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Linkin Park: como é o filme que a banda gravou
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Linkin Park: como é o filme que a banda gravou no Brasil – 28/09/2026 – Ilustrada

“Likin Park: Unshatter”, documentário que estreia nesta quarta, dia 30, em cinemas de todo o mundo, pode ser dividido em duas metades. Uma contempla o show espetacular que a margem fez no logo Allianz Parque, em São Paulo, em 15 de novembro de 2024. A outra acompanha conversas e ensaios da margem desde 2022, mostrando o caminho para reconstrução do grupo depois do suicídio do vocalista Chester Bennington.

As gravações intimistas mostram o processo de reconstrução da margem. O show em São Paulo documenta o resultado, entusiasticamente ratificado por seus fãs. Quem mesclou essas duas narrativas foi o DJ do Linkin Park, Joe Hahn, que dirige o documentário.

Ele classifica o filme porquê uma história de resiliência e afirma que era muito importante para todos ajudarem a vocalista Emily Armstrong e o baterista Colin Brittain, novos integrantes neste renascimento. “Certamente já seria difícil para uma pessoa entrar em uma margem que já tinha tanta coisa feita e uma personalidade muito poderoso. Dois novos integrantes era um tanto mais complicado ainda”, diz Hahn.

“Eles são dez anos mais novos do que os outros da margem, e foram ótimos. Colin já produziu vários artistas e trouxe muitas ideias para todas as etapas do nosso trabalho. Emily aprendeu muito e fez isso rapidamente”, conta, ressaltando que a cantora teria a pressão das comparações com o vocalista que estava substituindo. “Emily é durona, ela aguenta muito a pressão”, comenta Hahn. A aprovação dela pelos seguidores do Linkin Park foi praticamente imediata.

Para iniciar essa volta, o grupo fez alguns shows, abrindo a turnê do disco de inéditas “From Zero” (2024). Mas a apresentação em São Paulo coincidiu com o dia do lançamento mundial do álbum. Desde o primeiro acorde do show, o público paulistano cantava junto todas as novas canções.

“Foi fácil escolher o show para gravar porquê apresentação do disco”, conta Hahn. “Nosso público é pleno de virilidade e muito enamorado pela margem, mas o Brasil exagera. O público é carinhoso demais, muito entusiasmado. A gente acreditava nessa relação poderoso, e o show virou mesmo uma celebração.”

Os registros mais antigos no documentário são conversas sobre o provável porvir da margem. Hahn admite que rever algumas dessas conversas de 2022 ainda é capaz de emocioná-lo. A morte de Bennington, em 2017, continuava a ser processada intimamente em cada um deles.

“Falávamos sobre o porvir, sobre um tanto que, no fundo, a gente não sabia se conseguiria realizar”, recorda Hahn. “Mais do que nunca, nós precisávamos responsabilizar uns nos outros.” A edição do filme é esperta para não estender demais essas divagações e passa a apresentar a segmento prática da reformulação da margem, com a integração dos novatos em sessões de estúdio.

O carinho dos integrantes originais com Emily e Brittain é evidente. E isso vai passando para o público antes mesmo do retorno às turnês. Quando eles aparecem no palco diante dos paulistanos, o pandemônio é subitâneo. Durante o show, músicas da primeira tempo do grupo, porquê o hino roqueiro “In the End”, conversam com canções da novidade safra, exemplo de “The Emptiness Machine”. São os dois momentos mais incendiários da apresentação.

A edição do documentário aproveita muito muito o calor do público e transforma os fãs brasileiros em atores coadjuvantes. Gente de sorriso sincero cantando o mais cumeeira provável, num registro visual de êxtase. Não é nenhum excesso Hahn usar a termo “celebração”.

No palco, a interação da margem é uma cumplicidade muito poderoso. Emily Armstrong e Mike Shinoda dividem os vocais de modo fluido, porquê se fizessem isso há anos. Hahn destaca o espírito de equipe. “Emily enfrentaria comparações, nós sabíamos disso. Portanto foi muito importante a gente trabalhar porquê um time. A teoria era nunca a deixar sozinha. Era o Linkin Park que estava ali!”

“Unshatter” traz muitas imagens inéditas até para os fãs que acompanham freneticamente a divulgação de material no Linkin Park nas redes. E a margem não segura informações. Shows, ensaios, gravações de videoclipes, encontros com admiradores, brincadeiras em hotéis e aeroportos, divulgação em rádios e TVs, até escolha de roupas para as apresentações são registrados na internet.

Será que os integrantes da margem às vezes não se sentem dentro de um reality? Uma espécie de “Show de Truman”? Hahn dá risada diante da pergunta. “Estamos acostumados. Temos um companheiro biógrafo. Sempre tem alguém querendo gravar alguma coisa. Eu não ligo. Porque paladar de música o tempo todo. Eu tentativa, gravo, vou para o palco e isso é sempre bom.”

Na última sexta-feira (25), foi lançada a trilha sonora “Unshatter: Live in São Paulo”, e não se restringe a performances do show. Gravações exclusivas e inéditas fazem segmento do material.

Hahn dá sua definição sobre o projeto: “O filme documenta um caminho marcado por perda, incertezas, amizade e reinvenção. Para além da história do Linkin Park, espero que as pessoas se conectem com o filme porquê uma narrativa sobre relacionamentos, resiliência e o que realmente significa seguir em frente quando nem todas as respostas estão claras”.

Folha

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