A contratação do holandês Clarence Seedorf, 50, com a missão de evitar o rebaixamento do Corinthians no Campeonato Brasiliano, fragilizou a situação do presidente alvinegro, Osmar Stabile.
Aliados mais próximos do mandatário questionaram a aposta em um profissional que não comanda uma equipe há sete anos, além de não ter um histórico vitorioso uma vez que treinador —ele acumula passagens por Milan, Shenzhen, Deportivo La Coruña e seleção camaronesa, todas sem grandes feitos.
No time espanhol, ele recebeu uma missão semelhante ao seu atual repto, mas não conseguiu evitar a queda para a segunda partilha. Em 16 jogos, obteve somente duas vitórias, com seis empates e oito derrotas.
O grupo que dá sustentação política a Stabile também questionou a contratação sem um debate entre os aliados do presidente. O nome foi levado para a mesa da diretoria pelo executivo de futebol, Marcelo Tranquilidade, que encontrava dificuldades para contratar um treinador posteriormente a deposição de Fernando Diniz.
Seedorf não era a primeira opção. Nem a segunda. Ao menos três técnicos recusaram ofertas do Corinthians até o holandês ser indicado por Tranquilidade. Antes, o clube ouviu negativas de Ramón Díaz, Luis Zubeldía e Sylvinho.
O entendimento da diretoria era que o profissional escolhido precisava saber o futebol brasiliano e ter experiência, sobretudo, para mourejar a sátira situação corintiana na tábua —em 16º, com 32 pontos, a equipe está empatada com o Internacional, o primeiro na segmento vermelha da classificação, e só não está entre os quatro últimos colocados porque tem uma vitória a mais do que o time disposto (8 contra 7).
Nessa situação, técnicos uma vez que Tiago Nunes, Paulo Pezzolano, Paulo Turra e Jair Ventura também tiveram seus nomes debatidos no Parque São Jorge antes da indicação de Seedorf.
A apresentação do holandês uma vez que novo treinador corintiano está marcada para a tarde desta quarta (14). O contrato dele é válido até dezembro de 2027.
Ao explicar sua escolha, Tranquilidade admitiu que pesou o roupa de o holandês ter manifestado o libido de trabalhar com a equipe e reconheceu que abriu as portas para o treinador retomar sua curso.
“Não é que chegou de alguma maneira [oferecida]. É um nome que a gente teve chegada, identificamos que é um líder, um vencedor, é um face que decidiu retomar a curso uma vez que treinador. Ele estava resolvido para o ano que vem, mas surgiu o invitação do Corinthians, e ele teve o libido de vir para cá. É importante a gente narrar com quem tem o libido. Ele quis”, disse o executivo à ge TV.
De concórdia com a OTB Sports, que agencia a curso de Seedorf, o holandês foi sugerido pela empresa na tarde de sexta-feira (9) a Marcelo Tranquilidade, e a negociação foi fechada depois de dois dias de tratativas.
“Ponto importante, para alongar costumeiras falsas ilações que tirariam o préstimo e autonomia do sempre competente e íntegro Marcelo Tranquilidade e do presidente Osmar Stabille”, disse a empresa.
A ilações seriam sobre uma provável indicação de Memphis Depay, compatriota de Seedorf. Os dois nunca trabalharam proximamente, embora o ex-jogador tivesse um incumbência de supervisão na federação holandesa.
A torcida corintiana também foi pega de surpresa com a contratação, anunciada às 11h do domingo (11), horas antes do Dérbi em que o Corinthians acabou goleado pelo Palmeiras por 4 a 1 e completou o oitavo jogo sucessivo sem vitória no Pátrio.
Depois da partida, o zagueiro Gabriel Paulista fez um duro desafabo, com críticas à diretoria. Segundo ele, os recorrentes atrasos no pagamento dos salários, além da falta de respaldo da diretoria, afetam os atletas, sobretudo os mais jovens.
“Eu consigo me manter durante um tempo, mas tem jogador que não consegue. Eu ganhava pouco no meu início. Se eu passasse por uma situação uma vez que esta, minha família talvez passasse penúria. Ontem falei com alguns [atletas], disse que, se eles estivessem precisando de alguma ajuda, eu estaria à disposição”, disse o padroeiro.
“Em todos os clubes em que eu joguei, nessa situação, a diretoria sempre protegeu os atletas, dava a vida para tutorar nós jogadores. Cá no Corinthians eu não vejo isso, não vejo nenhuma proteção. Temos que respeitar o Corinthians, mas tem muita gente cá dentro que não respeita e não sabe o que significa isso. Se alguém da diretoria quiser falar comigo e falar que disse besteira, eu vou voltar e falar de novo”, acrescentou o jogador.
No dia seguinte, torcedores alvinegros protestaram na sede social pedindo mediação judicial no clube. O movimento foi organizado pelo “Projeto Time do Povo”, que se coloca uma vez que um movimento sem vínculos com as torcidas organizadas.
Em seguida as declarações de Gabriel Paulista, o Parecer Deliberativo do Corinthians, em despacho assinado pelo presidente do órgão, Romeu Tuma Júnior, convocou Osmar Stabile para prestar esclarecimentos na próxima sexta-feira (16), em reunião extraordinária.
A reunião será realizada no Parque São Jorge, com a primeira chamada marcada para as 18h, mediante a presença de metade mais um dos membros do Parecer. A segunda chamada será às 19h, com qualquer número de conselheiros presentes. Além de Stabile, outros membros de sua gestão devem participar da oitiva.
Três dias depois, o Corinthians volta a campo para enfrentar o Vitória, na segunda-feira (19), em Itaquera, pela 31ª rodada do Campeonato Brasiliano, ainda mais pressionado a dar termo ao longo jejum de vitórias.





