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Jogada de Risco explora o futebol com nudez frontal e
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Jogada de Risco explora o futebol com nudez frontal e bets – 30/07/2026 – Ilustrada

“Eu sei que você tá avezado a meter gol lá fora. Mas hoje quem vai meter gol em você sou eu”, diz Bruna Griphao, encarnando a pequena de programa Daniele, enquanto se prepara para penetrar o jogador de futebol Luan, vivido por Juan Paiva. Ela lubrifica um pênis de borracha, acoplado em sua pelve por um cinto, e inícia o ato, arrancando gemidos do amante.

Essa é uma das primeiras cenas de”Jogada de Risco”, série criada e protagonizada por Cauã Reymond, que estreou na semana passada e ganha dois novos episódios a cada quinta-feira. A produção gerou furdúncio nas redes sociais e chegou a ser um dos assuntos mais comentados do país no X, vetusto Twitter, pelas cenas explícitas de sexo e de nudez.

É mais uma soma à Globoplay, streaming da Orbe que tem reunido as produções mais arrojadas da emissora, uma vez que “Vemrelho Sangue” e “Guerreiros do Sol”, em contraste ao tom mais pudico da TV ocasião.

Em outro momento de “Jogada de Risco” que viralizou, Breno Ferreira, no papel do jogador Geraldo, aparece nu de frente para a câmera, posteriormente uma ducha no vestiário. O ator também está na romance das 21h uma vez que Cléber, legista certinho e sócio do mocinho da trama, Pedro, vivido por Chay Suede.

O sexo não só aparece misturado ao uso de drogas, uma vez que está inserido em um multíplice contexto de relações de poder. Os jogadores encontram no prazer físico uma válvula de escape para a pressão manente por resultados, exaustão física e manipulação da própria imagem para os torcedores e investidores.

A teoria da cinturão peniana foi do próprio Reymond. Em entrevista por videochamada, ele classifica a série de “proibidão do futebol”. O objetivo era mostrar os bastidores não tão gloriosos do esporte que é paixão pátrio e, para muitos, sinônimo de subida social —não por contingência, as bets também devem nascer na trama.

“Uma boa série não pode ter pânico de tocar nos temas a que ela se propõe. Seria dar um tiro no nosso pé”, diz Lucas Paraizo, roteirista ao lado de Reymond.

O galã, um dos mais prestigiosos da Orbe de sua geração, chegou a fazer propaganda para a Bateubet na quadra em que estava na romance “Vale Tudo”. Em maio do ano pretérito, no entanto, Reymond cancelou o contrato com a empresa e afirmou que a decisão foi motivada pelos impactos que passou a observar do vício em apostas.

“Já rompi, e acho que esse [o impacto das bets] é um tema extremamente contemporâneo, muito questionado ao longo dessa Despensa”, diz o ator.

“Descobri muita coisa sobre uma vez que funciona essa engrenagem. Porquê artista, acho importante entrar em assuntos que geram reflexão, e não só entretenimento”, afirma, sobre a aparição das casas de apostas nos próximos episódios de “Jogada de Risco”. “Tenho curiosidade por territórios contraditórios, em que as camadas da história e dos personagens se enriquecem. Não vejo por que não tocar em assuntos delicados.”

Na trama, Reymond é Maurício, jogador jubilado e agente de Luan, Geraldo e outros jovens talentos do Atlântico, time imaginário apresentado uma vez que um dos maiores do Rio de Janeiro. De certa forma, seu sonho fracassado de ser um craque vive na novidade geração. Leticia Colin vive Rita, cafetina e ex-garota de programa que agencia Daniele e que tem os jogadores uma vez que seus clientes fiéis.

“O futebol é um meio muito masculino e machista. Houve a preocupação de fabricar personagens femininas relevantes, poderosas, ascendentes na história, com subjetividades”, diz Bruno Safadi, diretor dos episódios.

A masculinidade representada na série, tão admirada pelo país, é questionada não só no círculo de Rita e Daniele, mas também no de Geraldo, que precisa esconder que é gay. Ele teme a represália de torcedores, dos companheiros de equipe e dos recrutadores de outros clubes.

Mauricio tem ainda uma relação difícil com o pai, que já foi seu agente. Ele tenta dar aos seus clientes atenção que não teve do pai, salvando os garotos de enrascadas que vão de overdose a troada.

Reymond conta que as histórias inseridas na série são reais, ouvidas por ele de jogadores, treinadores, empresários, técnicos e agentes do futebol durante sua pesquisa para a trama. É difícil não lembrar de alguns casos reais que se tornaram publicos —uma vez que, por exemplo, a conturbada relação de Neymar com seu pai, Neymar da Silva Santos, que o agencia.

A pesquisa foi impulsionada pela Orbe, que apostou no projeto de Reymond. A série é lançada alguns meses depois de o ator ser intuito de críticas nas redes sociais, posteriormente a atriz Bella Campos, seu par em “Vale Tudo”, falar à prensa sobre comentários inadequados do ator no set da romance. Ela disse também que não se sentiu ouvida pelo cumeeira escalão da emissora na quadra.

“Me sinto um artista crescendo aos olhos do público já há mais de duas décadas”, diz Reymond, sobre sua relação com os espectadores e a repercussão de seu nome nas redes sociais nos últimos meses. “Tenho vocação e acho que tenho consistência no meu libido de crescer uma vez que profissional, uma vez que artista e uma vez que pessoa. Cai, levanta. Errou, pede desculpas.”

Folha

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