foram realizadas, incluindo a expedição de ofícios às secretarias municipais envolvidas no convenção. As medidas permitiram identificar as empresas responsáveis pelos repasses dos valores previstos no termo de parceria”, informou a Polícia Social.

Ainda segundo a corporação, a partir das informações coletadas, os investigadores passaram a rastrear a movimentação financeira dos recursos, com o objetivo de verificar de que forma —e se efetivamente— os valores ingressaram nas contas do clube. “As investigações prosseguem para o completo justificação dos fatos.”

Já o Juventus, também por meio de nota, informou que não comenta “o préstimo de questões que tramitam em sigilo perante as autoridades competentes”.

“O Juventus ressalta que questões de pensão íntimo, estritamente pessoal de indivíduos que pertencem ao seu quadro associativo, trabalham, prestam ou prestaram serviços ao clube não se confundem com sua atuação, gestão e atividades institucionais. Portanto, não podem nem devem ser utilizadas para atribuir à instituição qualquer responsabilidade ou posicionamento”, disse o clube.

“Com mais de um século de história e uma trajetória profundamente ligada ao esporte e à cidade de São Paulo, o Juventus preserva o compromisso de conduzir sua atuação institucional com responsabilidade, transparência e reverência à sua comunidade e tradição”, acrescentou a assembleia.

A investigação também procura esclarecer se Pedroso, que é escrivão da polícia, valeu-se de sua exigência de policial e de uma arma da instituição para intimidar adversários dentro do clube. Segundo as acusações que chegaram à Polícia Social, ele colocou uma arma sobre a mesa durante discussões com integrantes do Juventus porquê forma de constrangê-los.

As suspeitas são objeto de apuração, e, até o momento, não há epílogo sobre a ocorrência de transgressão. A versão de Pedroso precisa ser considerada no interrogatório.

Segundo uma manadeira da cúpula policial ouvida pela reportagem, a investigação foi ensejo para dar transparência às acusações e verificar “o eventual agravo dele porquê policial”, incluindo a suspeita de uso de arma de lume para “constranger” e “silenciar” pessoas.

Na avaliação de pessoas que acompanham a investigação, o conflito interno pelo comando do clube é o tecido de fundo das denúncias.

Pedroso, por sua vez, afirma, segundo relato feito à polícia, que as acusações partiram de antigos integrantes do Parecer afastados por ele sob a argumento de irregularidades na governo da associação.

De convenção com essa versão, oito ou nove conselheiros foram retirados de suas funções sob denúncia de prejudicar financeiramente o Juventus. Segmento deles teria posteriormente se unificado para apresentar as denúncias contra o escrivão. A polícia pretende ouvir integrantes dos dois grupos e confrontar as diferentes versões.

Contrato de estacionamento também será analisado

A apuração também deve compreender um contrato envolvendo o estacionamento do Juventus e uma empresa pertencente à mulher de um mandatário da Polícia Social.

Segundo o relato obtido pela reportagem, Pedroso teria participado da cessão do estacionamento para a empresa. Investigadores pretendem solicitar imitação do contrato para verificar quais foram as circunstâncias da contratação e se houve qualquer favorecimento.

O mandatário, porém, não é investigado até o momento, segundo a manadeira ouvida pela reportagem. Ele é citado no caso e deverá prestar esclarecimentos.

A polícia ressalta que o Juventus é uma associação privada e que, portanto, suas contratações não estão necessariamente submetidas às mesmas regras de licitação aplicáveis a órgãos públicos. A estudo deverá verificar quais normas internas do clube eram aplicáveis ao negócio e se houve alguma irregularidade.

Caso surjam indícios relacionados ao contrato que não sejam de atribuição da investigação administrativa ou policial atualmente em curso, a documentação poderá ser encaminhada ao Ministério Público ou a outra unidade policial.

A disputa dentro do Juventus ganhou intensidade diante das negociações relacionadas à SAF e dos valores envolvidos no horizonte do futebol e do patrimônio da associação.

A Polícia Social deverá agora ouvir os citados e reunir documentos para mandar se as denúncias contra Pedroso têm fundamento ou se fazem segmento da disputa política entre grupos rivais do clube.

Folha

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