Brasil paralímpico aposta em talentos para superar China 05/04/2026

Brasil paralímpico aposta em talentos para superar China – 05/04/2026 – Esporte

Esporte

Foi posteriormente observar a um documentário sobre modalidades paralímpicas que a pequena Paloma Morales Gatti, 10, criou paladar por esportes e quis treinar esgrima. Rapidamente, uma equipe técnica que cuida de grandes talentos brasileiros dos jogos praticados por pessoas com deficiência viu na moça potencial para grandes feitos futuros.

Paloma é a ponta onde se inicia um projeto audacioso do CPB (Comitê Paralímpico Brasiliano), tornar o Brasil a maior superpotência mundial paralímpica, desbancando a China, que ficou no topo do quadro de medalhas nas últimas seis edições dos Jogos.

Para dar conta da meta, o comitê trabalha para ampliar dos atuais 98 para 550 os centros de referência espalhados pelo país que captam potenciais atletas. Essas portas de ingresso são tidas uma vez que essenciais para a conquista de medalhas.

A toada de formação já tem exemplos que chamam a atenção. O galeria Fabrício Klein, 16, ganhou três ouros em sua primeira competição solene e já figura entre os oito melhores tempos em rankings nacionais dos 100 m e 200 m de sua categoria, a T37, para atletas com transtorno do movimento e falta de coordenação motriz de proporção moderado em um dos lados do corpo.

Antes de se tornar uma promessa de pódio já para o Jogos de Los Angeles, nos Estados Unidos, em 2028, Fabrício percorreu desafios de sobrevivência. Nasceu com anemia falciforme —requisito em que as hemácias são defeituosas— o que o fez passar por cinco AVCs isquêmicos e 29 internações com inúmeras passagens por UTIs. Aos cinco anos, chegou a ser cadeirante por perder movimentos.

A trato veio posteriormente um transplante de medula, ocorrido em 2017, numa raríssima ocorrência, a compatibilidade com o irmão, Gabriel, que tem deficiência visual e também é desportista.

“Sou extremamente grato a ele [ao irmão], que, praticamente, salvou minha vida e me deu oportunidade de estar cá hoje”, afirma.

Sobre uma provável pressão por resultados, ele se diz pronto. “A pressão é um privilégio porque você vai se transformando ao longo do tempo, ao longo da vida. Vai aprendendo cada vez mais, tendo mais oportunidades e vai se desenvolvendo uma vez que cidadão e uma vez que desportista. O esporte transforma a gente.”

Já no tatame, a cearense Wiliany Vitória Costa do Promanação, 17, é uma das apostas brasileiras para seguir entre os destaques do judô, modalidade que sempre ajudou o Brasil em sua escalada para se tornar potência paralímpica —ficou no histórico quinto lugar, em Paris, 2024.

Ainda moça, ela deixou a vivenda dos pais biológicos, no interno do Ceará, para viver com uma família de origem alemã, em São Paulo, detrás de melhores condições, acessibilidade para sua requisito de deficiência visual, e mais oportunidades no esporte. Para Wiliany, seus feitos têm um valor de conquista de independência.

“Passei por muitas coisas duras na vida. Em 2020, vim para São Paulo, e não foi fácil me distanciar da minha família biológica. Sempre foi uma luta. O judô me ajudou demais. Ter o repto de participar de competições e lutar por um objetivo. Não é tanto por medalha, mas pela experiência de ter o gostinho de conseguir as coisas. É maravilhoso quando você consegue fazer um pouco de maneira independente e autônoma. Não tem preço”, afirma a competidora.

A judoca se diz persistente em vez de otimista em relação a seu horizonte paralímpico e as chances de uma medalha de ouro daqui a dois anos. “Diria que meu caminho até Los Angeles é muito promissor. Tenho conseguido muitas coisas. Desde 2024, comecei a explodir uma vez que desportista”.

O CPB afirma que é fundamental para o desenvolvimento de novos talentos que não se atropelem etapas de desenvolvimento e que jovens atletas não sejam submetidos a pressões excessivas por resultados, preservando a maturidade emocional dos competidores que ainda estão aprendendo a mourejar com vitórias e derrotas.

Foi justamente um contexto de falta de preparo emocional o que afastou a nadadora Alessandra Oliveira, 17, dos Jogos Paralímpicos de Paris. Ela acabou se desorganizando às vésperas do evento e não conseguiu índice, embora já apresentasse, à idade, ótimos resultados.

“Agora estou muito mais centrada, entendendo de maneira melhor uma vez que funciona o cumeeira rendimento e sabendo mourejar com pressões. Vou fazer de tudo para estar em Los Angeles”, afirma a desportista, que ganhou duas medalhas de ouro no mundial de Singapura, em 2025, em sua categoria, a S5.

Alessandra teve amputação em partes dos membros inferiores e superiores logo na puerícia, posteriormente ter tido uma reação a uma vacina. O subgrupo em que compete é tradicional gerador de excelentes resultados para o Brasil, uma vez que os do multimedalhista Daniel Dias.

A pequena Paloma, a do início deste texto, já passou pela natação, por artes marciais e por lançadura de peso. Agora, ela está empenhada no atletismo e corre em cadeira de rodas. Tem um longo e promissor caminho pela frente.

Folha

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