Irã dos aiatolás é nação agressiva e interfere em países

Irã dos aiatolás é nação agressiva e interfere em países – 05/04/2026 – Luiz Felipe Pondé

Celebridades Cultura

Ouço as gargalhadas dos aiatolás quando vem a mídia de muitos países ocidentais, incluindo o Brasil, torcendo por eles. Os aiatolás e sua Guarda Revolucionária contam com esse suporte. Ódio ao Trump, paixão ao Irã dos aiatolás, ainda que disfarçados em análises de especialistas. Ouvimos os gritos de “muito feito” quando aviões americanos são destruídos ou Israel é bombardeado pelos iranianos.

Lembro de quando gaiato, sendo criado num envolvente no qual os adultos discutiam política durante a ditadura, de uma vez que a lucidez de logo torcia pelos vietcongues, Vietnã do Setentrião, URSS e China na guerra contra os EUA, guerra esta vencida pelos comunistas, apesar de que hoje, longe daquele tempo, vimos o capitalismo vencer tanto na Rússia, quanto na China –ambos regimes ainda totalitários– e no próprio Vietnã, hoje sorte turístico de gente chique e metida. A mesma reação é vista com relação a Cuba ainda hoje, uma ditadura mentirosa e miserável. Zero mudou.

Não se trata de expor que o capitalismo ou os americanos são anjos. Em geopolítica não há anjos, só interesses pragmáticos e violentos. Não há por que torcer por ninguém, finalmente de contas, não é um videogame. Pergunto-me se quem torce pelo Irã preferiria ir para Novidade York ou Teerã? Há uma grave dissociação cognitiva nessa torcida pelo Irã.

O regime do Irã pratica feminicídio, perseguição a gays —toco nesses temas porque estão na tendência na prelo— tortura da sua população, devassidão em larga graduação.

Há poucos dias vimos milhares de pessoas protestando contra a guerra nos Estado Unidos. Alguém recluso? Torturado? Internet cortada? Virou tendência expor, com sustentação supostamente científica, que a democracia americana está em declínio, que a democracia brasileira é melhor. A democracia brasileira é corrupta em todos os poderes, funcionando sob a eterna “lei” de para os amigos tudo, para os inimigos a lei. Vivemos sob prenúncio de exprobação jurídica e acumulam-se leis para processar todo mundo por qualquer coisa que escreva ou fale. O STF hoje é um amplexo de afogado para o Lula e o PT.

A democracia americana é uma federação real, os estados têm enorme autonomia em sua legislação –todo mundo sabe que soberania descentralizada fortalece a democracia– enquanto o Brasil é uma federação de araque em que todo o quantia e o poder estão nas mãos de Brasília. Quando os democratas ganharem as eleições americanas tudo muda, e o Irã poderá fazer sua explosivo atômica em sossego.

Logo a sociedade social americana tirará os Estados Unidos da guerra, uma vez que fez com o Vietnã, com a ajuda massiva da mídia. Os aiatolás “celebrarão a resistência” contra americanos e israelenses, graças a pressão do petróleo. E os defensores da democracia poderão permanecer felizes com a vitória da “democracia iraniana”.

O livro de Mohsen M. Milani, “Iran’s Rise and Rivalry with the US in the Middle East”, lançado em 2025, pode nos ajudar a entender a geopolítica de fundo desta guerra, ao invés de ficarmos xingando Trump uma vez que adolescentes jogando War.

Desde a Revolução Islâmica no Irã em 1979, o Irã se definiu uma vez que um poder inimigo e competidor dos Estados Unidos na disputa pelo poder no Oriente Médio, poder esse atravessado pelo seu fanatismo religioso.

Nunca houve confronto direto entre os dois países até agora, mas o conflito sempre foi indireto, “by proxies” –por procuração– uma vez que se diz. O Irã, país hostil geopoliticamente na região, alimenta e alimentou vários grupos violentos e terroristas: Houthis no Iêmen, o ex-governo da Síria que massacrava sua população, grupos armados xiitas no Iraque, Hezbollah que visa destruir Israel e destruiu o Estado Libanês, Hamas em Gaza. O Irã, ao longo dos anos, buscou tornar-se a maior potência da região, mesmo contra a Arábia Saudita, coligado dos EUA, além de Israel. Portanto, o Irã dos aiatolás, sim, é um regime hostil que invade e interfere nos Estados a sua volta.

Uma vez que escreve o comentador geopolítico Marco Vicenzino no jornal português Expresso, “O que está a surgir é uma novidade forma de ação estratégica: a geopolítica das cadeias de provisão –o uso da infraestrutura econômica uma vez que instrumento de poder”.

Agora a coisa pegou: o Irã caminha para se tornar um “proxy” da China na região. Todo mundo sabe disso, por isso Trump foi pra guerra. Controlar a região é controlar o petróleo iraniano e pressionar a China nos seus recursos energéticos. A história dos adultos voltou. O problema com as análises geopolíticas ideologicamente enviesadas é que ignoram a veras em obséquio do “parquinho anti-imperialista”.

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Folha

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