Jovem morre horas depois de passar mal no Zig Festival – 13/10/2026 – Ilustrada
Pedro Higa Felizatto, de 28 anos, morreu no domingo (11), horas depois ter participado do Zig Festival em São Paulo, no último final de semana, na Audio, clube na zona oeste da capital paulista.
Em nota, a Secretária de Segurança Pública de São Paulo afirma que a morte de Felizatto foi confirmada pelo seu pai, que disse que o jovem teria pretérito mal na vivenda noturna por justificação do calor e da lotação do espaço, em meio a shows de nomes uma vez que Slayyyter e Rochelle Jordan. A Polícia Social investiga o caso uma vez que morte suspeita.
Procurados, a Audio e os responsáveis pela Zig, conhecida balada do meio de São Paulo, e pelo festival, o jornalista Rafael Maia e o publicitário Werik Andrade, se manifestaram por meio de notas similares, lamentando a morte.
“Por volta de 1h40, Pedro foi levado ao posto de atendimento médico do evento pelo bombeiro social, onde recebeu pronto atendimento do médico responsável, conforme os protocolos de emergência. Em seguida, foi removido em ambulância UTI para a Santa Vivenda de São Paulo, onde chegou em menos de oito minutos. Infelizmente, apesar dos esforços das equipes médicas, ele não resistiu e faleceu no hospital”, afirmam os textos, que não citam as críticas à superlotação e à falta de ventilação no espaço.
“Estamos colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela apuração dos fatos e, em saudação à família e ao trabalho das autoridades, não comentaremos outros detalhes do caso.”
O caso ganhou repercussão, nesta terça, nas redes sociais. O perfil no X do portal Bunklr, do qual Felizzato era colaborador, divulgou a morte e disse que ele estava sóbrio quando passou mal.
Segundo uma publicação de Angela Higa, tia da vítima, o jovem foi sepultado nesta terça, no Cemitério da Silêncio Morumbi, em São Paulo. A reportagem tentou contato com Angela, mas não teve resposta.
O engenheiro Gilles Giovani Bezerra, de 26 anos, relatou que estava no ambulatório da Audio quando, no início da madrugada de domingo, o jovem chegou ao lugar, repleto por funcionários do evento e escoltado de uma amiga. Segundo Bezerra, ele estava desacordado, com a pele pálida e a boca espumando.
Bezerra diz que uma das profissionais de saúde questionou se Felizzato havia usado alguma substância. Ao manifestar que o colega estava sóbrio há meses e que ele havia se mantido e se hidratado pouco antes de desmaiar, a profissional teria questionado a resposta da acompanhante algumas vezes.
Pouco depois, Felizzato foi levado de ambulância até uma unidade da Santa Vivenda de São Paulo. A instituição diz que o jovem recebeu atendimento médico subitâneo e foram realizadas manobras de ressuscitação, sem sucesso.
O caso vem na esteira de relatos que tomaram a internet desde a noite do Zig Festival. Segmento do público disse que não havia ventilação e que, na maior secção do tempo, havia uma única saída ensejo. Frequentadores afirmaram ainda que o espaço estava muito mais referto do que de uso.
Vídeos também mostraram pessoas se aglomerando em um banheiro de frente para o palco, onde alguns se reuniram para ver o show da cantora Slayyyter, uma das principais atrações. Nos vídeos, os vidros aparecem totalmente embaçados por justificação do calor.
Segundo Ruan Coelho, o espaço não estava muito referto quando o festival teve início, por volta das 17h. Às 22h —quando Felizzato teria chegado ao lugar—, a pista do palco principal começou a encher e o calor passou a aumentar.
Coelho ainda afirma que os funcionários tentaram dar copos de chuva, mas a distribuição não passou das primeiras filas de pessoas em frente ao palco. Ainda era verosímil sentar e repousar sobre a pista.
Num horário mais próximo ao show de Slayyyter, que subiu ao palco por volta das 3h, na madrugada de domingo, Coelho e seus amigos começaram a passar mal e deixaram a pista para ir ao banheiro. Mais tarde, eles foram retirados do espaço, mesmo depois alegarem mal-estar.
“Foi difícil transpor em meio à plebe, já que ninguém dava espaço e as saídas de emergência estavam fechadas. Segmento do nosso grupo decidiu permanecer e relatou que, um tempo depois, quando as saídas de emergência enfim foram abertas, ainda estava difícil de transpor”, diz Coelho.
Diferentes relatos também apontam problemas na superfície voltada a pessoas com deficiência, que costuma estar próxima ao palco e ter uma elevação que facilite ver os shows. Segundo posts nas redes, essas condições não foram cumpridas e não havia seguranças ou bombeiros para impedir a ingresso de pessoas sem deficiência. A superfície não estava sinalizada no planta do evento divulgado online.
Horas antes da confirmação da morte de Felizzato, a página solene da Zig publicou um expedido nas redes, em resposta às críticas às condições do evento.
“Lamentamos profundamente os transtornos relatados. Nosso compromisso sempre foi e continua sendo oferecer entretenimento de qualidade, com a estrutura e o zelo que o nosso público merece e com o nosso compromisso de ser um lugar feito por pessoas LGBTQIAPN+ para pessoas LGBTQIAPN+.”





